terça-feira, 4 de outubro de 2011

Postagem Especial - 1 "Mente Criminosa" Criação de perfis Geográficos.



O conteúdo desta postagem foi retirado e adaptado do 3º volume dos 3 volumes dos livros "Mente Criminosa" (estou tentando encontrar os 2 primeiros volumes) As ilustrações também foram retiradas do livro.


Criação de perfis Geográficos.

Mapear os pontos onde ocorrem os crimes violentos tem um valor inestimável para achar o esconderijo do agressor. Um estudo das atividades do "Estripador de Rostov", Andrei Chikatilo ( vide foto abaixo e post: http://pasdemasque.blogspot.com/2008/11/andrei-romanovich-chikatilo-nascido-na.html ), diminuiu a procura para a área da rede ferroviária local. Quando foi detido confessou 55 assassinatos.

Andrei Chikatilo

A maioria dos pesquisadores concorda que o criminoso experiente revela uma maquilagem psicológica diferente daquilo que consideramos "normal" e que pode fornecer pistas importantes para sia eventual identificação.

Além de um modus operandi (MO)  característico, do mesmo jeito que um predador, também tem o seu "pedaço", a região onde age. À primeira vista pode parecer muito grande, mas os investigadores normalmente podem detectar um padrão dentro dessa região.


A aplicação do mapeamento para a análise da criminalidade violenta em série ganhou destaque nos últimos 20 anos. A intuição do agressor com base exclusivamente em anos de experiência prática, no entanto, teve um papel importante no trabalho do investigador durante muito tempo. 


"O esconderijo do Estripador de Yorkshire era um local bagunçado, cheio de garrafas vazias - mas ficava numa localização central para todos os principais assassinatos".

Mo livro "Investigação Científica do Crime de 1987", Stuart Kind, ex-diretor do estabelecimento Central de     Investigação em Wetherby, Yorkshire, descreve uma reunião de alto nível que ocorreu no dia 1º de dezembro de 1980 para fazer uma consultoria no inquérito do Estripador de Yorkshire.
Entre os assassinatos estudados havia o de uma garota de 20 abis de idade, estudante da Universidade Bradford, morta em 1º de setembro de 1979. O comandante Harvey Ronald, da Scotland Yard, estudou as provas e disse: "O nosso amigo vive em Bradford e fez isso voltando para casa".
Kind explica, em um exemplo ilustrativo, como esta revelação intuitiva foi analisada depois. 

Ligando os Fios:

"Considere um mapa em que colocamos as posições dos 17 assassinatos do Estripador de Yorkshire. Se marcarmos cada uma destas posições com um alfinete e amarrarmos um pedaço de fio nele poderemos considerar a pergunta: "Qual a única localização no mapa onde poderia ser colocado um décimo oitavo alfinete, de forma que se esticarmos os 17 fios e amarrarmos cada um deles no alfinete número 18,usássemos a menor quantidade total de fio?"

A localização real do que Kind chama de "centro de gravidade" não foi realizada com alfinetes e fios, mas sim por um computador, primeiro para os 17 locais e depois para um número menor de crimes que podiam também ser responsabilidade do Estripador de Yorkshire. Em todos os casos, o computador identificou um local próximo à cidade de Bradford, " possivelmente na região de Manningham ou Shipley". Kind salienta que essa analise não levou em consideração as distâncias das estradas, apenas "em linha reta". No entanto,quando Peter Sutcliffe foi culpado pelos assassinatos um mês depois, e 2 de janeiro de 1981, descobriu-se que era de Bradford e morava em um bairro entre Manningham e Shipley.

Os programas de computadores desenvolvidos utilizam um sftware conhecido comoGIS ( Geographic Information System - Sistema de Informação Geográfica), que pode correlacionar fatores tanto de espaço como de tempo. A Associação Internacional de Analistas do Crime, calculou que a demanda por especialistas em GIS aumentou dez vezes nos últimos 15 anos.

Como disse Dra. Nancy La Vigne, diretora do Centro de Pesquisas e Mapeamento do Crime do Instituto Nacional de Justiça dos Estados Unidos," "é da natureza humana responder a este tipo de representação gráfica. O que você recebe é uma compreensão muito mais sofisticada do que está acontecendo nas ruas".

Um aspecto valioso do mapeamento com GIS é a capacidade de identificar os "pontos de movimento" do crime rapidamente. Várias forças policiais desenvolveram cada uma sua própria maneira de fazer isso. Um sistema desenvolvido em Illinois era conhecido como Cest (Analise Espacial e Temporal da Criminalidade); o Departamento de Polícia de Nova Iorque fez uso do seu bem-sucedido processo "CompStat" e dois condados de Nova Iorque operam com o "GeoMIND" ( Rede de Desambiguação e Informação Relacionada Geograficamente para Múltiplas Agências) para ajudar na tomada de decisões da política. 
Cerca de dez anos atrás, alguns policiais sugeriram que os investigadores poderiam avaliar a resolubilidade dos casos de assassinato em série utilizando o GIS para analisar casos anteriores resolvidos, por exemplo, a análise retrospectiva deu a confirmação da abordagem inicial a polícia. 

