sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Gertrude Baniszewski - Vítima Sylvia Likens. Um dos casos mais cruéis.




Cuidado: Esta postagem contem detalhes de tortura e FOTOS do corpo da vítima. 



Gertrude Baniszewski

O caso se passou em Indianapolis, Indiana, USA. Gertrude Nadine Baniszewski (née van Fossan) (19 de setembro, 1929 – 16 de junho, 1990),




Também conhecida como Gertrude Wright e Nadine Van Fossan, era uma mulher divorciada que com a ajuda de alguns de seus filhos e filhos de vizinhos, tais como Ricky Hobbs e Coy Hubbard, administrou e facilitou a prolongada tortura, mutilação, e eventual assassinato de Sylvia Likens, uma adolescente que ela levou para seu lar. ( Também levou a irmã de Sylvia)

a casa.


Quando foi condenada por assassinato em primeiro grau (premeditado) em 1966, o caso foi chamado de "O PIOR ato criminoso contra um individuo na História de Indiana". O caso desde então recebeu inúmeras adaptações tanto imaginárias quanto reais.


Sylvia Likens - 1965

Jenny Likens


Uma das mais recentes é o filme : Um crime Americano. Estrelando Catherine Keener no papel de Gertrude Baniszewski e Ellen Page no de Sylvia Likens, Foi estreado em 2008.





O Filme é forte, mas eles não mostraram tudo.
Tive pesadelos horríveis depois de ver o filme. Eles mostram a parte da garrafa, as partes em que as crianças a queimam e batem e a parte que ela é marcada com uma frase no abdome. Isto já é chocante! Imagina se eles mostram ela comendo fezes, ou o dia em que ela apanhou com o cabo de vassoura na cabeça! Enfim cortaram bastante. Ainda bem! Só não gostei muito do final que mostra ela em espírito. Já não basta tudo que ela passou? Ainda ter que ver o próprio corpo!!!! Aff...
Outra coisa, colocaram o namorado da Gertrude no filme, mas ele nem chegou a ver a Sylvia.

PS:Nada contra a religião espirita. Só não gostei desta parte no filme mesmo. Mas recomendo pra quem tem estômago. Veja o Trailer no final da postagem.

A Vida antes de Sylvia Likens:





Baniszewski nasceu em 1929. Pais: Hugh M. e Mollie M. Van Fossan, Gertrude foi a terceira de 6 filhos. Em 1940, Baniszewski viu seu pai, de quem ela era próxima, morrer de um ataque do coração. 5 anos depois, ela largou a escola na idade de 16, para se casar com o deputado John Baniszewski, 18 anos, com quem teve 4 filhos. Mesmo John tendo um temperamento instável, os dois ficaram juntos por 10 anos. Depois se divorciaram.


Gertrude - 1970

Após um matrimonio curto com um homem chamado Edward Guthrie, Gertrude e John se casaram novamente e tiveram mais 2 filhos, antes de se divorciar permanentemente em 1963. Baniszewski, então com 34, se mudou com Dennis Lee Wright 23 anos, este abusou dela.
Eles tiveram um filho, Dennis Jr., mas após seu nascimento, ele abandonou Baniszewski e desapareceu.

Sylvia Likens :

Sylvia e Betty Likens (mãe)


Em julho de 1965, Lester e Betty Likens, viajantes trabalhadores de um parque de diversões.
Sugeriram que Gertrude cuidasse de suas duas filhas - Sylvia Marie Likens, 16, e Jenny Faye Likens, 15.
Em retorno lhe dariam $20 por semana enquanto trabalhavam em algumas cidades do país.

Jenny Likens


As meninas frequentavam a mesma escola e funções sociais que os filhos de Baniszewski, assim como frequentavam a igreja com Gertrude Baniszewski aos domingos. No entanto, quando o primeiro pagamento dos pais da menina atrasou, ela bateu nelas. Desde então as meninas apanhavam por comer doces que Gertrude as acusava de ter roubado, ( elas tinham na verdade comprado ).
Assim começaram os abusos frequentes.

A Tortura começa:


Em agosto 1965, Baniszewski começou a abusar física e verbalmente de Sylvia, permitindo que seus filhos a agredissem, e empurrassem da escada. Baniszewski também acusou Likens de ser uma prostituta, e dava 'sermões' sobre a podridão, sujeira de prostitutas e mulheres em geral. (seria engraçado se não fosse trágico, vindo de uma mulher como ela! E ela era meio pedófila também.


Gertrude Baniszewski e seu filho John, 13 dizendo adeus após o julgamento pelo assassinato de Sylvia Likens.
(William Oates / The Star - 25 de maio de 1966)


Depois de as irmãs Likens repetidamente acusarem as filhas de Gertrude : Paula e Stephanie de serem prostitutas, O namorado de Stephanie, Coy Hubbard, e muitos outros amigos da escola e meninos locais, foram levados para ajudar Gertrude a bater na menina Sylvia.


Paula durante o julgamento pela morte e tortura de Sylvia em 20 de maio de 1966.

Stephanie - 25 de abril de 1966.

Gertrude até forçou Jenny Likens a bater em sua própria irmã !
Eles a queimavam com cigarros diariamente. 

 Além das queimaduras, ela estava com praticamente todas as unhas quebradas e trincadas.
 

Em agosto 1965, Phyllis e Raymond Vermillion se mudaram ao lado da família Baniszewski e imediatamente notaram o abuso e violência contra Likens. No entanto eles não avisaram as autoridades, sem qualquer preocupação. (COMO PODE?!!!)

 

Durante esse tempo, Likens roubou uma roupa de academia da escola, mesmo ela não podendo ir nas aulas de Educação física, mas Baniszewski encontrou a roupa e arrancou dela a confissão espancando-a e queimando-a com pontas de cigarros - a pratica se tornaria rotineira.


Agora começa a ficar mais assustador ainda! 

As crianças chamavam os amigos para queimar ela diariamente!
Depois disso Baniszewski a tirou da escola. Logo depois, novamente acusou Likens de prostituição, forçou-a a se despir e inserir uma garrafa (pequena de vidro) de Coca-Cola em sua vagina em frente a um grupo de meninos da vizinhança.


 Quarto onde ela foi morta.

O Porão :

Depois do incidente com a garrafa de Coca, Likens ficou inconsciente e como resultado, Baniszewski a trancou no porão. 

 
Baniszewski, começou então um regime de banho para "limpar" Sylvia, com aguá FERVENDO e esfregando sal nas queimaduras. Ela ficava quase sempre nua e raramente era alimentada. Várias vezes, Baniszewski e seu filho John Jr. 12 anos, a faziam comer suas próprias fezes, vomito e tomar urina. Uma vez Jenny Likens conseguiu fazer contato com a irmã mais velha, Diana, através de uma carta descrevendo os horrores que ela e Sylvia estavam passando.



Jenny e Diana
 
Pediu a Diana que chama-se a policia. Diana ignorou a carta, acreditando que ela só estava descontente com alguns castigos e estava inventando histórias pra poder ir morar com ela. ( Imagina a dor na consciência depois!!! )


Diana não muito tempo depois da carta, foi visitar as irmãs, Baniszewski se recusou a deixá-la entrar na casa. Diana então se escondeu perto da casa, até que ela avistou Jenny lá fora, e se aproximou dela. Jenny disse a irmã mais velha que ela não podia falar com ela e saiu correndo. 

Preocupada, Diana chamou o serviço social, contando que Baniszewski disse que Sylvia Likens tinha sido enxotada da casa por ser uma prostituta imunda, e que desde então ela não voltou. Quando um assistente social apareceu na casa de Baniszewski e perguntou sobre Sylvia, Baniszewski mandou Jenny mentir para o assistente social sobre onde Sylvia estava, ameaçando fazer o que ela fazia com Sylvia se ela não mentisse. 
 
