terça-feira, 4 de outubro de 2011

Postagem Especial - 2 "Mente Criminosa" A Emoção da Caçada

O conteúdo desta postagem foi retirado e adaptado do 3º volume dos 3 volumes dos livros "Mente Criminosa" (estou tentando encontrar os 2 primeiros volumes) As ilustrações também foram retiradas do livro.




Westley Allan Dodd levava um diário onde descrevia como caçava suas vítimas. http://pasdemasque.blogspot.com/2011/10/westley-allan-dodd.html

A Emoção da Caçada

O dr. Kim Rossmo, um detetive em Vancouver, British Columbia, desenvolveu a técnica dos perfis geográficos da criminalidade violenta até um elevado ponto de satisfação. É uma abordagem estatística estruturada de modo científico e não se baseia diretamente na psicologia do agressor. Na epígrafe de seu livro sobre o assunto (Geographic Profiling, 2000), Rossmo cita o antigo agente do FBI, John Douglas. "Entreviste os sujeitos: o que eles vão dizer é que o que realmente os atraia eram a caça e procurar pelas vítimas mais vulneráveis."

Estley Allan Dodd, por exemplo, considerado culpado do assassinato de três crianças em Washington em 1989, escreveu em seu diário: "Agora estou pronto para o meu segundo dia de caça. Vou começar às 10:00 e almoçar por aí para não ter que voltar para casa". E ao mesmo tempo expressa sua preocupação por matar uma criança no parque, onde ele planejava caçar, pois perderia o seu "terreno de caça por dois ou três meses".

O perfil geográfico, escreve Rossmo, faz uma análise "dos padrões espaciais produzidos pelo comportamento de cala e locais-alvo dos criminosos violentos. O homicídio em série, por exemplo, inclui achar as vítimas, atacar, assassinar e se livrar do corpo. Os padrões e métodos de caça do agressor são analisados a partir de uma geografia da perspectiva do crime. Ao estabelecer esses padrões é possível indicar os locais dos crimes e o local mais provável de residência do agressor". Rossmo salienta que a técnica "não resolve crimes, isso é responsabilidade do investigador". É bom mencionar também que este conceito de perfis geográficos contraria o depoimento que Ann Rule deu antes de uma reunião do senado dos Estados Unidos em 1983, afirmado que os serial killers, pelo menos nos Estados Unidos, percorrem grandes distâncias à procura de vítimas.

Categorias de Serial Killers

Rossmo afirma que os serial killers podem ser divididos em quatro tipos de acordo com a maneira em que encontram suas vítimas:

Caçador: Realiza especificamente a busca de uma vítima baseado no seu local de residência.

Furtivo: Também faz uma busca da vítima, mas a partir do local de uma atividade diferente de seu local de residência ou viaja para outro lugar durante a caçada.

Oportunista: encontra a vítima enquanto realiza outras atividades.

Ardiloso: fica numa posição, exerce uma profissão ou cria uma situação que lhe permite encontrar as vítimas dentro de um local sob seu controle.


Rossmo também define três tipos de atacante:

Raptor: ataca a vítima quase que imediatamente ao encontrá-la.

Perseguidor: primeiro segue a vítima depois de encontrá-la, aproxima-se gradualmente à espera de uma oportunidade para atacar.

Predador: ataca a vítima depois que a atraí a um local específico, como uma residência ou local de trabalho, controlado pelo agressor. O corpo da vítima é escondido frequentemente no mesmo local.

O perfil geográfico se baseia na premissa de que a maioria das pessoas tem um "ponto de ancoragem". Para a maioria é a casa, mas também pode ser local de trabalho ou a casa de um amigo próximo. Alguns criminosos podem basear as suas atividades em um centro social como um bar ou um centro esportivo. Esse ponto de ancoragem está dentro do mapa mental da pessoa e é provável que fique próximo ao centro. Conforme os criminalistas têm apontado, "poucos criminosos parecem trilhar territórios ou situações novas e desconhecidas em busca de oportunidades".

A questão da identidade de Jack, o Estripador, continua atraindo a atenção de criminalistas, incluindo David Canter, que aplicou o conceito de ponto de ancoragem para o problema.
Aceitou a sugestão oferecida pelo historiador Paul Begg de que o principal suspeito era Aaron Kosminski, uma teoria com a qual o FBI concorda. Embora Begg não soubesse o endereço de Kosminski, sabia onde morava seu irmão Wolf, que cuidava dele após seu ingresso no asilo mental. Begg achava que era provável que Aaron morasse por perto - que o chefe-assistente da polícia tinha descrito como "o coração do distrito onde os assassinatos foram cometidos".
Argumentando que "para manter a máxima distância que equilibre familiaridade e risco, você teria que cometer seus crimes em uma região circular ao redor de sua casa", Canter elaborou um mapa da área de Whitechapel, pontilhada com os locais onde o Estripador cometeu seus assassinatos. A residência de Wolf Kosminski fica bem no meio. 


A região de East London em que Jack, o Estripador, realizava seus assassinatos e o local da casa de Wolf Kosminski. As luzes de rua marcam a posição dos cinco assassinatos definitivamente atribuídos ao Estripador: a casa de Kosminski ficava no meio deles.








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