Conforme a analise de distribuição geográfica dos assassinatos seriais se desenvolveu, os pesquisadores tentaram fazer uma série de generalizações com base na informação disponível nos casos resolvidos. Por exemplo, em 1990, um investigador universitário estimou que se o corpo abandonado em um lugar diferente do local do assassinato, o assassino geralmente vive na região onde ocorreu o ataque inicial. Por outro lado, se o corpo é abandonado na cena do crime, é possível que o assassino não seja vizinho do local.

Um crime perto de uma grande rodovia pode também sugerir que o assassino não está muito familiarizado com a região;porém, se o crime ocorre a dois quilômetros ou mais de distância de uma estrada principal, o assassino pode morar pelas redondezas.


"Angelo Bueno (foto) e seu primo Kenneth Bianchi estavam envolvidos nos homicídios de prostitutas do "Estragulador de Hillside", em Los Angeles. Tirando um deles, todos os crimes ocorreram em um círculo p´roximo da casa dos dois homens."


"Kenneth Bianch, (foto) um dos - Estranguladores de Hillside -, no tribunal durante o julgamento. Foi preso depois que ele se mudou para Bellingham, Washington, onde estuprou e estrangulou duas estudantes universitárias."

Um corpo escondido pode significar que o autor tem a intenção de usar esse local novamente com outra vítima, mais uma indicação de que ele mora por perto. No entanto, um corpo abandonado à vista de todos sugere que o assassino não se importa com ser ou não descoberto, sugerindo que ele não é da área. Porém, generalizações como essa podem enganar os investigadores e há inúmeras exceções. Os assassinos "desorganizados", por exemplo, costumam morar perto de onde cometem seus crimes e em geral deixam o corpo da vítima na cena do crime. Os assassinos "organizados" podem andar durante horas e abandonar os corpos de suas vítimas em pontos isolados onde ficam muitas vezes durante meses sem sequer ser descobertos. 

Voltando ao Estripador de Rostov ( Andrei Chicatilo )


"O Estripador de Rostov, Andrei Chikatilo, e o mapa da ferrovia que levou à sua captura. Ele havia sido interrogado várias vezes como suspeito, mas sempre foi solto devido aos protestos dos funcionários do Partido Comunista".

O Estripador de Rostov:

Dese novembro de 1978. e durante 12 anos, dezenas de cadáveres, garotas e crianças de ambos os sexos, foram descobertos em florestas perto dos terminais de ônibus e de trem na região da Rússia de Rostov-on-Don. As vítimas foram estupradas e assassinadas brutalmente e depois esfaqueadas repetidamente especialmente em volta do rosto. Algumas tiveram seus lábios arrancados e outras foram evisceradas.
Só em agosto de 1984 oito vítimas foram descobertas. Um homem chamado Andrei Chikatilo foi interrogado várias vezes como suspeito, mas os membros locais do Partido Comunista protestaram porque ele era conhecido como um camarada fiel e ativo do partido.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que o agressor usava os trens locais para selecionar suas vítimas e, em seguida, as levava para a floresta vizinha. A rede ferroviária local fornecia um mapa da área de atividade do assassino, mas , ao contrário da maioria dos mapas de crimes semelhantes, era longo e estreito, sem um centro óbvio. Os pesquisadores decidiram então atrair o agressor para uma armadilha na chamada "Operação Faixa da Floresta".

Mais de 300 policiais fardados foram colocados em serviço em forma muito evidente em todas as estações ao longo da linha, com exceção de três, que estavam trabalhando à paisana. Em novembro de 1990, Chikatilo foi visto em uma das estações com sangue no rosto e nas mãos. Outro cadáver foi encontrado perto dali e ele foi preso. Confessou 55 mortes e deu à polícia detalhes das mutilações que tinha realizado. Em outubro de 1992, Chikatilo foi condenado à morte por 53 casos de homicídio. O presidente Boris Yeltsin rejeitou um pedido de indulto e Chikatilo foi executado por arma de fogo em 15 de fevereiro de 1994.

Logo postarei a parte 2 






1 comentário:

Anónimo disse...

quem entende do assunto ja percebeu q ele era um tipo d bruxo que mexia c rituais d magia negra, os crimes são identicos c os rituais .
agora..,coitado das vitimas desse safado pervertido.