domingo, 31 de março de 2013

Richard Hickok & Perry Smith "A sangue frio"



"Nunca acreditei nem por um minuto que ele pretendia mesmo agir. Pensei que fosse só conversa."

Onde aconteceu: Fazenda Rivr Valley, Holcomb, Kansas, Estados Unidos.
Quando aconteceu: Domingo, 15 de novembro de 1959.

O assassinato da família Clutter foi inspiração para o grande sucesso de Truman Capote em 1966, A sangue frio. (preciso comprar esse livro aliás rs)


(família Clutter)

Perry Edward Smith, nascido em Huntington, Nevada, em 27 de outubro de q928, e Richard Hickok, alto, loiro, musuloso, fumante compulsivo, nascido em Kansas City em 5 de junho de 1931, conheceram-se na cadeia. Em 15 de novembro de 1959 eles visitaram a Fazenda River Valley, Holcomb, Texas, que pertencia a Herbert Clutter. Enquanto estava na prisão, Hickok havia sido informado por seu companheiro de cela, Floyd Wells, ex-empregado da fazenda, de que o sr. Clutter mantinha um cofre onde, comentava-se, havia 10 mil dólares. Mais tarde Wells contou às autoridades: "Ele disse que ele e seu amigo Perry iriam até a fazenda e roubariam tudo, matando todas as testemunhas - os Clutters e quem estivesse por lá. Ele me contuo uma dúzia de vezes como faria tudo isso, como ele e Perry amarrariam as pessoas e as fuzilariam. Nunca acreditei nem por um minuto que ele falava sério. Pensei que fosse só conversa".

(Família Clutter)

Perry foi libertado em condicional em 6 de junho de 1959, e Hickok em 13 de agosto. Infelizmente, não era "só conversa" e a dupla invadiu a fazenda e descobriu que não existia nenhum cofre com 10 mil dólares, somente uns parcos "40 ou 50 dólares" Eles torturaram o sr. Clutter para obrigá-lo a contar onde estava o dinheiro, mas ele insistia em dizer que não tinha nenhum. Hickok e Perry assassinaram os quatro membros da família Clutter - Hebert, Bonnie, Nancy e Kenyon - atirando à queima-roupa. 
Eles tomaram a precaução de remover os cartuchos disparados da cena do crime. Em 30 de dezembro de 1959 Smith e Hickok foram presos em Las Vegas, Nevada.

No julgamento, que começou em 23 de março de 1960 depois da seleção do júri no dia anterior, Smith admitiu ter atirado em Herbert e Kenyon Clutter na cabeça e à queima-roupa, e ter cortado a garganta de Clutter. Hickok começou dizendo que Smith havia cometido todos os assassinatos em quanto Smith afirmava que Hickok assassinara Bonnie e Nancy Clutter e depois reconheceu que ele também os matara. Os dois homens se negaram a depor em defesa própria.
Condenados em 28 de março depois de o júri ter deliberado por 40 minutos, eles foram sentenciados a morte. Truman Capote entrevistou Smith no Corredor da Morte e os dois homens se tornaram seus amigos. Smith e Hickok foram enforcados em 14 de abril de 1965 na prisão Lansing (oficialmente Penitenciária Estadual de Kansas), Kansas.

Curiosidades:

Quando esperava pelo julgamento, Smith escreveu um diário no qual falava sobre tudo, enquanto Hickok lia romances de Irving Wallace e Harold Robbins. Durante uma estadia anterior na cadeia, Smith havia feito um desenho tão bom de Jesus que o capelão o manteve na capela por 22 anos.


Segue um link pra quem gosta de Tumblr http://www.tumblr.com/tagged/richard%20hickock


                                       

Assassinos da Família Manson

No blog há vários posts sobre eles. Postarei os links nesse post.


Na sexta-feira, 8 de agosto de 1969, a temperatura na califórnia beirava os 33ºC. A onda de calor já durava três dias, e os moradores de Los Angeles estavam preocupados. Em uma casa no número 10.050 de Cielo Drive, alugada pelo diretor de cinema Roman Polanski, residiam Sharon Tate, esposa do diretor e grávida, seu ex-namorado Jay Sebring, o amigo de Polanski Wojiciacj "Voytek" Frykowski e sua namorada, a herdeira do café Abigail Anne "Gibby" Folger. Por volta das 18:00 horas, Debbie Tate, 16 anos, telefonou perguntando se podia ir visitá-la, mas Sharon disse que não e também cancelou um jantar a que compareceria naquela noite. Depois de comer em um restaurante mexicano os quatro voltaram pra casa. Folger foi para seu quarto, tomou o estimulante MDA e começou a ler. Frykowsky também fez uso da droga e ficou na sala ouvindo musica. Sharon Tate deitou-se na cama vestindo um biquíni, conversando com Sebring. Ele bebia cerveja e fumava maconha.

Do lado de fora da casa haia quatro indivíduos vestidos de preto, membros da chamada "Família" de Charles Manson formada por hippies e desajustados. Eram eles a ex-dançarina de topless, ladra e praticante do satanismo Susan "Sadie" AtkinsCharles "Tex" Watson, a ex-professora de escola dominical e corretora de seguros Patrícia "Katie" Krenwinkel Patrícia "Katie" Krenwinkel, e Linda Drouin Kassabian que mais tarde se tornou testemunha da promotoria.

Depois de cortar as linhas de telefone, eles assassinaram primeiro Steven Parent, 18 anos, o caseiro. Watson arrombou uma janela e invadiu a casa, abrindo a porta da frente para os cúmplices. Charles "Tex" Watson acordou Frykowski, dizendo a ele: "Sou o diabo. Estou aqui para fazer o trabalho do diabo". Depois ele o chutou na cabeça. Susan Atkins percorria a casa e viu Folger lendo na cama. A herdeira do café ergueu os olhos. sorriu e acenou. Atkins respondeu ao cumprimento e seguiu adiante até encontrar o quarto de Sharon, e só então voltou para relatar suas descobertas a Tex Watson.
Ele deu uma corda a Atkins, e ela amarrou Frykowski, indo em seguida buscar Folger, Sharon e Sebring. Watson pegou outra corda, amarrou os pulsos de Sebring e depois passou a corda em torno de seu pescoço antes de jogá-la por cima de uma viga. A outra ponta ele amarrou no pescoço de Sharon. Os quatro receberam ordens para se deitarem de bruços, e Sharon começou a chorar.

Sebring protestou contra o tratamento dado a sua ex-amante e foi atingido por um tiro lançado por Watson na axila esquerda.
Ele então amarrou as mãos de Folger com um pedaço da corda que estava no pescoço de Sharon. Em seguida, ele passou a mesma corda pelo pescoço de Sebring e, quando a puxou, Sharon e Folger tiveram de ficar em pé para não serem estrangulados. Quando Sebring gemeu, Watson se aproximou dele e começou a chutá-lo e agredi-lo até ele ficar em silêncio. Frykowski tentou fugir, mas foi capturada no gramado, onde levou 51 facadas e dois tiros. Folger foi esfaqueado 28 vezes, o que tingiu suas roupas de vermelho. Seu corpo também foi encontrado no gramado da frente da casa. Sharon suplicou por sua vida e pela do bebê que esperava. Susan Atkins gritou para ela: "Escute aqui, vadia, não me importo com você! Não me interessa se vai ter um bebê! É melhor se preparar. Você vai morrer, e eu não sinto nada por isso". Watson usou a faca no rosto de Sharon, e Atkins começou a esfaqueá-la. Ela segurou o corpo inerte de Sharon, aninhando-o nos braços, pôs a mão sobre seu seio e lambeu o sangue nos dedos.



