domingo, 30 de novembro de 2008

ELIZABETH BATHORY a Rainha dos Serial Killers.


                         "A mulher Drácula"


Época em que atuou: Entre 1600 e 1611, na Hungria.
Quantos matou: mais de 600.


A rainha das serial killers foi uma condessa húngara muito louca, me desculpem usar essa linguagem, mas não sei como não chamar ela de muito louca (no pior sentido possível). Mas só se for realmente verdade. O que nunca saberemos de fato.

Interessada por magia negra, Elizabeth acreditava que conseguiria continuar jovem para sempre - desde que tomasse banho em sangue humano!
Para o "tratamento rejuvenescedor", ela ordenava o rapto de garotas dos vilarejos próximos ao seu castelo. Depois, torturava, assassinava e usava o sangue das vítimas

Por pertencer à nobreza, Elizabeth nunca foi acusada formalmente de qualquer crime. Mas o rei da Hungria Mathias II ordenou que ela ficasse presa na torre de seu próprio castelo, onde morreu em 1614 de causas naturais

Erzsébet Báthory (7 de agosto de 156021 de agosto de 1614), em português Elizabeth ou Isabel Báthory, foi uma condessa húngara da renomada família Báthory que entrou para a História por uma suposta série de crimes hediondos e cruéis que teria cometido, vinculados com sua obsessão pela beleza. Como consequência, ela ficou conhecida como "A condessa sangrenta" e "A condessa Drácula".

Entretanto, vários historiadores contemporâneos consideram que os supostos crimes de Báthory foram invenções dos inimigos políticos de sua família, que desejavam sua morte, o que de fato ocorreu.

Nascimento e família
Erzsébet Báthory nasceu em Nyírbátor, que então fazia parte do Reino da Hungria, território hoje pertencente à República Eslovaca.
A maior parte de sua vida adulta foi passada no Castelo Čachtice, perto da cidade de Vishine, a Nordeste do que é hoje Bratislava, onde a Áustria, a Hungria e a Eslováquia se juntam.

Erzsébet cresceu em uma época em que os turcos conquistaram a maior parte do território húngaro, que servia de campo de batalha entre os exércitos do Império Otomano e a Áustria dos Habsburgo. A área era também dividida por diferenças religiosas.
A família Báthory se juntou à nova onda de protestantismo que fazia oposição ao catolicismo romano tradicional.
Foi criada na propriedade de sua família em Ecsed, na Transilvânia. Quando criança, ela sofreu doenças repentinas, acompanhadas de intenso rancor e comportamento incontrolável.
Em 1571, seu tio István Báthory tornou-se príncipe da Transilvânia e, mais tarde na mesma década, ascendeu ao trono da Polônia.
Foi um dos regentes mais competentes de sua época, embora seus planos para a unificação da Europa contra os turcos tivessem fracassado em virtude dos esforços necessários para combater Ivan, o Terrível, que cobiçava seu território.

Casamento e sadismo :

Vaidosa e bela, Erzsébet ficou noiva do Conde Ferenc Nadasdy aos onze anos de idade, passando a viver, no castelo dos Nádasdy, em Sárvár.
Em 1574, ela engravidou de um camponês. Quando sua condição se tornou visível, escondeu-se até a chegada do bebê.
O casamento ocorreu em maio de 1575. O conde Nadasdy era militar e, frequentemente, ficava fora de casa por longos períodos.
Nesse meio tempo, Erzsébet assumia os deveres de cuidar dos assuntos do castelo da família Nadasdy. Foi a partir daí que suas tendências sádicas começaram a revelar-se - com o disciplinamento de um grande contingente de empregados, principalmente mulheres jovens.

À época, o comportamento cruel e arbitrário dos detentores do poder para com os criados era comum; o nível de crueldade de Erzsébet era notório.
Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava todas as desculpas para infligir castigos, deleitando-se na tortura e na morte de suas vítimas. Espetava alfinetes em vários pontos sensíveis do corpo das suas vítimas, como, por exemplo, unhas. No inverno, executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar pela neve, despejando água gelada nelas até morrerem congeladas.

