quarta-feira, 27 de março de 2013

Pauline Parker & Juliet Hulme

Há muito tempo queria postar este caso, mas é que ele me é tão chocante. Para cabeças fracas pode ser um motivo para falar mal de homossexuais. (Claro que se eu for pensar nisso, é mais fácil deletar o blog, ignorantes e homofóbicos sempre vão existir, assim como existem racistas até hoje). Mas que fique claro que assim como há gays e lésbicas maus, também há muitos e muitos heterossexuais tão maus quanto. Não liguem o gênero ao caso. Toda forma de amor é aceitável para mim. Neste caso (assim como em muitos casos diversos e de orientação sexual tanto homo quanto hétero) o amor virou algo doentio.

PS: Já to até imaginando os tipos de comentários que vão aparecer nesta postagem. rs

Quem já viu o filme sabe o quão pesado é o caso, ao menos pra mim foi bem chocante a cena do assassinato. Ainda é difícil rever.


(Pauline e Juliet)

     "Mamãe está ferida, coberta de sangue."



O caso do assassinato Parker Hulme, começou na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia em 22 de junho de 1954, quando Honora Rieper (também conhecida como Honorah Rieper e Honorah  Parker, seu nome legal) foi morta por sua filha adolescente, Pauline Parker, e de sua “amiga” Juliet Hulme.

O assassinato é a base do livro de não-ficção "So Brilliantly Clever" (tão brilhantemente inteligente), escrito por Peter Graham, advogado nascido na Nova Zelândia. A história também  inspirou o filme “Almas Gêmeas  (Heavenly Creatures) de Peter Jackson 1994, que inspirou peças de teatro, romances, roteiros e destaque em vários livros sobre o crime.

Antes do início do julgamento, foi descoberto que Honora Rieper nunca tinha se casado legalmente com Herbert Rieper, que ainda estava legalmente casado com outra. Parker veio de um fundo da classe trabalhadora, enquanto Juliet Hulme era filha de Brit Hulme Henry, um físico que foi o reitor da Universidade de Canterbury, em Christchurch.

Pauline Yvonne Parker nasceu ilegítima em 26 de maio de 1938 em Christchurch, Nova Zelândia, e viveu entediada na Gloucester Street, 31, até conhecer Juliet Marion Hulme. Recém chegada da Inglaterra, Hulme nascera em Blackheath, Londres, em 28 de outubro de 1938. Seu pai era o físico Dr. Henry Hulmes. As duas moças tornaram amigas próximas, mas essa amizade transbordou para a paixão física, e elas consumaram a união e “representaram como os santos fariam amor”. Elas “anotavam em livros de exercícios efusões que chamavam de romances, passando muito tempo na cama juntas”. Os pais das jovens tentaram romper o relacionamento, que não consideravam saudável.


                                                                  (Juliet Hulme)

Quando crianças, Parker sofria de osteomielite e Hulme tinha sofrido de tuberculose, a última foi enviada por seus pais para as Bahamas para se recuperar. As meninas inicialmente ligadas por suas respectivas doenças, mas, como a sua amizade desenvolvida, elas formaram uma vida de fantasia elaborada em conjunto. Elas frequentemente fugiam e passavam a noite representando as histórias envolvendo os personagens fictícios que haviam criado. Seus pais acharam isso perturbador e ficaram preocupados que seu relacionamento pudesse ser sexual. A homossexualidade na época era considerada uma doença mental (grave), por isso os dois conjuntos de pais tentaram impedir as meninas de ver uma a outra.

Em 1954, os pais de Juliet se separaram, seu pai renunciou ao cargo de reitor de Canterbury College e planejava voltar para a Inglaterra. Decidiu-se então que Juliet seria enviado para viver com parentes na África do Sul, ostensivamente para sua saúde, mas também para que as meninas permanecessem separadas. Pauline disse à mãe que ela queria acompanhar Juliet, mas a mãe de Pauline deixou claro que não seria permitido. As meninas então formaram um plano para assassinar a mãe de Pauline e sair do país para os Estados Unidos, onde elas acreditavam que eles iriam publicar seus textos e trabalhos no cinema.