A cena do crime Tate.


Os quatro já haviam saído da casa quando se lembraram das instruções de Manson. Eles então retornaram e escreveram a palavra "PIG" (porco) com o sangue de Sharon na porta da frente.
Os médicos avaliaram que o bebê de Sharon, Richard Paul, viveu por 20 minutos depois da morte da mãe. Por volta das 8:30 horas da manhã seguinte, a empregada da casa, Winifred Chapman, encontrou os corpos. A polícia foi chamada às 9:14 horas.

Naquela noite os quatro assassinos, além de Manson e Leslie Sua Van Houten,  também membro da família, planejavam criar mais tumulto em Los Angeles. Eles mataram a facadas o empresário e dono de supermercado Leno LaBianca e sua esposa, Rosemary, na casa do casal em Waverley Drive, 3301, perto de Griffith Park.

Apesar da inscrição "Morte aos porcos" feita no local com sangue de LaBianca, a polícia não relacionou os dois casos.
Eles acreditavam que o assassinato de Tate estivesse ligado à então crescente cultura das drogas, e que o assassinato dos LaBianca fosse obra de imitadores.

No meio de agosto a polícia certou o Rancho Family's Spahn e 26 pessoas foram detidas, mas todas foram libertadas no dia seguinte. Um golpe de sorte levou à captura da Família e eles começaram a falar sobre as mortes.
Em 1º de dezembro de 1969 Watson, Krenwinkel e Kasabian foram acusados. O julgamento começou em 15 de junho de 1970 e todos foram condenados à morte em 19 de abril de 1971. Antes do cumprimento das sentenças, porém, o estado da Califórnia aboliu a pena de morte e todos foram então sentenciados à prisão perpétua.

Doris Tate, mãe de Sharon, compareceu às audiências de condicional de Tex, Watson e Susan Atkins. Watson, que teve três filhos desde que foi preso, teve negado o pedido de condicional em 1985.
Atkins, como Watson, alegava ter encontrado Deus, mas a sra Tate disse a ela: "Você é uma excelente atriz - a maior depois de Sarah Bernhardt".

Em 1990 Watson entrou com novo pedido de condicional, e mais uma vez a sra. Tate compareceu à audiência. Para espanto de todos, uma das defensoras da aprovação de condicional era a filha de Rosemary LaBianca. Doris Tate lembrou os presentes das palavras ditas por Watson quando ele entrou na casa de sua filha: "Eu sou o diabo. Estou aqui para fazer o trabalho do diabo". "Na minha opinião, sr. Watson", ela acrescentou, "ainda está em franca atividade. Qua misericórdia teve por minha filha quando ela implorou para não ser morta? Por 21 anos, desejo perguntar a esse prisioneiro 'por quê?' Ele não conhecia minha filha. Como um indivíduo destituído de sentimentos pode matar uma mulher grávida de oito meses? E minha família? Quando Sharon terá chance de conquistar sua condicional? Quando eu terei essa chance? Pode me dizer? As vítimas sairão do túmulo se você obtiver sua liberdade condicional?"

A soliciação de Watson foi negada. Todos os assassinos ainda estão presos, e a Família Tate tem dedicado seu tempo e sua energia ao esforço de garantir que essa situação permaneça inalterada.




                                     

                                     




mais alguns links relacionados: 

Robert Kenneth "Bobby" Beausoleil 

Sandra Good

Catherine 'Gipsy' Share

Mary Brunner


Steve Grogan - Também conhecido como "Scramblehead"


Lynette Squeaky Fromme


Boa leitura.

Comentem no blog pessoal. Valeu.







Charlie Starkweather e Caril Ann Fogate



Charles Starkweather Raymond (24 de novembro de 1938 - 25 de junho de 1959) foi um assassino americano  adolescente (rebelde) que matou 11 pessoas, todos, exceto um, durante uma viagem de dois meses com sua namorada de 14 anos de idade, Caril Ann Fugate, em Nebraska e Wyoming. O casal foi capturado em 29 de janeiro de 1958. Starkweather foi executado 17 meses mais tarde, enquanto Fugate ficou 17 anos na prisão.



início da vida

Starkweather nasceu em Lincoln, Nebraska, em 24 de novembro de 1938 e foi apelidado "Little Red" (Vermelhinho) por causa da baixa estatura, do cabelo vermelho e das pernas tornas, o terceiro de sete filhos com Guy e Helen Starkweather. Os Starkweathers eram uma família respeitável com os bem-comportados filhos de classe trabalhadora. A família era pobre, mas eles sempre tiveram o básico. Guy Starkweather era conhecido por ser um homem bem-educado, ele era um carpinteiro que ficou muitas vezes desempregado devido a artrite reumatóide em suas mãos. Durante os períodos de desemprego, a mãe de Starkweather complementava a renda da família, trabalhando como garçonete.

Starkweather estudou na Saratoga Elementary School, Everett Junior High School, e Lincoln High School, em Lincoln. Em contraste com a sua vida familiar, Starkweather não possuía lembranças amáveis ​​do seu tempo de ir à escola. Starkweather nasceu com geno varo, um defeito de nascença leve que causou as pernas disformes. Ele também sofria de um problema de fala, o que levou a provocação constante por colegas de classe. Ele era considerado um aluno lento e foi acusado de não ser aplicado, embora em sua adolescência, descobriu-se que ele sofria de miopia severa que tinha drasticamente afetado sua visão para a vida toda.


O único aspecto de escola em que ele se sobressaiu foi no ginásio. Foi na aula de ginástica que ele encontrou uma saída física para a sua raiva crescente contra os que o intimidavam. Starkweather usou de seu físico para começar o bullying com os que haviam intimidado ele, e logo a sua raiva se estendia além daqueles que haviam intimidado-o a qualquer pessoa a quem ele passou a não gostar. Starkweather logo deixou de ser considerado um dos adolescentes mais bem-comportados na comunidade para um dos mais conturbados. Seu colega de escola Bob von Busch diria mais tarde:
"Ele podia ser a pessoa mais gentil que você já viu. Ele faria qualquer coisa por você, se ele gostasse de você. Ele era muito divertido de estar ao redor também. Tudo era apenas uma grande brincadeira para ele. Mas ele teve esse outro lado. Ele podia ser mau como o inferno, cruel. Se ele visse um cara pobre na rua, que era maior do que ele, com melhor aparência, ou melhor vestido, ele ia tentar levar o pobre coitado para baixo dele.”


Após a exibição do filme Rebel Without a Cause, Starkweather desenvolveu uma fixação por James Dean e começou a escovar o seu penteado e vestir-se como Dean. Starkweather relacionou-se a persona de Dean tela rebelde, acreditando que ele tinha encontrado uma alma gêmea de sorte, alguém que sofreu tormento semelhante ao seu próprio a quem pudesse admirar. Starkweather desenvolveu um complexo de inferioridade grave que tornou-se auto-aversão, acreditando que ele era incapaz de fazer qualquer coisa corretamente e que suas próprias falhas inerentes iriam levá-lo a viver na miséria
Relacionamento com Caril Ann Fugate

(Fugate)

Em 1956, ele então com 18 anos de idade, foi apresentado a, Caril Ann Fugate, 13 anos de idade. Starkweather saiu da Lincoln High School, em seu último ano e tornou-se empregado de um armazém de jornal Western Union. Ele procurou emprego lá porque o depósito era localizado perto de Whittier Junior High School, em Lincoln, onde Caril era estudante. Seu emprego permitiu-lhe visitá-la todos os dias depois da escola. Starkweather foi considerado um trabalhador ruim e seu empregador recordou mais tarde: "Às vezes você tinha que dizer algo duas ou três vezes pra ele. De todos os funcionários do armazém, ele foi o mais idiota que trabalhou aqui.”