Apavorada com o que Baniszewski poderia fazer com ela se conta-se a verdade, Jenny disse ao assistente que Sylvia havia fugido. O assistente social voltou ao escritório, onde preencheu as papeladas dizendo que não era preciso mais visitas a casa de Baniszewski. ( OUTRO QUE DEVE TER FICADO COM DOR NA CONSCIÊNCIA)

O assassinato :




Homens levando o corpo de Sylvia Likens, enquanto seu pai Lester Likens segue por trás deles (limpando o rosto). 01 de novembro de 1965.
(Frank Fisse / The Star)

Em 21 de o
utubro, Baniszewski mandou John Jr., Coy, e Stephanie Baniszewski levar Likens para cima, e amarrá-la a uma cama. 
Na manha seguinte, Baniszewski, Furiosa porque Sylvia fez xixi na cama, (!!!!!!!!!) novamente forçou Sylvia a inserir uma garrafa de coca-cola na vagina.
Isso antes de começar a escrever a frase 'eu sou uma prostituta e estou orgulhosa disto' no abdome de Sylvia com uma agulha de costura vermelha de tão quente.




Baniszweski era incapaz de terminar a frase, mandou Rick Hobbs (um dos garotos vizinhos que ajudavam na tortura) terminar.
No dia seguinte, Baniszewski acordou Likens, e a ditou uma carta,
para parecer que Sylvia tinha fugido e enviar para os pais dela.





 

Depois que Likens terminou a carta, Baniszewski Começou a formular um plano para fazer com que John Jr. e Jenny Likens (relembrando: irmã de Sylvia) a largassem perto de um depósito de lixo para morrer.

Quando Sylvia ouviu isto, ela saiu correndo escada abaixo tentando escapar.
Mas foi detida por Baniszewski assim que pôs os pés para fora da casa.
Baniszewski arrastou Sylvia de volta para dentro da casa, e novamente a jogou no porão e a manteve lá.

Em 24 de outubro, Baniszewski, desceu ao porão para ameaçar bater em Linkens com uma pá larga de madeira, mas errou e acidentalmente atingiu a si mesma. ( bem feito ).
Coy Hubbard entrou e começou a bater nela feroz e repetidamente na cabeça com um cabo de vassoura, e a largou inconsciente no chão do porão.

Na noite de terça-feira 26 de outubro.
Baniszewski disse aos filhos que ia dar um banho em Likens, de água morna dessa vez.

Richard Hobbsand e John Baniszewski durante o seu julgamento pela morte tortura de Sylvia Likens. 18 de maio de 1966.
(James Ramsey / The Star)

Stephanie Baniszewski e Richard Hobbs levaram Likens para cima e a colocaram na banheira com roupa e tudo.
Logo a tiraram e depois a colocaram nua em um colchão no chão, perceberam que ela não estava respirando.
Stephanie Baniszewski tentou ressuscitá-la louca e freneticamente, mas a essa hora, ela já estava morta.

Pergunta : Por que ela tentou revivê-la? Depois de deixar sua mãe (Gertrude) irmãos, vizinhos etc...a maltratem e ela mesma a ter maltratado tanto!?
Bateu o remorso? Tarde demais né?

continuando...

Stephanie Baniszewski, entrou em pânico e mandou Hobbs chamar a policia.
Quando a policia chegou, Gertrude Baniszewski deu a eles a carta escrita por Sylvia dizendo que ela havia fugido.
Em meio a comoção, Jenny Likens cochichou para um dos policiais, "Me tire daqui e eu vou contar tudo".


Seu depoimento bateu com a descoberta do corpo de Sylvia, mais do que rápido a polícia prendeu Gertrude, Paula, Stephanie e Jonh Baniszewski, Richard Hobbs, e Coy Hubbard por assassinato.
Também prenderam outros vizinhos crianças presentes na hora - Mike Monroe, Randy Lepper, Judy Duke, e Anna Siscoe - Foram presos por "injúria (machucar, insultar, prejudicar) uma pessoa"



Seis acusados ​​e dois advogados de defesa no julgamento do assassinato da Sylvia Likens aguardando a abertura da sessão no tribunal de 20 de abril de 1966. Sentados, da esquerda para a direita, são o advogado John Nedeff, Stephanie Baniszewski, Richard Hobbs, Paula Baniszewski, John Baniszewski, Coy Hubbard, Gertrude Baniszewski e advogado William Erbecker.
(Randy Singer / a News)

Julgamento:

Gertrude, seus filhos, Hobbs e Hubbard ficaram presos sem direito a fiança.

Um exame e autopsia no corpo de Sylvia Likens revelaram inúmeros ferimentos, queimaduras, danos nos músculos e nervos.
Em sua morte espasmos, sofrimentos, torturas e contorções de dor foram indicadas, mordeu os lábios do lado de dentro arrancando pedaço,
A cavidade vaginal estava fechada de tão inchada, mesmo um exame detalhado tendo comprovado que ela ainda era virgem, seu hímen estava intacto,
um tapa na cara de Gertrude que a acusava de prostituição e gravidez e achou que a garrafa de vidro de coca-cola a faria perder a virgindade.
Causa da morte: inchaço no cérebro, hemorragia interna no cérebro, e choque por danos prolongados na pele.


Juro que não queria colocar as fotos, mesmo porque já choro e me revolto lendo o caso, imagine olhando para as fotos, mas alguns leitores questionaram a veracidade do caso. Portanto, decidi postar as fotos. Peço desculpas aos que se impressionam e resolveram olhar o post, mas lá em cima eu avisei.


Baniszewski foi considerada culpada de assassinato em primeiro grau. 
( premeditado) Sentenciada a prisão perpétua sem possibilidade de condicional.

Após sentença e morte:

Ela ganhou liberdade condicional em 1985, ano em que esta foto foi tirada


Baniszewski apelou, outro julgamento aconteceu e novamente foi considerada culpada.
Embora desta vez ela fora sentenciada a 18 anos.
No curso destes 18 anos, Baniszewski se tornou uma prisioneira modelo, trabalhando na costura e depois se tornando "mãe" das prisioneiras jovens, quando ela conseguiu condicional em 1985, ela era conhecida na prisão pelo apelido "MOM" (Mãe).

As noticias da condicional de Baniszewski chocaram a comunidade de Indiana.
O mundo todo na verdade.
Jenny Likens e sua família apareceram na TV para falar contra Baniszewski.
Os membros de grupos anti-crimes, Protect the Innocent and Society's League Against Molestation, viajaram até Indiana para se opor a condicional e apoiar a família Likens.
Começaram uma campanha. No curso de 2 meses o grupo coletou 4.500 assinaturas de cidadãos de Indiana pedindo para que ela permanecesse atrás das grades.
Apesar dos esforços, Gertrude conseguiu a condicional.

Durante a audiência ela disse:

"Eu não sei em que estado eu estava...por que eu estava usando drogas e remédios. Eu nunca realmente a conheci... e tomo total responsabilidade por tudo que aconteceu com Sylvia."

Ela saiu da cadeia em 4 de dezembro de 1985 e viajou para Iowa, ela morreu de câncer no pulmão em 16 de junho de 1990.


* The Girl Next Door = Livro
* An American Crime ( Um Crime Americano ) = Filme.


Filhos de Gertrude:

Paula Baniszewski
Stephanie Baniszewski
John Baniszewski Jr.
Marie Baniszewski
Shirley Baniszewski
James Baniszewski
Dennis Lee Wright Jr.

Se quiser ver mais fotos: Fotos 1 Fotos 2 Fotos 3

Bom, devido a um comentário feito no post, coloquei muito mais fotos sobre o caso e segue em letras maiores as fontes de pesquisa, já que no comentário a pessoa diz que isso não aconteceu:
murderpedia.org, Wikipedia, Crime Libraryblogfamigerados e livro "501 Crimes mais notórios".

Sylvia Likens



An American Crime(2008) Trailer(1)


The Shocking Murder of Sylvia Marie Likens


The most terrifying scene in "An American Crime"

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

William George Heirens ( o assassino do batom ) SERÁ?!!!!!



William George Heirens

Nascido em 15 de Novembro de 1928 em Evanston, Illinois.

É um Serial Killer Americano que confessou a 3 assassinatos em 1946.
Heirens era chamado de 'O assassino do batom'  devido a mensagens escritas com batom nas cenas dos crimes.
Ele se encontra preso na Dixon Correctional Center, Cadeia de mínima segurança !
Ele mudou a confissão, disse que foi vitima de um interrogatório violento.

Infância.

Heirens cresceu em Lincolnwood, um subúrbio em Chicago.
Diz ter testemunhado um casal fazendo amor quando tinha apenas 11 anos.
Ele contou para sua mãe, ela então disse a ele que todo tipo de sexo era sujo, e o levaria a terríveis doenças.
Enquanto beijava uma namorada William caiu em lágrimas em seguida vomitou ainda na presença da garota.