O marido de Báthory juntava-se a ela nesse tipo de comportamento sádico e até lhe ensinou algumas modalidades de punição: o despimento de uma mulher e o cobrimento do corpo com mel, deixando-o à mercê de insetos.


Viuvez e mais crimes :

O Conde Nadasdy morreu em 1604, e Erzsébet mudou-se para Viena após o seu enterro. Passou também algum tempo em sua propriedade de Beckov e no solar de Čachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia.
Esses foram os cenários de seus atos mais famosos e depravados.

Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Erzsébet no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia, de quem pouco se sabe a respeito. Quando Darvulia adoeceu, Erzsébet se voltou para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local, seu inquilino.
Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Erzsébet, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas.
Em virtude de estar tendo dificuldade para arregimentar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas atividades se espalhavam pelas redondezas, Erzsébet seguiu os conselhos de Majorova.
Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio.

Prisão e morte :

No início do verão de 1610, tiveram início as primeiras investigações sobre os crimes de Erzsébet Báthory. Todavia, o verdadeiro objetivo das investigações não era conseguir uma condenação, mas sim confiscar-lhe os bens e suspender o pagamento da dívida contraída ao seu marido pelo rei.

Erzsébet foi presa no dia 26 de Dezembro de 1610. O julgamento teve início alguns dias depois, conduzido pelo Conde Thurzo. Uma semana após a primeira sessão, foi realizada uma segunda, em 7 de Janeiro de 1611.
Nesta, foi apresentada como prova uma agenda encontrada nos aposentos de Erzsébet, a qual continha os nomes de 650 vítimas, todos registrados com a sua própria letra.

Seus cúmplices foram condenados à morte, sendo a forma de execução determinada por seus papéis nas torturas.
Erzsébet foi condenada à prisão perpétua, em solitária.
Foi encarcerada em um aposento do castelo de Čachtice, sem portas ou janelas. A única comunicação com o exterior era uma pequena abertura para a passagem de ar e de alimentos. A condessa permaneceu aí os seus três últimos anos de vida, tendo falecido em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras dos Báthory, em Ecsed.

Julgamento e documentos :

No julgamento de Erzsébet, não foram apresentadas provas sobre as torturas e mortes, baseando-se toda a acusação no relato de testemunhas.
Após sua morte, os registros de seus julgamentos foram lacrados, porque a revelação de suas atividades constituiriam um escândalo para a comunidade húngara reinante.
O rei húngaro Matias II proibiu que se mencionasse seu nome nos círculos sociais.
Não foi senão cem anos mais tarde que um padre jesuíta, Laszlo Turoczy, localizou alguns documentos originais do julgamento e recolheu histórias que circulavam entre os habitantes de Čachtice.
Turoczy incluiu um relato de sua vida no livro que escreveu sobre a história da Hungria. Seu livro sugeria a possibilidade de Erzsébet ter-se banhado em sangue. Publicado no ano de 1720, o livro surgiu durante uma onda de interesse pelo vampirismo na Europa oriental.

Lendas posteriores :

Escritores posteriores retomariam a história, acrescentando alguns detalhes. Duas histórias ilustram as lendas que se formaram em torno de Erzsébet Báthory, apesar da ausência de registros jurídicos sobre sua vida e das tentativas de remover qualquer menção a ela na história da Hungria:
Diz-se que certo dia a condessa, já sem a frescura da juventude, estava sendo penteada por uma jovem criada, quando esta puxou seus cabelos acidentalmente. Erzsébet virou-se para ela e a espancou. O sangue espirrou e algumas gotas caíram em sua mão. Ao esfregar o sangue, pareceu-lhe que estas a rejuvenesciam. Foi após esse incidente que passou a banhar-se no sangue de humanos.

Uma segunda história refere-se ao comportamento de Erzsébet após a morte do marido, quando se dizia que ela se envolvia com homens mais jovens. Numa ocasião, quando estava em companhia de um desses homens, viu uma mulher de idade avançada e perguntou a ele: "O que você faria se tivesse de beijar aquela bruxa velha?". O homem respondeu com palavras de desprezo. A velha, entretanto, ao ouvir o diálogo, acusou Erzsébet de excessiva vaidade e acrescentou que a decadência física era inevitável, mesmo para uma condessa. Diversos historiadores têm relacionado a morte do marido de Erzsébet e esse episódio com seu receio de envelhecer.