Starkweather ensinou Fugate a dirigir, e um dia ela bateu seu Ford 1949 em outro carro. O pai de Starkweather pagou os danos, como ele era o proprietário legal do veículo. Isso causou uma briga entre Starkweather e seu pai. Recusando-se a tolerar o comportamento de seu filho, ele baniu o filho da casa da família.
Starkweather largou o emprego no depósito e foi trabalhar como um coletor de lixo por um salário mínimo. Starkweather começou a avançar em direção a seus pontos de vista sobre a vida niilista, acreditando que sua situação atual foi o determinante final de como ele iria viver o resto de sua vida. Ele usou a rota de lixo para começar a planejar assaltos a bancos e, finalmente, concebeu sua filosofia pessoal pela qual ele viveu o resto da sua vida: “Mortos estão todos no mesmo nível"

Os crimes:

Em 1º de dezembro de 19 de 1957 ele matou o frentista de posto de gasolina Robert Colvert, 21 anos, depois de ele se recusar a vender um brinquedo de pelúcia a crédito. No mês seguinte ele começou sua série de assassinatos. Foi visitar Fugate, mas não a encontrou em casa. Enquanto esperava por sua volta, ele ficou brincando com um rifle de caça calibre 22, o que irritou a mãe da jovem, Velda Bartlett, 36 anos. Ela o mandou parar, e a resposta foi um tiro na cabeça dela. Em seguida, Charlei matou Marion Bartlett, 57 anos, padrasto de Fugate.
Quando Fugate voltou, ela viu Starkweather estrangular e esfaquear sua irmã de 2 anos de idade, Betty Jean. Depois de esconder os corpos pela casa, ele e Fugate permaneceram no local por seis dias, prendendo à porta uma mensagem que dizia: “Fique longe, todo mundo aqui está doente com a Gripe”.

A avó de Fugate, Pansy Street, tentou entrar, mas foi impedida por Fugate. Ela desconfiou de alguma coisa e chamou a polícia. Os policiais chegaram em 27 de janeiro, quando o casal já havia partido. Eles foram de carro para Bennett, Nebraska, onde pararam na fazenda de um amigo da família Starkweather, August Meyer, 70 anos. Starkweather o matou com um tiro na cabeça. Eles abandonaram o carro ali, e os adolescentes Robert Jensen, 17, e Carol King, 16, ofereceram carona aos dois. Starkweather recompensou a generosidade dos dois roubando o carro e matando-os, embora tenha alegado que Fugate é quem havia matado e mutilado a Srta. King.

Depois disso eles foram à casa do rico empresário C. Lauer Ward, 47 anos. O casal esfaqueou a esposa dele, Clara Ward, 46 anos, e sua criada Lilian Fencl, 51 anos. Quando o Sr. Ward voltou para casa do trabalho naquela noite, também foi esfaqueado por Starkweather. A próxima vítima faltal foi o vendedor ambulante de sapatos Merle Collison, 37 anos, que morreu em seu carro. Starkweather disse que Fugate havia matado Collison, porque a arma dele emperrara.
Eles foram capturados quando tentavam fugir.


Starkweather no começo assumiu a responsabilidade por todas as mortes, mas disse que Fugate estava envolvida. “SE EU FRITAR NA CADEIRA ELÉTRICA, CARIL ESTARÁ SENTADA NO MEU COLO”. Ela alegou tê-lo ajudado somente porque ele ameaçou matar sua família (e disse que não sabia que eles já estavam mortos).
Charles Starkweather foi executado na cadeira elétrica na penitenciária do Estado de Nebraska em 25 de junho de 1959. Caril Ann Fugate foi condenada à prisão perpétua. Ela saiu em condicional em junho de 1976.

O caso inspirou os filmes: Badlands (1973) e Assassinos por Natureza (1994) Bruce Springsteen também fez uma canção inspirada no caso: NEBRASKA é o título da canção. 











                  

quarta-feira, 27 de março de 2013

Pauline Parker & Juliet Hulme

Há muito tempo queria postar este caso, mas é que ele me é tão chocante. Para cabeças fracas pode ser um motivo para falar mal de homossexuais. (Claro que se eu for pensar nisso, é mais fácil deletar o blog, ignorantes e homofóbicos sempre vão existir, assim como existem racistas até hoje). Mas que fique claro que assim como há gays e lésbicas maus, também há muitos e muitos heterossexuais tão maus quanto. Não liguem o gênero ao caso. Toda forma de amor é aceitável para mim. Neste caso (assim como em muitos casos diversos e de orientação sexual tanto homo quanto hétero) o amor virou algo doentio.

PS: Já to até imaginando os tipos de comentários que vão aparecer nesta postagem. rs

Quem já viu o filme sabe o quão pesado é o caso, ao menos pra mim foi bem chocante a cena do assassinato. Ainda é difícil rever.


(Pauline e Juliet)

     "Mamãe está ferida, coberta de sangue."



O caso do assassinato Parker Hulme, começou na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia em 22 de junho de 1954, quando Honora Rieper (também conhecida como Honorah Rieper e Honorah  Parker, seu nome legal) foi morta por sua filha adolescente, Pauline Parker, e de sua “amiga” Juliet Hulme.

O assassinato é a base do livro de não-ficção "So Brilliantly Clever" (tão brilhantemente inteligente), escrito por Peter Graham, advogado nascido na Nova Zelândia. A história também  inspirou o filme “Almas Gêmeas  (Heavenly Creatures) de Peter Jackson 1994, que inspirou peças de teatro, romances, roteiros e destaque em vários livros sobre o crime.

Antes do início do julgamento, foi descoberto que Honora Rieper nunca tinha se casado legalmente com Herbert Rieper, que ainda estava legalmente casado com outra. Parker veio de um fundo da classe trabalhadora, enquanto Juliet Hulme era filha de Brit Hulme Henry, um físico que foi o reitor da Universidade de Canterbury, em Christchurch.

Pauline Yvonne Parker nasceu ilegítima em 26 de maio de 1938 em Christchurch, Nova Zelândia, e viveu entediada na Gloucester Street, 31, até conhecer Juliet Marion Hulme. Recém chegada da Inglaterra, Hulme nascera em Blackheath, Londres, em 28 de outubro de 1938. Seu pai era o físico Dr. Henry Hulmes. As duas moças tornaram amigas próximas, mas essa amizade transbordou para a paixão física, e elas consumaram a união e “representaram como os santos fariam amor”. Elas “anotavam em livros de exercícios efusões que chamavam de romances, passando muito tempo na cama juntas”. Os pais das jovens tentaram romper o relacionamento, que não consideravam saudável.