Aos 13 anos de idade, Heirens foi preso por portar uma arma carregada.

A policia encontrou mais armas no refrigerador da casa de William.
Ele admitiu ter cometido alguns atos de rebeldia, invadir uma casa e roubar. Foi então encaminhado ao reformatório Gibault School por vários meses permaneceu la.
Ele disse só ter roubado por diversão , para aliviar as tensões ( chega a ser engraçado ) rsrsr.

Não muito tempo depois de ser solto, Heirens foi preso de novo por roubo. Desta vez foi sentenciado a 3 anos na Escola ( reformatório ) St. Bede Academy, operada por Monges.

Durante seu tempo na escola, Heirens foi um aluno excepcional.
Foi solto aos 16. Suas boas notas o levaram a Universidade de Chicago.
Porém durante os estudos de engenharia eletrica ele continuou a roubar.

Assassinatos

Josephine Ross
Em 5 de Junho de 1945, Josephine Ross 43 anos, foi encontrada morta em seu apartamento.
Ela foi repetidamente esfaqueada, sua cabeça foi embrulhada em um vestido. Presumiram que ela surpreendeu um intruso que a matou. Cabelos pretos foram encontrados nas mãos de Ross, o que indica q ela lutou com o agressor antes de morrer. Nada de valor foi levado do apartamento.
O noivo de Ross tinha um álibi, assim como seus ex-maridos e namorados também tinham.
A policia não tinha outros suspeitos.

Frances Brown

Em 11 de Dezembro de 1945. Frances Brown uma ex-Wave "Mulheres que na segunda guerra foram voluntárias de serviços de emergência a maioria da marinha"
Foi encontrada morta a facadas em seu apartamento depois que uma mulher da limpeza ouviu o radio bem alto e notou a porta do apartamento de Brown parcialmente aberta.
Brown também foi esfaqueada de forma selvagem, e mais uma vez a policia pensou em um ladrão que foi interrompido por ela.
Mais uma vez nada de valor foi levado MAS DESTA VEZ havia uma mensagem escrita com um batom na parede do apartamento de Brown:


For heavens
sake catch me
before I kill more
I cannot control myself.

Pelo Amor De Deus
Me encontre
Antes que eu mate de novo.
Não consigo me controlar.


A Policia encontrou uma impressão digital em sangue na maçaneta da porta. Também ouve uma testemunha que o viu saindo, John Derick o porteiro do prédio, ele disse que um homem nervoso de 35-40 anos pesando mais ou menos 70kl saiu do elevador muito rápido em direção a rua. E George Weinberg que ouviu os tiros as 4 a.m.

Suzanne Degnan

Em 7 de Janeiro de 1946 Suzanne Degnan 6 anos desapareceu de seu quarto. Depois de vasculhar a casa e não encontra-la a família de Suzanne chamou a policia.

Seu desaparecimento ganhou significante publicidade, a policia estava a procura do responsável. Eles encontraram uma carta do lado de fora da janela do quarto da menina. também descobriram um "ransom" ( bilhete de resgate ) que Dizia:

Arrume $20,000 e espere meu contato. Não notifique o FBI ou policia. Notas em $5's e $10's

No verso estava escrito:

Queime isso pelo bem dela.

A policia interrogou os vizinhos da Família Degnan, mas ninguém viu nada diferente. Alguém ligou anonimamente para a policia sugerindo que olhassem nos esgotos e lugares perto da casa da família.
A Policia o fez, e descobriu a cabeça da menina em uma bacia num beco.
Pesquisadores descobriram um apartamento que tinha uma banheira com vestígios de sangue, foi onde o assassino desmembrou a menina.
No mesmo beco descobriram a perna direita na menina em outra bacia, o busto , a perna esquerda foram encontrados em outro Beco.
Os braços foram encontrados em um esgoto um mês depois por trabalhadores. A policia interrogou centenas de pessoas, aplicou o teste do polígrafo em mais ou menos 170, em varias ocasiões a Policia disse ter pego o assassino, mas eventualmente descobriam que não.

A prisão de Hector Verburgh.

Hector Verburgh 65 anos, zelador do prédio onde Degan vivia, foi preso e apontado como suspeito.
A Policia disse 'este é o homem', Apesar de discrepâncias no profile dele com os do assassino, incluindo ter conhecimento cirúrgico ou pelos menos ter sido um açougueiro.
Mas como ele frequentava o chamado 'Murder Room' (Quarto do assassinato )e no bilhete do resgate havia evidencia de que foi feito por uma mão suja tais como as de Hector eles o prenderam.
Tentaram persuadir a esposa dele a implicar seu marido como o assassino.

Eles o seguraram por 48 hrs de interrogatório e espancamento que o feriu severamente.
Incluindo um ombro deslocado. Mas ele continuou negando envolvimento com o crime.
O advogado de Verburgh por habeas corpus. Ele disse da experiência:
"Oh, eles me enforcaram, me vendaram ...não consigo levantar meus braços de tão doloridos.

"Eles me algemaram por horas. Me jogaram na cela de olhos vendados. algemaram minhas mãos para traz e me bateram até que meus dedos tocavam o chão,
Eu não comi, vou para o hospital. Oh, estou tão machucado, mais um pouco e eu teria confessado qualquer coisa."
Ele ficou 10 dias no hospital, Ele era analfabeto , não poderia ter escrito nenhum bilhete. Processou o departamento de policia de Chicago e ganhou USD$20,000 aproximadamente 211,000 Dollars destes 57,740 foram dados a sua esposa.

Mais sobre o rumo do caso:
Em Fevereiro , os braços de suzanne foram encontrados no esgoto por trabalhadores, o resto de Suzanne já estavam enterrados. Em Abril 370 suspeitos foram interrogados mas soltos.
Nisso a Imprensa já estava questionando a forma como a policia estava cuidando do caso.

Prisão e interrogatório de Heirens.

Em 26 de Junho de 1946, Heirens foi preso por tentativa de roubo quando alguém o viu tentar invadir um apartamento. O zelador bloqueou seu caminho porém ele apontou a arma e o ameaçou. Ele então entrou em outro prédio para se esconder mas também o viram e chamaram a policia.
Dois oficiais o cercaram, quando se deu conta de que estava cercado apontou a arma para um dos oficiais,
alguns dizem que ele realmente apertou o gatilho mas a arma falhou.
Ele tentou correr mas outro policial jogou um vaso de flor na cabeça dele, ele ficou inconsciente, assim eles o prenderam.

No interrogatório de 6 dias consecutivos , os policiais o ameaçavam constantemente, em uma ocasião chutaram as bolas dele , o que fez com que ele quase vomita-se.
Eles o queimaram com éter. E diziam : Nós sabemos que foi você, diga que foi você!!!
Ele disse ter ficado os 6 dias sem comer ou beber nada. Não pode ver os pais por 4 dias.
Durante os 6 dias não pode falar com advogados.
Dois psiquiatras Doutor Haines e Roy Grinker deram a ele Sodium Pentathol ( o soro da verdade ) sem seu consentimento ou o dos pais de Heirens.
Durante o interrogatório de 3 hrs com o efeito da droga, Autoridades disseram que Heirens falou em uma personalidade alternativa chamada George Murman,
Que realmente cometeu os assassinatos.
Heirens diz que foi induzido pela droga neste interrogatório e não se lembra de ter dito isso.
Na verdade como o transcrito original desapareceu não é possível saber o que ele realmente disse.

No quinto dia sob custodia Heirens sofreu de uma ruptura lombar sem anestesia.
Momentos depois foi levado para o teste do polígrafo. As autoridades tentaram administrar o teste , mas foi remarcado assim que viram q ele estava sofrendo muita dor para cooperar.
Quando o teste foi feito, autoridades disseram que os resultados eram inconclusos.
Em 2 de Julho de 1946 ele foi transferido para Cook Couty Jail, Aonde ficou na enfermaria da cadeia para se recuperar.