Capa do filme.


O conteúdo abaixo foi retirado do livro "501 Crimes mais notórios" de Paul Donnelley. (Larousse) 




Quando Elizabeth estava com 4 ou 5 anos, ela sofria violentos surtos e acredita-se que esses episódios tenham contribuído para seu estranho comportamento mais tarde. Em 8 de maio de 1575, em Varannó, ela se casou com o conde Ferene Nádasdu, não muito tempo depois de ter tido um filho bastardo com um camponês. Como presente de casamento, Nadásky deu a ela sua casa, o Castelo Cachtice, uma vila no campo e dezessete vilarejos. O conde estava sempre fora, lutando em guerras contra os Otomanos, e Elizabeth passava muito tempo sozinha. Entediada, ela teve vários amantes, e também, graças a uma criada chamada Dorothea "Dorkó" Zentes, passou a se interessar pelo ocultismo.

Em 1585 ela teve uma filha, Anna, e depois teve outros filhos, Ursula, Andrew e Katherina. Em 1598 teve o único filho que sobreviveu, Paul. Em 4 de janeiro de 1604 seu marido morreu aos 47 anos, e a condessa começou a torturar meninas.
Ela era auxiliada nessa prática cruel por Dorkó, Ilona, Jô, Katarína Benická e János "Ficzkó" Újváry.

Ela encomendou a um ferreiro uma jaula cilíndrica com longas estacas de metal em seu interior. Uma jovem de seios fartos era escolhida entre suas costureiras e forçada a entrar na jaula, que era então erguida. Dorkó furava a jovem com ferro em brasa. Quando a pobre vítima tentava escapar do doloroso ferimento, acabava empalada nas estacas, para deleite sexual de Elizabeth. Sem o marido por perto, o comportamento de Elizabeth não tinha limites, e calcula-se que até 600 mulheres jovens - muitas delas com seios grandes - tenham morrido em suas mãos. Outro de seus passatempos favoritos era queimar com vela os genitais das jovens.

As consequências: 

Foi em 1602 que os rumores começaram a se espalhar sobre o que acontecia por trás das muralhas do Castelo Cachtice. Porém, só em 1610 algo foi feito. Elizabeth nunca foi julgada formalmente, porque teria sido um grande escândalo. Juraj Thiurzi, o paladino da Hungria, foi ao castelo em 30 de dezembro de 1610 e prendeu Bathory e quatro de seus criados. Ela foi colocada em prisão domiciliar, mas seus criados foram interrogados em 2 de janeiro de 1611 e depois julgados em Bytca na segunda-feira, 7 de janeiro. Dorkó, Jô e Ujváry foram condenados e executados. Dorkó e Jô só tiveram suas digitais arrancadas antes de serem jogados vivos no fogo. Katarina Benická foi sentenciada à prisão perpétua. A condessa não foi condenada por nenhum crime, mas recebeu ordens para permanecer no castelo - todas as portas e janelas foram lacradas com tijolos, e havia apenas uma pequena abertura por onde era passada a comida. Em 21 de 1614 ela foi encontrada morta.





                                     

7 comentários:

Ju disse...

Nooossaaaa!!! esse é demaissssssssss!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkk que doidaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!beleza a todo preçoooo!!!!! uahuauhuahuhauhaua

Flávia Reis disse...

Nunca assisti esse filme, fiquei curiosa!

Flávia Reis disse...

poxa, espero que eu consiga achar esse filme.

Ana Cláudia disse...

O mal dela foi o medo de perder a beleza com a idade avançada, acho que isso virou paranoia e deu no que deu.

Macabéa disse...

Também não consegui achar o filme ainda =(

Lilian disse...

achei no youtube o filme

Macabéa disse...

Legal,
Eu achei, mas só dublado, vc conseguiu achar legendado? manda o link please.