                                                                  (Juliet Hulme)

Quando crianças, Parker sofria de osteomielite e Hulme tinha sofrido de tuberculose, a última foi enviada por seus pais para as Bahamas para se recuperar. As meninas inicialmente ligadas por suas respectivas doenças, mas, como a sua amizade desenvolvida, elas formaram uma vida de fantasia elaborada em conjunto. Elas frequentemente fugiam e passavam a noite representando as histórias envolvendo os personagens fictícios que haviam criado. Seus pais acharam isso perturbador e ficaram preocupados que seu relacionamento pudesse ser sexual. A homossexualidade na época era considerada uma doença mental (grave), por isso os dois conjuntos de pais tentaram impedir as meninas de ver uma a outra.

Em 1954, os pais de Juliet se separaram, seu pai renunciou ao cargo de reitor de Canterbury College e planejava voltar para a Inglaterra. Decidiu-se então que Juliet seria enviado para viver com parentes na África do Sul, ostensivamente para sua saúde, mas também para que as meninas permanecessem separadas. Pauline disse à mãe que ela queria acompanhar Juliet, mas a mãe de Pauline deixou claro que não seria permitido. As meninas então formaram um plano para assassinar a mãe de Pauline e sair do país para os Estados Unidos, onde elas acreditavam que eles iriam publicar seus textos e trabalhos no cinema.


                                                                     (Pauline Parker)

As duas jovens decidiram matar Honora Parker, de 45 anos. Em 22 de junho de 1954, elas colocaram meio tijolo dentro de uma meia calça (sei que o texto ta meio repetitivo, mas é para deixar bem claro) Hulme derrubou uma pedra ornamental, de forma que a Sra Parker abaixasse para pegá-la, e então elas  a golpearam várias vezes na cabeça com o pedaço de tijolo. Quando a polícia encontrou o corpo, foram encontrados 45 ferimentos na cabeça da vítima. As jovens foram presas.
Pauline Parker mantinha um diário e nele havia referências sobre “atormentar” sua mãe. Parker e Hulme foram a julgamento em 23 de agosto de 1954 por assassinato e foram condenadas em 29 de agosto. Ambas foram soltas em 1958. Dizem que houve a condição de que elas nunca mais se encontrassem ou fizessem contato uma com a outra, mas Sam Barnett, o então secretário da Justiça, disse aos jornalistas que não havia condição.


As duas se mudaram para a Grã-Bretanha. Parker tornou-se católica devotada, mudou seu nome para Hilary Nathan e viveu no pequeno vilarejo de Hoo, perto de Strood, Kent, onde administrava uma escola de equitação para crianças. Ela expressou forte remorso por ter matado sua mãe, mas por muitos anos se recusou a dar entrevistas sobre o assassinato.



Hulme se mudou para os Estados Unidos, onde se tornou mórmon antes de instalar-se em Portmahomack, Escócia, com sua mãe.
Ela mudou o nome para Anne Perry e escreve com grande sucesso Thrillers de crimes. Seu primeiro livro, The Cater Street hangman, foi publicado em 1979.


Eis o que o site Wikipédia fala sobre ela:
Anne Perry, pseudónimo de Juliet Hulme (Blackheath, Londres, 12 de Outubro de 1938), é uma escritora inglesa do gênero policial, sendo considerada uma das mais conceituadas em nossos dias. Suas histórias retratam uma Inglaterra vitoriana bastante hermética, seguindo regras sociais de conduta muito rígidas.Geralmente, seus livros são divididos em séries. A primeira delas traz como detetives Thomas Pitt, proveniente de uma classe menos abastada da sociedade, e Charlotte, uma jovem que, ao contrário de Pitt, pertence a uma classe social mais influente. A segunda série apresenta o detetive William Monk, o qual sofre de amnésia. Para criar seu mundo ficcional, a autora inspira-se em personalidades da época e as tramas narradas trazem resquícios de crimes realmente ocorridos nos períodos em questão.
Atualmente, depois de alguns anos morando no exterior, vive em Portahomack, na Escócia.


Vida
Anne também é conhecida pelo filme Almas Gêmeas, que conta sua história e de sua amiga e grande amor, Pauline Parker, e de como ela ajudou no assassinato da mãe de Pauline.


Obras:
·         Uma Morte Súbita e Terrível
·         O Rosto de um Estranho
·         Um Luto Perigoso
·         O Estrangulador de Cater Street
·         O Mistério de Callander Square
·         Defesa e Traição
·         O Crime de Paragon Walk




Deixo aqui o Trailer do filme e um video que mostra a cena chocante do assassinato.



                     

Derek Bentley e Christopher Craig

                               Derek William Bentley (30 de junho de 1933 - 28 de janeiro de 1953)

Christopher Craig (Tinha 16 anos na época do crime)

"Acerte-o, Chris!"

Saúde e desenvolvimento mental

Derek Bentley teve uma série de problemas de saúde e de desenvolvimento. Durante a Segunda Guerra Mundial, a casa em que viveu foi bombardeada e caiu em torno dele, Bentley teve ferimentos graves na cabeça e concussão.
Em dezembro de 1948, a idade mental da Bentley foi estimada em 10 anos, sua idade real era de 15 anos. Bentley marcou 66 em um teste de QI em dezembro de 1948 e 77 em 1952. Outros testes foram feitos e Bentley foi descrito como tendo "borderline, desordem mental", com uma pontuação de 71 verbal e um QI de escala de 77.
Em dezembro de 1948, Bentley tinham uma idade de leitura de 4 anos. Ele ainda estava "completamente analfabeto" no momento de sua prisão em novembro de 1952.
Bentley também era epilético.
Em fevereiro de 1952, Bentley foi submetido a um exame médico para o serviço nacional, onde ele foi julgado "mentalmente inferior" e inapto para o serviço militar.

O Crime:

Às 21:15 do domingo, 2 de novembro de 1952, Derek Bantley e Christopher Craig, um delinquente juvenil, invadiram o depósito de atadista de doces Barlow & Parker's em Croydon, Surrey, Inglaterra. Bentley tinha uma faca e Craig, cujo irmão mais velho cumpria pena de doze anos por assalto à mão armada, um revólver. 
Uma menina de nove anos de idade, em uma casa do outro lado da estrada avistou tanto Craig quanto Bentley escalando o portão e um cano de esgoto até o telhado do armazém. Ela alertou a mãe, que chamou a polícia.

Quando os policiais chegaram, os jovens ficaram presos no telhado. O detetive Frederick Fairfax subiu e prendeu Bentley. A polícia afirma que Bentley, já dominado, teria gritado, "Acerte-o, Chris!", (fato que Craig negou e continuou negando 40 anos após o crime) e Craig atirou, ferindo Fairfax e atingindo o soldado Sydney George Miles, de 42 anos, na cabeça.

Resultado:

Em um julgamento que durou dois dias e meio (de 9 a 11 de dezembro de 1952) em Old Bailey, diante do juiz Goddard, o estado mental de Bentley não foi revelado. Ele foi sentenciado à morte depois de o júri ter passado 75 minutos deliberando. O júri recomentou misericórdia para Bentley, e Craig (que na época era menor de idade) foi condenado à detenção pelo tempo que determinasse Sua Majestade. Ele passaria dez anos e meio preso (foi libertado em maio de 1963 e se casou dois anos mais tarde). O secretário de Estado Sir David Maxwell Fyfe recusou-se a recomendar que a rainha exercesse sua prerrogativa de conceder misericórdia. Bentley foi executado na prisão Wandsworth às 9:00 horas de quarta-feira, 28 de janeiro de 1953, enquanto uma plateia furiosa esperava do lado de fora. Sua irmã mais velha, Iris, começou uma campanha para limpar o nome do irmão. Em 1966 o cadáver de Bentley foi desenterrado na prisão e transferido para o Cemitério Croydon numa sexta-feira, 4 de março. Inicialmente a lápide não foi permitida, mas o governo mudou de ideia em julho de 1994, e a lápide tem a inscrição "Uma vítima da Justiça Britânica". Em 29 de julho de 1993 o secretário Michael Howard concedeu perdão parcial, admitindo assim que havia sido um erro executar Bentley, mas manteve o veredito de culpa. 

