quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Susan Atkins


Susan Denise Atkins

(San Gabriel, 7 de maio de 1948 — Chowchilla, 24 de setembro de 2009) foi uma homicida norte-americana, antiga integrante da Família Manson, liderada por Charles Manson.


Manson e seus seguidores cometeram nove crimes na Califórnia num período de cinco semanas, durante o verão de 1969. Atkins participou e foi condenada por oito destes crimes, incluindo o mais famoso deles, o Caso Tate-LaBianca, o assassinato da atriz Sharon Tate e de mais seis pessoas em Los Angeles, em agosto daquele ano.

Conhecida pelo pseudônimo de Sadie Mae Glutz entre os integrantes da seita hippie, Atkins foi condenada à morte em 1971, pena depois convertida em prisão perpétua. Encontrava-se encarcerada na Califórnia desde sua prisão, em 1 de Outubro de 1969, e teve dezessete pedidos de liberdade condicional – permitidos no sistema jurídico norte-americano a alguns condenados à prisão perpétua após determinado número de anos presos, especificado em sentença judicial - negados pela justiça do estado nos últimos vinte anos.

Atkins foi quem apunhalou a Tate, grávida de oito meses, e argumentou estar sob os efeitos do LSD no momento do assassinato, mas não mostrou arrependimento até uma revisão de sua pena anos depois.

Segundo explicou a própria Atkins às autoridades em 1993, Tate rogou a seus assassinos que deixassem com vida ao bebê que esperava. "Disse-lhe que não tinha misericórdia dela", respondeu Atkins, com suas próprias palavras.
 
Prisão e apelos:


Atkins se converteu à religião na prisão em 1974 e tornou-se cristã-nova. Publicou um livro, "Child of Satan, Child of God" (Crianças de Satã, crianças de Deus), em 1977, em que relata suas experiências com a Família Manson, sua conversão religiosa e seus anos na prisão; casou-se duas vezes, em 1980 e 1987, a segunda com um advogado quinze anos mais novo, que se tornou seu representante legal nas audiências de apelação por liberdade condicional e manteve um site na Internet, dedicado a uma campanha pela libertação da mulher.


Na audiência para o pedido de liberdade condicional de 2000, em que havia a real possibilidade de Susan ser libertada após 31 anos presa graças a seu bom comportamento, conversão religiosa e sua ajuda em salvar as vidas de dois internos da prisão onde se encontrava, a irmã mais nova de Sharon Tate, Debra, incansável em sua campanha, depois da morte da mãe Dora, em manter os assassinos na cadeia pelo resto da vida, leu uma declaração de seu pai e de Sharon, Paul Tate, escrita pouco antes da morte dele que dizia: ‘Trinta e um anos atrás, eu sentei aqui nesta corte e assisti a um julgamento. Vi uma jovem mulher que interrompia os depoimentos, gritava insultos e ria, mesmo quando descrevia os últimos momentos de vida de minha filha. Minha família foi cortada em pedaços. Se Susan Atkins for libertada para voltar para a sua, onde está a justiça?’ O apelo pela liberdade de Atkins foi negado.

Depois de processar, e perder, o estado da Califórnia em 2002, por se dizer ‘uma presa política nos Estados Unidos’, devido às diversas negativas de seus pedidos de perdão, em junho de 2005 ela voltou à nova audiência de apelação, à qual compareceram vários familiares das vítimas de seus crimes, incluindo os familiares do cabeleireiro de Sharon, Jay Sebring, que requisitaram ao juiz que negasse o pedido. Ela recebeu nova negativa válida por quatro anos, de um máximo de cinco previsto por lei, o que lhe daria direito a fazer novo requerimento apenas em 2009.

Já era esperado que Susan Atkins viria a morrer na prisão, depois de ter uma perna amputada, sofrendo de câncer no cérebro e sem conseguir liberdade condicional. Ela era a mais antiga presa do sistema penitenciário da Califórnia e estava com 85% do corpo paralisado pela doença.
 
Foto de Susan um pouco antes de sua morte.


Ultimo apelo negado


Um comitê de avaliação da Califórnia negou, no dia 2 de setembro de 2009, de forma unânime o pedido de liberdade condicional para Susan Atkins, mesmo sofrendo de um câncer terminal, informou a imprensa local. A decisão dos 12 membros do comitê foi tomada no fim da noite de quarta-feira, após uma longa audiência durante a qual Atkins esteve presente, sedada em uma maca, conforme detalhou o jornal Los Angeles Times.

Foi a segunda vez nos dois últimos anos que essa possibilidade foi negada à assassina.

A condenada passou quase 40 anos na prisão em Chowchilla, até então mais que nenhuma outra mulher prisioneira no estado da Califórnia, segundo as autoridades locais.
 
Morte

Morreu aos 61 anos em 24 de setembro de 2009, numa prisão da Califórnia, Susan Atkins, condenada pelo assassinato de sete pessoas em 1969, entre elas a atriz Sharon Tate. A atriz tinha 26 anos, era casada com o famoso diretor Roman Polanski e estava grávida quando foi assassinada. A condenada sofria de câncer cerebral e morreu durante a noite. Recentemente, a defesa de Atkins tentou pedido de liberdade devido ao estado de saúde da mulher, mas o pedido foi negado. Na época da condenação, a mulher admitiu ter esfaqueado a atriz até a morte. Ela fazia parte da seita de Charles Manson, que ficou conhecido no mundo inteiro pelo poder de persuasão para fazer seus devotos praticarem crimes contra a classe média alta e provocar uma guerra de classes. Durante seu julgamento, Atkins atestou que estava sobre efeito de alucinógenos e que não sabia dizer quantas vezes esfaqueou Sharon Tate e porque fez aquilo. Ela foi condenada à prisão perpétua. Charles Manson, hoje com 74 anos, permanece preso, assim como outros três membros de sua seita.
 



Susan Atkins 2002 Interview with Dianne Sawyer




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