Heirens chegou a falar com o Capitão Michael Ahern. Com o advogado do Estado William Tuohy, Heirens ofereceu uma confissão indireta,
Que confirmaria as suas palavras sob efeito de sodium pentathol que o seu alter-ego "George Murman" pode ter sido o responsável pelo crime. O "George" (Que por curiosidade é o nome do meio do pai dele e dele mesmo) deu a ele autorização para se esconder em seu dormitório.
A Polícia procurou em todos os lugares por esse "George" perguntando a amigos e família de Heirens.
Mas por fim perceberam que era realmente uma segunda personalidade dele.
Heirens confundiu a policia por dizer que estava sob influencia do "George" que ele conheceu quando tinha 13 anos.
Que foi o "George" Que mandou ele sair a noite pra roubar, e que o "George" dizia: mate por prazer " Mate como se fosse uma cobra", ( ele falava como se o George fosse real ). " E talvez até seja "
Ele alegou que sempre levava a culpa por "George" Primeiro pelos roubos, Depois assaltos e agora assassinatos.
Psicólogos explicam que quando Heirens criou essa personalidade assim como crianças criam amigos imaginários para manter seus sentimentos anti-sociais e ações separados da pessoa que poderia ser o " Filho e estudante perfeito, Namorar meninas legais e ir a Igreja,...."
Autoridades diziam que ele fazia isso para alegar insanidade.

Provas

Especialistas em escrita diziam que a letra dele não batia com a escrita por Batom, A Policia alegou que a impressão digital encontrada na cena do assassinato de Frances Brown batia com as dele. Depois outra impressão digital do dedinho esquerdo foi parcialmente conectada com a de Heirens, retirada do bilhete de resgate, Com 9 pontos de combinação.
Mas os defensores de Heirens disseram que no Handbook do FBI que fala de identificação de digitais diz ter que marcar ao menos 12 pontos para se ter uma identificação positiva.

O Saque.

Algumas buscas policias ( Sem Mandato ) na residência e dormitório da escola encontraram itens que mereceram publicidade. Um livro de anotações contendo fotos de oficiais Nazistas, pertencia a um veterano da guerra, Harry Gold, que foi levado quando Heirens alugava o quarto que pertencia ao veterano na noite em que Suzanne foi morta, Gold vivia na vizinhança e isso colocou Heirens no circulo de fortes suspeitas.
A policia também encontrou na posse dele uma cópia roubada de Psychopathia Sexualis.
Eles também encontraram um kit medico roubado, Mas anunciaram que isto não podia ser linkado aos assassinatos.
Não havia traços de material biológico tais como Sangue, Pele e cabelo no kit.
E também nada biológico foi encontrado das Vitimas no Heirens ou em uma de suas roupas.
Fora que o Kit nao tinha nada que pudesse ser usado para fazer tal mal como desmembrar alguém.
Uma arma foi encontrada em sua posse que foi linkada com um tiroteio.
Uma Colt ( arma ) que foi roubada da policia no apartamento de Guy Rodrick em 3 de Dezembro de 1945.
Duas noites após o roubo, uma bala atravessou a janela do oitavo andar, Apartamento de Marion Caldwell, que foi ferida.
Heirens tinha esta arma, de acordo com o Dp de policia de Chicago, a bala que feriu Caldwell estava linkada por exames de balísticas a esta arma.

Influencia da Imprensa.
Em 18 de Julho de 1946, a equipe de repórteres de Chicago Tribune trabalhou.
George Wright escreveu uma matéria entítulada:
A história de Heirens ! Como ele matou Suzanne Degnan e 2 mulheres.
Wright citou "Fonte anônima" diz que Heirens confessou e deu detalhes. O Tribune colocou 38 colunas para a história.

Começa assim:

"Esta é a História de como William George Heirens, 17, sequestrou, estrangulou e desmembrou Suzanne Degnan, 6 , Janeiro passado.
E distribuiu as partes de seu corpo em esgotos abertos perto de sua casa.
É a história de como William George Heirens escalou a janela do apartamento da senhorita Frances Brown...
Atirou e esfaqueou ela até a morte, deixou uma mensagem na parede escrita a batom implorando para a policia o encontrar...
e é a história de William George Heirens invadindo o apartamento da senhora Josephine Ross...
e como ele a esfaqueou até a morte ao desperta-la do sono.

Outros 4 Jornais da concorrência publicaram a mesma noticia. O Tribune mais tarde escreveu :
A confiança publica do Tribuno é tão boa, que outros Jornais republicaram solenemente a nossa matéria.
Por um tempo Heirens manteu a inocência. Mas o mundo todo acreditava em sua culpa. Por que o Tribuno disse que ele era culpado"
Heiren teve alguns defensores na imprensa. O London Sunday Pictorial lançou um artigo chamado: " Condenado antes do Julgamento, America chama isto de Justiça"
" Enquanto toda America espera pela acusação do Homem Suspeito em um dos casos mais complexos de assassinato da História, um jovem foi acusado nas paginas dos jornais de Chigago.
E considerado culpado"

Testemunha:

George E. Subgrunski, Um Soldado ainda em serviço, Deu um depoimento no dia após o assassinato de Suzanne, disse ter visto um homem andando em direção da casa da Família Degnan com uma mala. Ele deu as medidas de Heirens, altura peso e idade aproximada, também disse a roupa q ele vestia incluindo um sobretudo preto." Mas disse nao poder descrever o rosto já q estava escuro na hora. Quando a policia mostrou uma foto de Heirens em 11 de Julho, Ele nao o identificou como sendo o homem.

Já em 16 de Julho, Durante uma audiência ele apontou Heirens " Este é o Homem q eu Vi!" Quando ele foi intimado a depor na corte ele fez a identificação em pessoa. A imprensa disse q isto já era o suficiente contra Heirens. O testemunho de Subgurnski ajudou a defesa por sua discredibilidade.

A segunda confissão:

A radio Newscast anunciou que Heirens ouviu em sua cela "a confissão" que o Chigago Tribune deixou Vazar. Ele estava descrédulo, declarou:
"Eu não confessei nada a ninguém, Honestamente! Meu Deus! Do que mais eles irão me culpar?"
Os advogados de Heirens o pressionaram a aceitar a barganha de Touhy.
Touhy propos que se ele confessasse ele pegaria "apenas" prisão perpétua.
Os advogados começaram a ajudar Heirens a fazer a confissão.
Heirens e seus pais assinaram a confissão.

Em 30 de Julho a defesa foi ao escritório de Tuohy, onde vários repórteres fizeram perguntas a Heirens e onde Tuohy fez um discurso.
Heirens pareceu desconsertado e deu respostas de sem comentários aos repórteres. Anos depois ele culpou Tuohy por isso:
For o próprio Touhy quw depois de reunir todos os oficiais, incluindo advogados e policiais, começou a justificativa sobre quanto tempo todos esperaram por uma confissão minha, mas, por fim, a verdade ia ser dita.
Ele continuou a enfatizar a palavra 'verdade' e eu perguntei se ele realmente queria a verdade. Ele garantiu que sim...E ele fez todo um escarcéu sobre ouvir a verdade. Agora, Eu estava sendo forçado a mentir para me salvar. Isto me deixou muito bravo. Ai eu disse a 'verdade' e todos ficaram muito bravos.
Tuohy retirou o acordo de sentença de uma prisão perpetua. Mudou para 3 prisões perpetuas, e ameaçou Heirens com pena de morte se ele fosse a julgamento. Eles ameaçaram acusado da morte de Estelle Carey mesmo Heirens estando na Gibault School para meninos em Terre Heute, Indiana, na data do crime. Os próprios Advogados dele estavam bravos por ter negado o acordo proposto.

Touhy anunciou que tentaria de tudo para condenado pelas mortes de Suzanne Degnan e Frances Brown.
Heirens concordou com um novo acordo oferecido por Touhy. O publico e imprensa se alocaram novamente no escritório de Toughy.
Desta Vez, Heirens falou e respondeu as perguntas, até mesmo reencenou os assassinatos que confessou.
Ahern mudou sua opinião e acreditou quee ele era culpado quando ouviu como ele era familiarizado com os apartamentos das vitimas.
Heirens mais tarde disse: "Eu confessei para salvar minha vida"

A Faca:

Em sua confissão, Heirens disse ter se livrado de faca de caça que ele usou para cortar Suzanne no metro perto da cena do crime. A Policia nunca procurou nos trilhos, no entanto aprendeu com isso.
Os repórteres perguntaram para os funcionários do metro se eles encontraram uma faca.
Eles encontraram e guardaram no Grabville station storage room. Os repórteres descobriram que a faca pertencia a Guy Rodrick, a mesma pessoa que tinha a Colt Policial calibre 22 encontrada na posse de Heirens.
Em 31 de Julho, ele identificou a faca como sendo dele. Heirens disse ter jogado a faca la de um trem, alegando que ele não queria que sua mãe visse.