Cinco anos mais tarde, e um ano depois da morte de Íris, a condenação de Derek Bentley foi removida em 30 de julho de 1998. Existe agora uma discussão sobre se alguma coisa foi mesmo dita a Craig, muito menos as palavras beligerantes que sentenciaram Bentley à morte. A fábrica Barlow & Parker's foi demolida em 1977 e substituída por casas.






                

Yvonne Chevallier



"Meu marido precisa de vocês urgentemente."

O dr. Pierre Chevallier era membro do gabinete francês quando foi assassinado pela esposa, Yvonne, 40 anos. 
Eles se conheceram e se casaram quando ele estudava medicina, e tiveram dois filhos, Mathieu em 1940 e Thugal em 1945. 



Em 1950, romance e afeição não faziam mais parte do casamento. Os filhos dos Chevallier fizeram amizade com os três filhos dos vizinhos, Jeanne e Leon Perreau. 
Leon era baixinho, careca e barrigudo, mas sua esposa era uma ruiva glamourosa, quinze anos mais nova que ele. 
Ele era gerente de uma loja de departamentos em Orleans, o que o mantinha longe da esposa seis dias na semana. Em pouco tempo começaram a circular rumores sobre madame Perreau ter vários amantes.

O Dr. Chevallier logo passou a ser contado entre eles. A esposa dele, Yvonne, era ansiosa com relação ao marido, a própria aparência e a família. Ela visitou um médico, que receitou medicamentos que deveriam ajudá-la, mas ela se tornou dependente  de Maxiton, uma anfetamina, e Veronal, um barbitúrico.

Em 1951 ela recebeu uma carta anônima informando que seu marido estava tendo um caso com Jeanne Perreau. Ela vasculhou o guarda-roupas do marido e nele encontrou uma carta de amor de Jeanne. 

A mensagem era encerrada com "Sem você a vida não teria beleza ou significado para mim, Jeannette." 

Yvonne foi encontrar Leon Perreau, que disse a ela que sabia sobre o envolvimento de sua esposa com o marido dela, mas não se incomodava com isso. 
Em 11 de agosto de 1951, o Dr. Chevallier fez o juramento de ministro da educação, juventude e esportes. Enquanto isso, em casa, os Chevallier discutiam, e ela se atirou sobre o marido implorando pelo fim do relacionamento extraconjugal. Ele se negou a terminar o romance. 

Ela saiu correndo da sala para ir buscar uma arma que comprara recentemente, e ameaçou se matar. Ele disse a ela que se matasse.
Ela, então, disparou, mas não contra si mesma. Depois do quarto tiro, Mathieu, então com 10 anos, entrou no quarto dos pais para ver o que estava acontecendo. Yvonne, levou Mathieu para baixo e pediu à empregada da família para que cuidasse dele, voltou então ao quarto para dar o quinto disparo nas costas do marido moribundo. Ela ligou para a polícia e disse: "Meu marido precisa de vocês urgentemente."

O caso ocorreu em Orleans, França, em 11 de agosto de 1951.

Quando foi a julgamento (o local foi mudado de Orleans, onde o Dr. Chevallier havia sido um prefeito popular, para Rheims) em 5 de novembro de 1952, Yvonne alegou ter cometido um crime passional, mas uma pausa entre o quarto e quinto disparos contradizia essa versão. Na corte, Leon Perreau mostrou gostar do Dr. Chevallier, dizendo: "Eu me dava muito bem com ele." Foi quando madame Perreau depôs que a opinião publica passou a apoiar Yvonne, e ela foi absolvida. A igreja Católica a absolveu pelo assassinato. Ela foi à Africa para trabalhar com os pobres e acredita-se que tenha morrido nos anos 1970.


domingo, 24 de março de 2013

Wayne Lonergan


Em 23 de Outubro de 1943 Patricia Lonergan, uma socialite de 22 anos, herdeira de uma cervejaria e de uma fortuna de 6 milhões de dólares, foi encontrada nua e morta em seu apartamento depois de ir a uma festa. Ela havia sido agredida com um candelabro e estrangulada.
Na época de sua morte ela estava separada do marido, Wayne Lonergan, um atraente e alto (1,82m) aviador da Força Aérea Real Canadense e três anos mais velho que ela.

A polícia entrou em contato com o comandante de Lonergan e descobriu que ele havia estado de licença em Nova York no final de semana em que Patricia foi morta. Ele foi encontrado em Toronto e voltou espontaneamente à Nova York. Foi interrogado por 84 horas e supostamente confessou ter matado Patricia durante uma discussão. Ele também falou da vida sexual do casal, ou da falta dela, provocando especulações sobre sua suposta homossexualidade. Infelizmente, boa parte desse interrogatório vazou para a imprensa, o que resultou em Lonergan sendo rotulado como um assassino antes mesmo de um Tribunal tê-lo julgado. Em seu julgamento, em março de 1944, foram lançadas dúvidas sobre sua confissão e, embora a polícia pudesse provar que ele realmente estava em Nova York no momento do assassinato, não foi possível provar que ele estivera na cena do crime.

(Patricia e Wayne Lonergan)

O assistente da Promotoria Jacob Grumet atestou que Lonergan havia confessado (a confissão sem assinatura foi rejeitada pelo réu e por seus advogados) ter relações homossexuais, antes e depois do casamento. Um dos homens envolvidos era William Burton, pai de Patricia, que havia instalado o jovem em seu apartamento e o sustentado. Quando o Sr. Burton morreu, em outubro de 1940, Lonergan passou a cortejar a filha dele e os dois se casaram em 30 de julho de 1941.  Grumet também relatou que Lonergan teria dito sentir "uma certa satisfação" com a vida de casado, mas que a separação era resultado de "tédio mútuo". Um psiquiatra de Manhattan falou sobre a "promiscuidade financeira, promiscuidade sexual e superficialidade emocional" de Lonergan. Estranhamente, considerando o vazamento inicial de informações para a imprensa, o juiz James Garrett Wallace impediu a entrada de espectadores, exceto jornalistas, no Tribunal.


Lonergan foi condenado por assassinato em 17 de abril de 1944 e sentenciado a trinta anos de prisão.
Depois de passar 22 anos em Sing Sing, Lonergan foi libertado em 2 de dezembro de 1965 e deportado para o Canadá.

terça-feira, 19 de março de 2013

Martha Place - A primeira mulher a ser executada na cadeira elétrica.




Martha Lugar M. (18 de setembro de 1849 - 20 de março de 1899) foi a primeira mulher a morrer na cadeira elétrica. Ela foi executada em 20 de março 1899, aos 49 anos, na prisão de Sing Sing pelo assassinato de sua enteada.


Nascida Martha "Mattie" Garretson em 18 de setembro 1849 em Readington Township, Nova Jersey, seus pais eram Ellen (Wyckoff née) e Isaac VN Garretson, Martha foi atingida na cabeça por um trenó, aos 23 anos. Seu irmão afirmou que ela nunca se recuperou completamente e que o acidente a deixou mentalmente instável. Martha se casou com o viúvo William Place em 1893. Place tinha uma filha chamada Ida de um casamento anterior. William se casou com Martha para que ela o ajudasse a criar sua filha, embora mais tarde, apareceram rumores de que Martha sentia ciúmes de Ida. William chamou a polícia pelo menos uma vez para prender sua mulher por ameaçar matar Ida.
Assassinato
Na noite de 7 de fevereiro de 1898, William Place chegou em sua casa no Brooklyn, Nova Iorque e foi atacado por Martha, que estava empunhando um machado. William escapou por pouco e quando a polícia chegou, eles encontraram Martha em estado crítico deitada no chão com a roupa sobre a cabeça e gás ligado invadindo o ambiente. No andar de cima, descobriram o corpo morto de Ida, 17 anos de idade deitada em uma cama. Sua boca estava sangrando e os olhos desfigurados porque Martha jogou ácido neles. A evidência posterior indicada que Ida morreu por asfixia. Martha foi hospitalizada e presa.
Julgamento
Martha proclamou sua inocência enquanto aguardava julgamento. Uma reportagem do jornal contemporâneo descreveu a ré desta maneira:
"Ela é bastante alta e magra, com um rosto pálido e afiado. Seu nariz é longo e pontudo, seu queixo pontudo e proeminente, lábios finos e testa recuar. Há algo sobre o rosto que lembra o de um rato, e os olhos brilhantes, mas imutável de alguma forma, fortalecer a impressão. "
Martha foi considerada culpada do assassinato de sua enteada de Ida e condenada à morte. Seu marido era uma testemunha-chave contra ela.
Execução
Sem nunca ter executado uma mulher na cadeira elétrica, os responsáveis ​​pela execução da sentença de morte criaram uma nova maneira de colocar os eletrodos sobre ela. Eles decidiram cortar seu vestido e colocar o eletrodo em seu tornozelo. Edwin F. Davis foi o carrasco. De acordo com os relatos de testemunhas, ela morreu na hora.
Martha foi enterrada no jazigo da família no cemitério em East Millstone, Nova Jersey sem práticas religiosas.
Embora Martha Place tenha sido a primeira mulher a morrer na cadeira elétrica, ela não foi a primeira mulher condenada; a primeira foi Maria Barbella, que mais tarde foi absolvida de seu crime e liberada. Farei um post sobre ela também, em breve.

domingo, 17 de março de 2013

Condessa Marie Tarnowska


"O caminho inteiro de minha vida é espargido pelos corpos daqueles que mais me amaram"

Nascida na Rússia em 1879, (Maria Nikolaevna O'Rourke)Marie Tarnowska frequentou uma escola em Kiev, onde estudavam os filhos da nobreza. Aos 13 anos ela percebeu que podia usar sua beleza para manipular os homens e, três anos mais tarde, se casou com o conde Tarnowski. Depois de se casar com o aristocrata russo Wassily Tarnowski teve 3 filhos, o primeiro ela deu a luz com a idade de 17 anos, após ter tido os 3 filhos, tornou-se romanticamente envolvida com vários outros homens. Ela também começou a abusar de estupefacientes (morfina).

Ela e o marido se tornaram ávidos socialites, mas o conde tinha um olhar errante e, para vingar-se, ela se deitava com o irmão dele. Quando a condessa encerrou o relacionamento com o cunhado, ele se matou. Não muito tempo depois, outro amante se matou quando Tarnowska rompeu com ele e se envolveu com Aléxis Bozevski, da Guarda Imperial. Ele era violento, e Tarnowska decidiu terminar tudo. 

Sabendo que o marido deveria retornar a qualquer momento, ela o convidou a ir visitá-la em seu boudoir (quarto privado). Quando o conde entrou, Tarnowska começou a lutar com o amante, e o marido deduziu que sua esposa estava sendo violentada. Ele atirou em Bozevski, que morreu pouco tempo depois. Em maio de 1903 Tarnowska contratou o advogado Maximilliam Prulikov e pagou seus honorários na cama para providenciar o  envio de seu marido para a Sibéria. Ele fracassou, e o conde soube a verdade sobre o "estupro". Ele a deixou sem um centavo. Tarnowska convenceu Prulikov a deixar a esposa e os filhos para viajar com ela pela Europa, pagando todas as despesas, naturalmente. Quando voltaram à Russia, ela levou para sua cama o velho e rico conde Paul Kamarovsky. O conde contou à nova amante que um de seus amigos, dr. Nicholas Naumov, era um misógno ( que sente repulsa ou aversão à mulheres). Marie Tarnowska ficou intrigada e começou a se aproximar do médico, envolvendo-o de tal forma que ele atirou na própria mão e a deixou tatuá-lo com uma faca. Ela também gostava de queimá-lo com cigarros durante o sexo.

Inconstante como sempre, ela decidiu que queria se livrar dos dois, Paul Kamarovsky e Nicholas Naumov. Pediu a Naumov e ao fiel advogado Prulikov para matar Kamarovsky. E também cuidou para Kamarovsky adquirir um seguro de vida no valor de 20 mil livras do qual ela era a única beneficiária. Ela orientou Prulikov a esperar com a polícia para prender Naumov depois do assassinato e garantiu a participação de Naumov fazendo sexo com ele imediatamente antes. Em Veneza, em 3 de dezembro de 1907, Naumov atirou em Kamarovsky e foi preso, conforme Prulikov planejara.

Onde: Lido, Veneza, Itália.
Quado: Terça-feira, 3 de setembro de 1907.

Consequências: A participação de Tarnowska na conspiração logo foi revelada e ela foi presa. Seu julgamento começou em 4 de março de 1910 e ela passou oito anos detida, com Prulikov tendo cumprido 10 anos de detenção, e Naumov apenas três. Tarnowska cumpriu dois anos antes de ser libertada em agosto de 1912, em razão de sua saúde debilitada decorrente ao consumo de cocaína e morfina, hábito que ela havia adquirido com um ex-amante antes do assassinato. Ela morreu em 1923.

Curiosidade: Marie Tarnowska disse: " Sou a mulher mais infeliz no mundo. Sou mártir de minha própria beleza. Porque todo homem que me vê, me ama. O caminho inteiro de minha vida é espargido* pelos corpos daqueles que mais me amaram."

Espargido* : Conhecido, divulgado, sabido.

fonte de pesquisa: Wikipédia e livro "501 crimes mais notórios" de Paul Donnelley, super recomendo o Livro.





sexta-feira, 15 de março de 2013

Williamina "Minnie" Dean



Williamina "Minnie" Dean (02 de setembro de 1844 - 12 de agosto de 1895) era de Nova Zelância, foi considerado culpado de infanticídio e enforcada. Ela foi a única mulher a receber a pena de morte na Nova Zelândia.

início da vida

Minnie Dean (também conhecida como A Bruxa de Southland) nasceu em Greenock, no oeste da Escócia. Seu pai, John McCulloch, foi um engenheiro ferroviário. Sua mãe, Elizabeth Swan, morreu de câncer em 1857. Não se sabe quando ela chegou na Nova Zelândia, mas pelo início dos anos 1860, ela estava morando em Invercargill com duas crianças. Ela alegou que ela era a viúva de um médico da Tasmânia, embora nenhuma evidência de um casamento foi encontrada. Ela ainda estava usando seu nome de nascimento, McCulloch.