Alegação de Culpa.

Heirens se responsabilizou totalmente pelos 3 assassinatos em 7 de Agosto de 1946. A promotoria fez com que ele reencenasse o crime de Degnan em publico e em frente a imprensa.


Em 4 de Setembro, com os pais de Heirens,a família das vitimas e o Chefe da justiça Harold G Ward presentes, Heirens admitiu ser culpado das acusações. Naquela noite, Heirens tentou se enforcar na cela, mas coincidiu com a hr de troca de turno dos guardas. Ele foi encontrado antes a tempo.

Ele mais tarde disse que o desespero o levou a tentar o suicídio:

Todos acreditavam na minha culpa...se eu não estivesse vivo na hr do veredíto,
Talvez não seria considerado culpado pela lei, talvez assim ganhasse alguma vitória.
Mas nem nisso fui bem sucedido...Antes de entrar no tribunal meu advogado disse para apenas entrar me alegar culpado e ficar quieto.
Eu nem tive um julgamento...

Em 5 de Setembro, após outras evidencias terem sido registradas e a promotoria e defesa fizeram seus discursos de fechamento, Ward formalmente sentenciou Heirens a 3 penas de prisão perpétua.


Enquanto Heirens esperava a transferencia para a Prisão Stateville da Prisão Cook County, O sherrif Michael Mulcahy perguntou a ele se Suzanne sofreu quando estava morrendo.
Heirens respondeu:
Não sei te dizer se ela sofreu, Sheriff Mulcahy. Eu não matei ela, Diga ao Sr. Degnan para por favor tomar conta de sua outra filha, por que quem quer que a tenha matado ainda está la fora.

Após prisão.

Logo após Heirens ser preso, seus pais mudaram o sobrenome para "Hill". Eles se divorciaram após sua prisão.

Heirens ficou primeiro na Prisão Stateville em Joliet, Illinois. Lá ele aprendeu várias profissões, tais como reparos de tv e radio, certo ponto teve sua própria loja de reparos.
Se tornou o primeiro prisioneiro na história de Illinois a ganhar o diploma de 4 anos de faculdade em 6 de Fevereiro de 1972, recebeu diploma Bachelor of Arts (BA) degree. Ele entrou em outros programas educacionais ajudando prisioneiros a ter os diplomas de educação fundamental.
Se tornou o "Jailhouse Lawyer" (advogado da cadeia) ajudando os prisioneiros em suas apelações.

Em 1975 ele foi tranferido para o Vienna Correctiona Center em Vienna, Illinois ( segurança mínima ) e depois em 1998 sob seu pedido, para Dixon Correctional Center ( cadeia de segurança mínima ) em Dixon, Illinois. Ele reside no Hospital Ward. Sofre de diabetes, que consumiu suas pernas e limitou sua visão, ele se encontra confinado a cadeira de rodas. Continua com seus esforços para ganhar clemencia.

Declarando inocência:

Após dias de sua confissão em corte aberta, Heirens negou qualquer responsabilidade pelos assassinatos. Mary Jane Blanchard, Filha da vitima Josephine Ross, foi uma das primeiras a acreditar em sua inocência em 1946 dizendo:

" Eu nao posso acreditar que o jovem Heirens assassinou minha mãe. Ele não se encaixa no cenário da morte dela... Eu olhei nas coisas que ele roubava e não tinha nada que pertencesse a ela entre elas"

O interrogatório do Sodium Pentathol ( o soro da verdade )

Heirens foi submetido a um interrogatório sob influencia de sodim pentathol, popularmente conhecido como o soro da verdade ( Esta Droga foi administrada por psiquiatras Haines e Roy Grinker)
Sob seu efeito ele supostamente alegou que uma segunda pessoa chamada George Murman cometeu os assassinatos.
Esta forma de interrogatório, Que FOI SEM MANDATO ou consentimento de Heirens ou seus pais, para a maioria dos cientistas é de credibilidade duvidosa hoje em dia.
De fato, nos anos 50 o chamado soro da verdade foi grandemente duvidoso.
Porem quando Heirens foi preso em 1946, o soro ainda tinha credibilidade em tribunais e departamentos de policia.
Já que nos anos 50 o consenso do soro da verdade foi dito como sem valor cientifico algum induzindo a qualquer verdade em interrogatorio ou qualquer coisa. Médicos modernos apontaram um alto numero de pessoas que sucederam bem sob influencia do soro da verdade. ( VAI SABER AGORA QUEM TA CERTO ).

Durante a petição pós convicção de Heirens em 1952, Tuohy admitiu sob juramento que não só sabia sob o procedimento do sodium pentathol, ele autorizou e pagou Grinkel USD$1,000.

No mesmo ano, Grinkel revelou que Heiren NUNCA disse algo que o envolvesse nos assassinatos.

O teste do polígrafo :

Em 1946, após passar por dois testes do polígrafo, Tuohy declarou os resultados inconclusos.
No entanto, Hohn E. Reid e Fred E. Inbau publicaram o teste encontrado em seus arquivos em 1953.
O apontam como INOCENTE.

" Assassino William Heirens foi questionado sob o desmembramento da menina Suzanne Degnan...Com base na teoria convencional do teste suas respostas claramente o apontaram como uma pessoa inocente"

As Evidencias escritas também foram desacreditadas. Especialistas disseram que a letra dele não era a mesma do bilhete e da parede.

Não eram inteiras as digitais encontradas, ouve suspeita de que plantaram as evidencias.

Chegaram a declarar :

Vinte e nove discrepâncias foram encontradas em suas confiçoes. Claramente isto indica que suas confiçoes foram falsas.

Quando ele disse ter jogado a faca no metro, a policia nem sequer fez testes para provar que foi usada no desmembramento.

Um suspeito alternativo:

Após o assassinato de Degnan, Mas antes de Heirens se tornar suspeito, A policia interrogou Richard Russel Thomas, 42,ele estava passando pela cidade de Chicago no dia do assassinato de Degnan, eles notaram similaridade na letra dele com as do bilhete. ( Ele era canhoto ).


Durante interrogatório, Thomas confessou ao crime, mas foi solto após Heirens ter se tornado o principal suspeito. Thomas era um forte suspeito pelo seguinte:

* Thomas já tinha sido condenado por extorsão que ameaçava sequestrar uma menininha.


* Experts em escritas a mão na época declararam q a escrita do bilhete anterior batia com a do bilhete de Degnan. Eram similares na escrita e na forma do bilhete.

* Thomas estava em Chicago no dia do assassinato.

* Na época ele confessou ao crime de Degnan, e estava esperando uma sentença por ter molestado a própria filha.

* Thomas tinha um histórico de violência, incluindo abusar da esposa.

* Thomas era um enfermeiro conhecido por se mascarar de cirurgião. ( ou seja : tinha conhecimento cirúrgico ) Ele frequentemente se gabava para os amigos dizendo ser medico e roubava instrumentos cirúrgicos. A Policia de Chicago anteriormente desenvolveu um profile do assassino de Degnan como tendo conhecimentos cirúrgicos ou ao menos tenha sido açougueiro

* Ele frequentava uma agência de carros perto da residência de Degnan. Partes do corpo de Suzanne foi encontrado em um esgoto do outro lado da rua desta agência.

* Ironicamente, como Heirens, ele era conhecido como Ladrão.

* Ele confessou livremente ao assassinato de Degnan, mas logo retirou o que disse.

Os Detetives de Chicago dispensaram Thomas após Heirens ter se tornado um suspeito. (!!!!)


Thomas morreu em meados 1940 na cadeia de Arizona. Seus arquivos da cadeia e a maioria das evidencias do interrogatório sobre os assassinatos de Chicago foram perdidos ou destruídos.

Petição por clemencia.

Em 2002, Lawrence C. Marshall, preencheu uma petição sobre a busca de Heirens por clemencia. Eles citaram nao só duvidas sobre a culpa de Heirens, mas também seu comportamento na prisão. A apelação eventualmente foi negada.