Em 1872, ela se casou com Charles Dean, dono de uma hospedaria. O lugar onde eles moravam, Etal Creek, Southland, fora no passado uma comunidade próspera, mas, na época do casamento, era um lugar deserto, e Charles Dean se dedicou à construção para sobreviver. Em 1884 ele faliu.

Quatro anos antes eles haviam adotado Margaret Cameron, de 5 anos de idade, e em 1887 a família mudou para The Larches uma casa grande em Winton, cerca de 1,5 quilômetros fora da cidade. A casa foi destruída por um incêndio, e o Sr. Dean construiu um chalé de dois cômodos com um alpendre. Minnie Dean, entretanto, começou a ganhar dinheiro, tendo em crianças indesejadas em troca de pagamento. Em uma época em que havia poucos métodos de contracepção, e quando parto fora do casamento era desaprovado, havia muitas mulheres que desejavam discretamente enviar seus filhos para adoção - como tal, Minnie Dean não estava com poucos clientes. Acredita-se que ela era responsável por até nove crianças em certo momento.

Ela recebia o pagamento semanal ou em parcela única. Ela anunciava em um jornal local: “ Mulher Casada Respeitável (confortável casa no campo) Quer adotar bebê – Endereço Fixo, sem filhos”. Para adotar um bebê ela aceitava qualquer coisa entre 10 e 30 libras.

Antes do julgamento de Dean e execução, outras três mulheres haviam sido julgadas e condenados à morte: Caroline Whitting (1872), Phoebe Veitch (1883: d.1891) e Sarah-Jane e Anna Flannagan (1891). Em cada caso, as sentenças foram comutadas para prisão perpétua. Em cada caso, o crime era assassínio de crianças (infanticídio). Trinta anos mais tarde, em 1926, Daniel Cooper também foi condenado por cultivar bebê e também executado pelo crime, apesar de Martha, sua segunda esposa ter sido absolvida.

Assassinatos e execução:

Logo bebês começaram a morrer em The Larches. Em 29 de outubro de 1889 May Irene, seis meses de idade, morreu  em decorrência de convulsões após uma enfermidade de três dias. Em março de 1891 Bertha Currie, de seis semanas de idade, morreu de inflamação das válvulas cardíacas e congestão pulmonar. O inquérito relatou que a casa estava superlotada e que Dean devia cuidar de menos crianças, mas atestou que a maioria dos bebes recebia cuidados adequados. Seis semanas depois, outro bebe morreu e Dean ficou preocupada, temendo ser relacionada publicamente aos criadores de bebes da Inglaterra e da Australia que haviam sido condenados por assassinarem crianças por dinheiro.

Outro menino morreu aos cuidados dela em 1894, e ela o enterrou no quintal dos fundos para evitar mais um inquérito. A policia a pôs sob vigilância e a impediu de adotar um bebe, com um detetive tendo escrito: “Creio que essa mulher teria matado ou abandonado essa criança”
Em 30 de abril de 1895 Jane Hornsby deu sua neta de um mês de idade, Eva, entregando-a a Dean na Clarendon Station. Em 2 de maio May (apelido) Dean embarcou em um trem com um bebe e uma caixa de chapéu, e quando saltou ela levava apenas a caixa.

Depois de roupas que pertenciam a Eva terem sido encontradas em The Larches, Dean foi presa e acusada de infanticídio. A policia vasculhou o jardim em The Larches e encontrou os corpos de dois bebês, Dorothy Edith Carter (que morrera de overdose de láudano) e Eva Hornsby (morta por asfixia), e o corpo de um menino de quatro anos. Não foi possível determinar como ele morreu. Um legista determinou que Minnie Dean era infanticida.

Onde aconteceu: Winto, Southland, Nova Zelândia.
Quando: Quarta-Feira, 2 de maio de 1895
Consequências: O julgamento pelo assassinato de Dorothy Carter começou em Invercargill em 18 de junho de 1895. O advogado de defesa A.C, Hanlon disse que a morte havia sido acidental, mas o juiz disse: "Acho que a verdadeira questão aqui é se a acusada é culpada de matar intencionalmente a filha ou se é inocente." Em 21 de junho Dean foi condenada por assassinato e sentenciada à morte. Ela foi enforcada na prisão de Invercangill em 12 de agosto de 1895 pelo oficial de execuções Tom Long.
Minnie Dean tornou-se, então, a única mulher a ser enforcada por assassinato na Nova Zelândia.

Curiosidade: Charles Dean também foi preso, mas solto sem ser indiciado. Ele morreu em um incêndio em casa em Wintom, em 1908,aos 73 anos.








                                           



quinta-feira, 14 de março de 2013

William Kemmler - primeira pessoa a morrer na cadeira elétrica.










Nascido em 9 de maio de 2860, William Kemmler adquiriu notoriedade no mundo do crime ao se tornar a primeira pessoa a morrer na cadeira elétrica. Kemmler era um vigarista analfabeto de Buffalo, Nova York, que em 29 de março de 1889 assassinou sua amante, Tillie Ziegler. Ele estava embriagado, e num ataque de ciúme, a agrediu com um machado. Condenado, foi sentenciado à morte. Na noite anterior a sua execução. Kemmler dançou e cantou enquanto outro detento, também no corredor da morte, tocava banjo, mas na manhã seguinte ele implorou ao xerife Joseph Veilling: "Juro que não vou mais causar problemas... Não deixe que eles façam mais experimentos comigo do que é necessário fazer". Veiling raspou o topo da cabeça de Kemmler, depois cortou a parte de trás de sua calça, expondo a base da coluna onde ficaria o segundo eletrodo. Kemmler entrou na câmara de morte vestindo a calça amarela de prisioneiro, paletó escuro com colete da mesma cor, camisa linho branco, sapatos pretos e engraxados e uma gravata borboleta que ele ajeitava encabulado. Às 6:34 horas o carcereiro Durston perguntou se ele tinha ultimas palavras a dizer e ele disse: "Cavalheiros, desejo a vocês toda sorte. Acredito que vou para um lugar bom, e estou pronto pra ir. Muitas inverdades já foram ditas sobre mim. Sou mau o suficiente. É cruel me fazer parecer pior." Kemmler removeu o paletó e se sentou na cadeira, mas foi pedido que levantasse, porque Durston percebeu que precisava fazer outro buraco na parte de trás da camisa - e Kemmler disse, "Não tenha pressa, carcereiro, faça tudo corretamente. Não precisa correr. Não quero correr nenhuma risco com essa coisa, você sabe." Quando os eletrodos foram presos adequadamente, Durston disse: "Deus o abençoe Kemmler", e ele respondeu, "Obrigado". Durston então disse, "Adeus, William", mas para isso não houve resposta.

Durston bateu na porta duas vezes, o carrasco acionou o interruptor e o tronco de Kemmler sofreu uma convulsão. Rosto e mãos ficaram vermelhos, depois acinzentados - seus olhos abertos e fixos aterrorizaram as 25 testemunhas. (um homem vomitou) Um de seus dedos se enrijeceu com tal intensidade que a unha cortou a carne e o sangue começou a escorrer pelo braço da cadeira. Manchas vermelhas surgiram em seu rosto. Depois de 17 segundos, Edward Spitzka, um famoso anatomista, anunciou: "Ele está morto".