A audiência mais recente por liberdade condicional foi em 26 de Julho de 2007.

O quadro da condicional estava ilustrado da seguinte forma:

" Deus vai te perdoar, mas o Estado NÃO", disse Thomas Johnson, membro da revisão do quadro dos prisioneiros de Illinois, o voto foi de 14-0 contra a condicional, no entanto foi decidido que seu pedido será revisionado uma vez por ano de agora em diante.

Heirens se encontra em um hospital, perdeu ambas as pernas para a diabetes e perdeu também sua visão parcialmente.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Ed Kemper




Ed Kemper
Tirado de http://oserialkiller.blogspot.com/2008/07/serial-killer-ed-kemper-historia.html

MATOU A FAMÍLA E ENGANOU A PSIQUIATRIA
EDMUND EMIL KEMPER III (nascido: 1948 - vivo, ainda), americano

ASSASSINATOS: 8

HISTÓRIA:

O Diabo começa a rondar Santa Cruz, California.
Na década de 60, a cidade de Santa Cruz, na Califórnia, Estados Unidos, apesar de turística era relativamente pacata. Mas o começo dos anos 70 veio para mudar as coisas por lá.


John Linley Frazier, um hippie, assassinou um médico, a família deste e a sua secretária – cinco pessoas no total, no final de 1970. A motivação?
Simbólica: protestar contra a onda de devastação ambiental promovida por empreendedores capitalistas.
Os hippies já não eram bem vistos nos EUA, depois do caso Charles Manson, no ano anterior (embora este negasse ser hippie). Frazier foi diagnosticado como portador de esquizofrenia paranóide.

Nos anos seguintes, uma série de outros assassinatos de autoria desconhecida chacoalharam a cidade.
A polícia chegou, enfim, a Herbert Mullin, um psicótico que havia parado seus medicamentos e escutava uma voz que o mandava matar. Acreditava que um terremoto enorme destruiria a região, a não ser que 30 pessoas concordassem em se sacrificar. Se não concordavam, ele mesmo as sacrificava. Também foi diagnosticado como esquizofrênico paranóide, e a polícia tranqüilizou a população. A paz iria voltar a reinar. Mas não foi isto o que aconteceu: coisas terríveis continuaram a ocorrer...


A infância de Ed Kemper:

Kemper nasceu no final do ano de 1948.
Era o 2o filho de 3 – uma irmã mais velha e uma mais nova.
Quando seus pais se separaram, tinha 9 anos. Ele era apegado ao pai e parece ter sofrido muito com o rompimento. Sua mãe, depois disso, o maltratava muito, segundo ele. Deixava-o sempre trancado no porão.
Ainda criança, Kemper já pensava em matar seus parentes, imaginava-se mutilando-os. Na prática, fazia isto com gatos.
Foi morar um período com o pai. Mas o pai tinha se casado novamente, teve outro filho e não lhe recebeu muito bem.
Pouco depois, o devolveu à mãe, mas esta queria casar-se novamente e Kemper atrapalharia. Resolveram mandá-lo para o rancho dos seus avós paternos. Mas estes também não lhe trataram tão bem quanto ele gostaria.


Primeiros assassinatos de Kemper: os próprios avós

O rifle havia sido dado a ele de presente justamente por este avô, no Natal anterior.
Kemper levou os corpos para a garagem. Sem saber o que fazer, ligou para a mãe e falou o que havia acontecido. Ela o aconselhou a chamar a polícia. Ela já havia dito ao pai de Kemper que não se surpreendesse se um dia ele fizesse isso.
Kemper chamou mesmo a polícia. Segundo os policiais, ele estava os esperando calmamente. Depois, teria afirmado que atirou na avó para ver como se sentiria. No avô, para evitar que ele visse o que tinha acontecido.


Kemper 1 x 0 Psiquiatria

Kemper foi submetido à avaliação psiquiátrica.
Duas observações importantes advieram daí: um diagnóstico de esquizofrenia paranóide e a conclusão de que tinha um QI quase de gênio. Ficou internado no “Atascadero State Hospital for the Criminally Insane” (o mesmo pelo qual passou - em 62 como colaborador, e em 74-75 internado-preso - Arthur Leigh Allen, suspeito número um de ser o "Assassino do Zodíaco").
O psiquiatra que o acompanhou mais de perto foi Donald Lunge. Conta-se que lá Kemper memorizou as respostas corretas de inúmeros testes psicológicos, conseguindo, assim, sua libertação, aos 21 anos.
Saiu com recomendações de não voltar ao convívio da mãe, a sra. Clarnell, pois isto poderia gerar novos episódios de violência. Mas ele voltou para a casa dela. E, segundo ele, ela continuou a humilhá-lo. Segundo os vizinhos, sempre discutiam.
Com outras pessoas, Kemper era polido. Quis entrar para a Academia de Polícia, mas era grande demais para isto. Contudo, ficou amigo dos policiais, que o chamavam de “Big Ed”. Teve uma série de pequenos empregos e saiu de casa, indo para uma cidade próxima. Voltava às vezes à casa da mãe, quando o dinheiro acabava. Logo comprou um carro. E então começou a passear e observar as garotas e a imaginar coisas... Coisas diferentes das que os garotos geralmente imaginam.
Para fazer o que tinha em mente, se preparou. Comprou facas, algemas. Observou umas 150 garotas, ele conta, até que um dia teve a urgência de fazer. Ele chamava estes impulsos de “little zapples”.

Garotas começam a desaparecer

Em maio de 72, duas garotas desapareceram. Em agosto, o crânio de uma foi encontrado, numa montanha. Em setembro, desapareceu a estudante de dança Aiko Koo.
No início de 73, desapareceu outra garota. Seu corpo foi achado por partes. Braços e pernas em um local. O tórax, tempos depois, em outro – a identificação foi feita através de uma radiografia feita neste tronco encontrado. Encontrou-se também a parte inferior do torso. Um surfista achou uma mão.
No começo de fevereiro, mais duas garotas sumiram. No dia 13, Herbert Mullin, úm dos psicóticos citado anteriormente, foi preso, após atirar em um homem que cuidava de um jardim. Em janeiro, duas famílias inteiras haviam sido mortas, assim como quatro pessoas que acampavam juntas. Talvez agora o pânico decrescesse, com a prisão de Mullin.
Em março foram encontrados os ossos das garotas que sumiram em fevereiro. Foram mortas com tiros na cabeça.

"Eu matei minha mãe"

Em abril, a polícia recebeu um telefonema. Era o “Big Ed”, que estava então com 24 anos. O que ele disse pareceu-lhes, a princípio, uma brincadeira.
Ele disse ter matado a própria mãe. E listou os outros assassinatos que já havia cometido. Não deram bola a ele, e Ed teve que ligar mais duas vezes até que alguém começasse a acreditar na história.
Ele não havia matado a mãe aquele dia, mas quatro dias antes.
Após o assassinato, bebeu com os tiras e depois chamou uma amiga de sua mãe para jantar e assistirem a um filme. Matou-a também, e arrancou sua cabeça, assim como havia feito com a mãe. Da amiga, também cortou fora a língua. Os corpos foram deixados no closet do apartamento da sua mãe.
Kemper conta que, depois disto, alugou um carro e ficou dirigindo, sentindo-se “meio louco”. Tinha, consigo, três armas e muita munição, e isto o assustava.
Ele estava agora em outro Estado, e os detetives viajaram para ir buscá-lo. Eles agora entendiam a dificuldade que tiveram para achar o assassino daquelas garotas: ele estava “infiltrado”, com sua amizade, na corporação, e sabia dos planos deles para capturarem o criminoso.
Quando chegaram onde Ed Kemper estava, ele estava calmo, aguardando-os. Então ele começou a falar sem parar, sobre as seis garotas que tinha matado, além da mãe e da amiga desta.