Onde aconteceu: Cidade de Nova York, Estados Unidos.
Quando: sexta-feira, 29 de março de 1889.
Consequências: A eletricidade foi desligada e o corpo caiu para a frente. Mas quando Durston começou a remover o equipamento da cabeça de Kemmler, o peito dele arfou, um som gorgolejante brotou de sua garganta e uma espuma surgiu entre seus lábios. O interruptor foi ligado novamente e o corpo sem vida ficou tenso e rígido. Dessa vez a fumaça brotou do topo de sua cabeça e gotas de suor cobriram seu rosto. Tudo acompanhado de um som sibilante como o de um bife na frigideira. O cheiro de pele queimada, cabelo chamuscado, urina e fezes invadiu a sala. Às 6:51 horas, Spitzka fez um sinal para Durston desligar a corrente elétrica. A segunda corrente elétrica durou menos de um minuto. Testemunhas chocadas disseram: "Nunca vi nada tão horrível. Creio que esta será a primeira e a última execução deste tipo". Embora boa parte da imprensa tenha denunciado eletrocussão como pouco mais que tortura, o New York Times disse que seria absurdo voltar ao "barbarismo dos enforcamentos".

Curiosidade: O primeiro carrasco oficial para eletrocussão foi Edwin F. Davis, que eletrocutou 240 outros condenados, entre eles a primeira mulher. Martha Place. (postarei o caso dela em breve).






Vítima: Julia Bulette.

Antes de começar o post sobre Julia Bulette, gostaria de dizer: ESTOU DE VOLTA, com várias histórias prontas, só me falta o tempo para posta-las, mas prometo não demorar muito dessa vez. Não esqueçam de divulgar o blog. Obrigada.





Julia Bulette (1832 - 19 de janeiro /  morreu em 1867), era uma prostituta nascida Inglesa mas foi para os Estados Unidos em Virginia, Nevada. Depois de sua morte violenta, ela tem sido descrita como proprietária  do bordel mais elegante e próspero na cidade e vários filmes e livros tiveram inspiração em sua biografia real ou suposta. Ela foi considerada a primeira mulher solteira e branca a chegar na próspera cidade de mineração de prata após a greve Comstock Lode em 1859, mas que isso é altamente improvável. Provavelmente ela chegou em 1863. Bulette era uma figura popular com os mineiros, e os bombeiros locais. Ela foi assassinada por John Millain (Francês), um vagabundo e ladrão de jóias em 1867.

ORIGEM:
Julia, cujo nome verdadeiro era Jule, nasceu em 1832 em Londres, Inglaterra, de ascendência francesa, embora alguns historiadores dão sua cidade natal como Liverpool ou Mississippi.
Em uma idade precoce, ela emigrou com sua família para Nova Orleans, onde ela se casou com um homem chamado Smith, de quem ela se separou. Em cerca de 1852 ou 1853, ela se mudou para a Califórnia, onde viveu em várias cidades e vilas, até sua chegada em 1859 em Virginia City, Nevada, uma cidade próspera de mineração desde a greve de prata Comstock Lode. Como ela era a única mulher branca na área, ela tornou-se muito “procurada” pelos mineiros. Ela rapidamente usou da prostituição, cobrando US $ 1000 por noite por seus serviços.
 Jule ou Julia como ela ficou conhecida, foi descrita como sendo bela, alta e magra; morena de olhos escuros. Ela tinha uma personalidade refinada e um humor espirituoso.
"Jule" Bulette abriu um bordel numa casa alugada. Independente, ela competiu com os bordéis de luxo. Notícias de jornais contemporâneos sobre seu assassinato horrível capturou a imaginação popular. Com poucos detalhes de sua vida, do século XX um cronista elevou a cortesã ao status de heroína popular, atribuindo a ela os atributos questionáveis ​​de riqueza, beleza e status social. Na realidade, Bulette estava doente e em dívida no momento da sua morte. O ataque brutal, que terminou sua vida apontou para a violência que cercou os membros menos favorecidos da sociedade da era vitoriana.



Palácio de Julia

Com seus ganhos, Julia foi capaz de construir um bordel magnífico. Ela chamou de Palácio de Julia, e foi o maior, e mais próspero bordel em Virginia City. Ela importava lindas garotas de San Francisco para seu bordel, servia cozinha francesa e vinhos, ela  e suas meninas se vestiam nas últimas modas parisienses. Ela também foi uma boa amiga para os mineiros, que a adoravam. Um descreveu-a assim: "acariciou o sol da montanha com um suave toque de esplendor". Julia ficou ao lado de seus mineiros em tempos de angústia e infelicidade, uma vez transformando seu Palácio em um hospital depois de várias centenas de homens ficaram doentes por beber água contaminada. Ela mesma cuidou (foi enfermeira) dos homens.
Uma vez, quando um ataque de índios parecia iminente, Julia escolheu ficar para trás com os mineiros, em vez de procurar abrigo em Carson City. Julia também levantou fundos para a causa da União durante a Guerra Civil Americana.
Julia aparecia regularmente nas ruas de Virginia City, vestida de sables caros e jóias e dirigindo uma carruagem laqueada.
Maior triunfo de Julia ocorreu quando os bombeiros a tornaram um membro honorário numero 1 de Virginia. Em 4 de Julho de 1861, os bombeiros a elegeram a Rainha da Parada do Dia da Independência, e ela desfilou no caminhão dos bombeiros, usou o chapéu de bombeiros e carregou uma trombeta de latão cheio de rosas frescas, bombeiros marchavam atrás do caminhão.
Ela doou grandes somas para novos equipamentos e muitas vezes pessoalmente deu uma mão com a bomba de água.

Assassinato

Na manhã de 20 de janeiro de 1867, o corpo parcialmente nu de Julia foi encontrado por sua empregada doméstica em seu quarto. Ela havia sido estrangulada e espancada até a morte, e o assassino havia roubado sua coleção de jóias valiosas, roupas e peles.
Virginia City entrou em luto por ela, com as minas, fábricas e salões sendo fechadas como um sinal de respeito. No dia do seu funeral, 21 de janeiro, milhares formaram um cortejo de honra atrás usando seus black-emplumados, Julia foi enterrado no cemitério Flower Hill Cemetery.
Um pouco mais de um ano depois, o assassino de Julia foi capturado e enforcado pelo crime. Ele era um andarilho francês cujo nome era John Millain, e em 24 de abril de 1868, foi para a forca jurando que ele não era culpado de ter matado Julia, mas tinha sido apenas um cúmplice no roubo de suas jóias o enforcamento foi presenciado pelo autor Mark Twain.

legado

A fama de Julia continuou após sua morte. A estrada de ferro Virgínia e Truckee honrou sua memória nomeando um de seus treinadores do clube ricamente decorados com o nome dela. O seu retrato foi pendurado em bares da cidade, o autor Rex Beach a imortalizou como Cherry Malotte em seu romance, Os spoilers. Oscar Lewis em seu livro Silver Kings também se inspirou nela.
Em outubro de 1959, um episódio da série de televisão Bonanza intitulado "A História Bulette Julia", contou com a personagem de Julia, e mostrou Little Joe caindo por amor por ela para o desgosto de seu pai. Ela foi interpretada pela atriz Jane Greer. 




                               Segue a parte 1 do seriado Bonanza - A História de Julia Bulette.