Justificativas

Kemper cedeu várias entrevistas, daí em diante, seja para detetives, médicos ou psicólogos. Sempre falou dos mau-tratos que recebia, mas nem sempre a história era contada exatamente da mesma maneira.
Sobre os primeiros assassinatos das meninas, disse que queria era estuprá-las, mas ponderou que, matando, não haveriam testemunhas vivas.
Escolhia garotas que iam caminhando para a faculdade. Oferecia carona. Tinha um adesivo da faculdade no carro – sua mãe trabalhava lá – e isto facilitava as coisas.
Contou sobre as duas primeiras que coletou assim, uma voluntariamente e outra à força. Cortou a garganta de uma e logo depois matou a outra também. Colocou os corpos no porta-malas. Foi parado, na estrada, por causa de um farol quebrado, mas de nada desconfiaram.
Dirigiu-se para sua casa. Levou os corpos para o seu quarto. Fotografou-os. Foi cortando e fotografando. Às vezes parava e regozijava. Fez sexo com partes destes corpos. Depois, colocou as partes em seu carro novamente. Desovou tudo, tomando nota do lugar para depois voltar lá. Ainda fez sexo com a cabeça de uma, antes de abandoná-la.
Kemper justificou estes crimes assim: “Minha frustração. Minha inabilidade para comunicar-me socialmente, sexualmente. Eu não era impotente. Eu morria de medo de entrar em relações homem-mulher.”
A terceira garota, Aiko, primeiramente foi levada a perder a consciência, depois estuprada e, enfim, assassinada. Novamente, levou a vítima para casa e desmembrou.

Kemper 2 x 0 Psiquiatria

No dia seguinte, tinha que ir a um conselho psiquiátrico, como parte da sua condicional após a saída do hospital. Os dois psiquiatras consideraram-no ótimo. “Normal”, dissera um deles, e estavam felizes com o fato de o sistema o qual faziam parte conseguir recuperar um caso como o dele. Enquanto isto, no porta-malas do carro estava a cabeça de Aiko. Com o laudo psiquiátrico, Kemper ganhou oficialmente sua liberdade de volta.
E continuou a matar, repetindo o método. Mas agora já estava morando novamente com a mãe, e levava os corpos para a casa dela.

A mãe,
Finalmente chegara a vez de sua mãe. Em uma entrevista, falou com relativa frieza de todos os assassinatos, mas, quando foi falar deste, finalmente chorou. Ele justificou este crime de várias maneiras. Uma foi que não queria que ela soubesse que ele era o assassino das garotas.

Conta que a chamou para passear, ela disse que não queria. Esperou ela dormir, e entrou em seu quarto com um machado. “Foi tão difícil!” Cortou sua cabeça e a colocou sobre a lareira. Conversou com a cabeça.

O julgamento

Seu advogado foi o mesmo que defendeu Frazier e que estava agora no caso Mullin. Quis alegar insanidade para Kemper. Enquanto aguardava julgamento, Kemper tentou cortar os pulsos duas vezes.
O julgamento começou em 73. Três psiquiatras o avaliaram e consideraram-no “normal” - isto é, sabia o que fazia. O diagnóstico dado na adolescência também foi revisto.
Durante estas entrevistas, Kemper falou também sobre canibalismo – cozinhar e comer partes das vítimas. Depois negou isto e disse que falou para tentar a via da insanidade.
Durou quase três semanas o julgamento. Culpado, por oito mortes. O juiz perguntou-lhe que pena achava que merecia: "Ser torturado até a morte!", ele respondeu. Por acaso, o julgamento foi em um período de suspensão da pena de morte naquele Estado – todas viravam, automaticamente, prisão perpétua.
Uma vez preso, chegou a solicitar que lhe fizessem psicocirurgia. O que foi negado, por temerem que, depois disso, pedisse uma revisão da pena alegando estar curado.

Preso exemplar

Isto é incompreensível, por uma série de motivos: é americano, matou a mãe, talvez praticou canibalismo, está vivo e consegue falar de uma forma muito bem articulada. Talvez porque não tenha a arrogância desafiadora de um Ted Bundy ou um Charles Manson? Ou porque não foi ainda matéria de um bom filme? Esta segunda hipótese pode ser a mais provável...

Kemper parece um caso típico de transtorno de personalidade anti-social. O diagnóstico recebido na adolescência, de psicótico, parece exagerado, não fundamentado. Mas um anti-social sim, como os “de livro”. Os sintomas surgem claramente antes dos 18 anos – não há indício maior que o assassinato dos avós.
A história que ele conta, de desprezo por parte da mãe, como gênese da coisa, tem uma grande penetrabilidade em nossas mentes, facilmente nos deixamos levar por ela, possivelmente porque lembra-nos imediatamente tudo o que já ouvimos falar sobre as relações literalmente “umbilicais” entre mãe e filho, complexo de Édipo etc.
Esta história nos seduz por sua obviedade, e é também esta obviedade que quase não nos deixa enxergar como esta explicação é tão fraca. Nossa cabeça funciona em busca de motivos psicológicos, e a história de problemas com a mãe como gênese de problemas já está tão fundamentada em nosso (sub/in)consciente, que talvez mesmo se ele tivesse dito que a mãe sempre lhe tratava bem, mas um dia ela lhe deu um tapa sem motivo, talvez ainda assim acharíamos a explicação plausível.
Mas é justamente frente a estas obviedades psicológicas que devemos tentar manter a lucidez. A pergunta sempre deve ser feita: quantas mães não rejeitam seus filhos? E qual a mínima porcentagem destes chega ao ponto de, por causa disto, virar um serial killer?
Acordemos para os fatos. A mãe de Kemper o trancava no porão. Sua separação o privou de seu pai. Sim, tudo isto, mas: e daí?! Onde estão os exageros da história? Kemper foi violentado quando criança? Não! A mãe o espancava? Não, nada disso é relatado!
E mais: se a mãe o trancava no porão, e ele ficou doente depois disso, perguntamos: mas por que ela o trancava lá? Porque tinha medo de que aquela estranha criança pudesse fazer algo com suas irmãs. Aquela criança que cortava a cabeça das bonecas.
A mãe de Kemper não tem culpa quase nenhuma nesta história. A avó paterna também não. O avô materno também não.
Infelizmente, toda uma série de teorias é construída em casos assim. Inclusive pelo próprio criminoso.
E quase todo mundo parece crer nelas sem questionar seus fundamentos.
Mas, simplesmente, não tem lógica a ligação entre seu “sofrimento” na infância e o ponto aonde chegou – matar os avós, depois várias garotas, e por fim a mãe. Teorias dizem que, matando as garotas, simbolicamente matava a mãe. E, quando matou a mãe, deixou de simbolizar, não precisava mais matar ninguém, e por isso se entregou.
É uma bela história. E, realmente, faz sentido. O que não faz é a história da causa do transtorno. Mas esta outra, das conseqüências, até que faz. O que não faz sentido é o ódio mortal que sentia da mãe, antes dos crimes. Este ódio não foi causado pelas atitudes dela. Simplesmente nasceu nele, porque ele praticamente nasceu com um problema, uma doença. As razões para isto, as justificativas para o ódio, sua mente teve que construir. Teve que reforçar os motivos visíveis, reais.
Poderia ter reforçado de outra maneira, em cima do pai. E ter saído matando e violentando homens. Se o pai tivesse tratado-o tão mal, quando criança. Mas foi a mãe, que não tinha como perceber as conseqüências de seus atos sobre uma criança que já era doente.
Kemper comporta-se bem na prisão, ajuda cegos a “ler”. Mas, em uma audiênca de condicional, admitiu não estar pronto para voltar à sociedade.

ANÁLISE DO CASO

Estranhamente, Ed Kemper não é um serial killer muito “badalado”.
Agosto de 64. Kemper atirava em pássaros. Sua avó paterna pediu para ele parar. Ele a atendeu: virou-se para ela e a acertou na cabeça. Deu ainda mais dois tiros. Iria arrastar o corpo, ação facilitada por ser bem alto e forte, quando escutou o barulho do carro do avô (chamado Edmund também), que chegava. Não restou-lhe outra opção: acertou-o também.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Josef Fritzl 'O Monstro Austríaco'



O caso do austríaco que manteve a filha presa por 24 anos !


O engenheiro eletricista austríaco Josef Fritzl, 73, confessou ter mantido aprisionada sua própria filha, Elisabeth Fritzl, 42, em um porão sem janelas por 24 anos e também admitiu ser pai dos sete filhos que ela teve. A informação foi divulgada na segunda-feira (28/04/2008) pela polícia da Áustria.
O caso veio à tona , depois de a polícia ter prendido o suspeito e encontrado o porão onde ele mantinha a filha presa.
A investigação começou quando uma das supostas filhas dos dois, de 19 anos, ficou seriamente doente e foi levada ao hospital. Os médicos resolveram, então, apelar para que a mãe da menina aparecesse para fornecer mais detalhes sobre seu histórico clínico.
Elisabeth teria sido aprisionada pelo pai no dia 28 de Agosto de 1984, quando tinha, então, 18 anos. Em depoimento à polícia neste domingo, ela disse que seu pai, Josef Fritzl, atraiu-a ao porão do local em que vivam. Antes de aprisioná-la, ele a teria sedado e a algemado.
A polícia disse que uma carta escrita por Elisabeth aparentemente apareceu um mês depois de seu desaparecimento. Ela pedia aos pais que não procurassem por ela.


Libertação
Em determinado momento, Fritzl teria libertado Elisabeth e dois dos filhos que viviam com ela no porão, dizendo à sua mulher que a filha desaparecida desde 1984 havia decidido voltar para casa.



Após ter recebido uma pista, a polícia encontrou Elisabeth e Josef no sábado (26/04/2008), perto do hospital onde a filha de 19 anos estava sendo tratada.

No dia seguinte, a polícia disse que os investigadores encontraram o local onde Elisabeth ficou aprisionada.
Elisabeth concordou em fazer um relato à polícia após receber garantias de que não teria outros contatos com o pai, que teria abusado dela desde os 11 anos.
Três de seus filhos, com 5, 18 e 19 anos, ficaram trancados no porão desde que nasceram e nunca viram a luz do sol.

Os dois mais novos eram meninos e a mais velha, menina. As outras três crianças --duas meninas e um menino-- foram criadas por Josef e sua mulher. Josef levava as crianças e entregava com uma carta da filha pedindo para eles criarem os filhos. Assim a Mulher não desconfiava que a Filha estava aprisionada e sim achava q ela tinha fugido de casa.

Segundo a polícia, Fritzl também admitiu ter queimado o corpo de uma das crianças, após ela ter morrido logo depois de nascer. Segundo a rede de TV CNN, a criança que morreu era gêmea de outra que sobreviveu.

Porão

 
Fritzl escondeu a entrada do cativeiro e somente ele sabia o código secreto para a porta de concreto reforçada, disseram oficiais. Algumas partes do local não tinham mais de 1,70 metro de altura.
As fotografias divulgadas mostram uma estreita passagem ligando os ambientes que incluíam uma espécie de cozinha, um local para dormir e um pequeno banheiro com um chuveiro. Um cano fornecia a ventilação. Havia também uma porta à prova de som.
Um oficial local Hans-Heinz Lenze disse que era "muito, muito surpreendente" que outras famílias que moravam no local não tivessem notado nada. Lenze disse que os investigadores estão tentando determinar quanto de barulho era possível ouvir de fora do porão.
Lenze disse também que a mulher do suspeito, Rosemarie, aparentemente não "tinha ideia" do que estava acontecendo e que havia ficado inconsolável.

Abusos

Segundo Elisabeth, no anos que se seguiram após ter sido aprisionada pelo pai, ela foi constantemente abusada e deu à luz seis crianças. Em 1996, ela deu à luz gêmeos, disse a polícia, citando Elisabeth, mas um deles morreu alguns dias depois.
De acordo com a polícia, Josef e sua mulher disseram às autoridades que acharam aquelas crianças em 1993, 1994 e 1997.
Espera-se que testes de DNA determinem se Josef é o pai das crianças. Ela disse que conseguia comida e roupas apenas através do pai e que sua mãe não estava envolvida no crime.
O caso, que aconteceu na cidade de Amstetten, relembra o caso da também austríaca Natascha Kampusch que passou oito anos trancada em um cativeiro antes de escapar em 2006. ( Postarei este caso ).
"As perguntas sobre o que ele fazia lá em baixo tinham sido banidas há muito tempo", contou a um jornal austríaco a cunhada de Josef Fritzl, o homem que manteve a filha sequestrada durante 24 anos numa cave e com quem teve sete filhos. Em casa "era um tirano e um déspota", revelou Christine, de 56 anos, acrescentando que a mulher, Rosemarie, e os filhos viviam com muito medo dele. Fritzl "governava a casa como um ditador", explicou ao Österreich.

"Sepp [a alcunha de Fritzl] tinha uma rotina diária. Ia para a cave às 9.00 e passava muito tempo lá em baixo, várias vezes toda a noite. Dizia que estava a fazer os esquemas das máquinas que vendia. A Rosie nem sequer estava autorizada a levar uma chávena de café", afirmou. "Quando entrava numa divisão todos tinham que estar em silêncio e tratava as crianças como um instrutor. Era como se estivessem no exército", contou a cunhada do septuagenário.
Esta era a vida que Christine conhecia, mas a verdade é que nos últimos 24 anos ele levou uma verdadeira vida dupla. Enquanto em casa "humilhava Rosie e chamava-a gorda dizendo que era por isso que não tinha sexo com ela", alegadamente há 20 anos, mantinha uma relação incestuosa na cave com a filha. Elisabeth, hoje com 42 anos, pensava que seria gaseada caso tentasse fugir.
A polícia investigava ontem a veracidade desta ameaça, divulgada por Fritzl no primeiro interrogatório. Desde então manteve o silêncio. "Estamos a verificar se era possível encher a cave com gás caso lhe tivesse acontecido algo", afirmou ontem à AFP o porta-voz da polícia, Helmut Greiner. As autoridades acreditam também que estava estabelecido um mecanismo para que a porta de 300 quilos se abrisse em caso de ausência prolongada de Fritzl.
Um dos cerca de cem inquilinos da "casa dos horrores" que a polícia quer entrevistar, revelou ontem à BBC que viu um segundo homem entrar dentro da cave em que estava presa Elisabeth e os filhos. Alfred Dubanovsky, que alugou um quarto durante 12 anos na casa da família e estava proibido de se aproximar da cave sob ameaça de ser expulso, disse que o homem foi-lhe apresentado como um canalizador.

Este inquilino disse também que ouvia barulho "lá em baixo", mas que o senhorio dizia que era o ruído normal do sistema de aquecimento.
Dubanovsky pensava que o local era usado como armazém, porque um vizinho lhe dizia que Fritzl costumava levar comida para lá.

Chocado com o caso, como todos os austríacos e o resto do mundo, o primeiro-ministro Alfred Gusen-bauer disse ontem que a Áustria "não será refém de um único criminoso bárbaro". O Governo promete defender a imagem do país.


Filha de Josef Fritzl deixa clínica na Áustria 

30/12/2008 : A austríaca Elisabeth Fritzl, que foi mantida como prisioneira por seu pai em um porão por 24 anos, deixou nesta segunda-feira a clínica onde se recuperava desde que foi libertada pela polícia, em Abril deste ano.
Ela teria sido mantida como uma espécie de "escrava sexual" de seu pai, Josef Fritzl, com quem teria tido sete filhos durante os anos de cativeiro.

Segundo seu advogado, ela vai se mudar agora para uma casa junto com seus filhos. Elisabeth, que hoje tem 42 anos, foi encarcerada no porão de sua casa, na cidade de Amstetten, a oeste de Viena, quando tinha 18 anos.
Josef Fritzl, que é mantido sob custódia da polícia desde que o caso foi revelado, deve ir a julgamento no início de 2009, acusado pelo encarceramento de Elisabeth e de seus filhos, de escravidão, estupro e pela morte de uma das crianças.

Um dos sete filhos que Fritzl teve com Elisabeth dentro do porão morreu logo após o nascimento. O austríaco é acusado de impedir que ele recebesse assistência médica.
O caso foi descoberto depois que a filha mais velha de Elisabeth, Kerstin, foi levada a um hospital, vítima de falência nos rins.
Três dos filhos sobreviventes cresceram no porão, enquanto os outros três foram criados pela mulher de Fritzl, que aparentemente desconhecia o caso.

Este caso é Tão Horrendo que da Pesadelos no mundo todo.
Como pode um Pai fazer isso ? Isto não é um Homem e sim o Próprio Diabo.







josef fritzl


Josef Fritzl celler in Amstetten Austrian


Elisabeth Fritzl Children's Detail (officially) Part 2