                                                                     (Pauline Parker)

As duas jovens decidiram matar Honora Parker, de 45 anos. Em 22 de junho de 1954, elas colocaram meio tijolo dentro de uma meia calça (sei que o texto ta meio repetitivo, mas é para deixar bem claro) Hulme derrubou uma pedra ornamental, de forma que a Sra Parker abaixasse para pegá-la, e então elas  a golpearam várias vezes na cabeça com o pedaço de tijolo. Quando a polícia encontrou o corpo, foram encontrados 45 ferimentos na cabeça da vítima. As jovens foram presas.
Pauline Parker mantinha um diário e nele havia referências sobre “atormentar” sua mãe. Parker e Hulme foram a julgamento em 23 de agosto de 1954 por assassinato e foram condenadas em 29 de agosto. Ambas foram soltas em 1958. Dizem que houve a condição de que elas nunca mais se encontrassem ou fizessem contato uma com a outra, mas Sam Barnett, o então secretário da Justiça, disse aos jornalistas que não havia condição.


As duas se mudaram para a Grã-Bretanha. Parker tornou-se católica devotada, mudou seu nome para Hilary Nathan e viveu no pequeno vilarejo de Hoo, perto de Strood, Kent, onde administrava uma escola de equitação para crianças. Ela expressou forte remorso por ter matado sua mãe, mas por muitos anos se recusou a dar entrevistas sobre o assassinato.



Hulme se mudou para os Estados Unidos, onde se tornou mórmon antes de instalar-se em Portmahomack, Escócia, com sua mãe.
Ela mudou o nome para Anne Perry e escreve com grande sucesso Thrillers de crimes. Seu primeiro livro, The Cater Street hangman, foi publicado em 1979.


Eis o que o site Wikipédia fala sobre ela:
Anne Perry, pseudónimo de Juliet Hulme (Blackheath, Londres, 12 de Outubro de 1938), é uma escritora inglesa do gênero policial, sendo considerada uma das mais conceituadas em nossos dias. Suas histórias retratam uma Inglaterra vitoriana bastante hermética, seguindo regras sociais de conduta muito rígidas.Geralmente, seus livros são divididos em séries. A primeira delas traz como detetives Thomas Pitt, proveniente de uma classe menos abastada da sociedade, e Charlotte, uma jovem que, ao contrário de Pitt, pertence a uma classe social mais influente. A segunda série apresenta o detetive William Monk, o qual sofre de amnésia. Para criar seu mundo ficcional, a autora inspira-se em personalidades da época e as tramas narradas trazem resquícios de crimes realmente ocorridos nos períodos em questão.
Atualmente, depois de alguns anos morando no exterior, vive em Portahomack, na Escócia.


Vida
Anne também é conhecida pelo filme Almas Gêmeas, que conta sua história e de sua amiga e grande amor, Pauline Parker, e de como ela ajudou no assassinato da mãe de Pauline.


Obras:
·         Uma Morte Súbita e Terrível
·         O Rosto de um Estranho
·         Um Luto Perigoso
·         O Estrangulador de Cater Street
·         O Mistério de Callander Square
·         Defesa e Traição
·         O Crime de Paragon Walk




Deixo aqui o Trailer do filme e um video que mostra a cena chocante do assassinato.



                     

10 comentários:

Anónimo disse...

Terrível que alguém tenha coragem de matar a própria mãe.
Sendo ou não homossexual o caso é de caráter e não sexualidade, o post é ótimo!

Anónimo disse...

ficaram presas pouquíssimo tempo...

Bruna Estefane disse...

O fato de serem homossexuais acho que não a nada de errado, mais o que elas fizeram merecia a morte, minha opinião, são dois monstros...

Aline Rodrigues disse...

Porque ficaram presas por apenas 4 anos? Alguém sabe?

Macabéa disse...

Acredito que pelo fato de serem menores de idade e terem tido um bom comportamento enquanto encarceradas.

K. disse...

o problema é que são duas assassinas vivendo em liberdade, e uma delas é até aclamada escritora, como se estivesse tudo bem!

Anónimo disse...

DEVE SER MUITO BEM ANALISADO POR TODOS OS INTERESSADOS,QUE O MAIS IMPORTANTE NISSO TUDO,É O MUNDO DE FANTASIAS EM QUE ELAS VIVIAM. ORÁ,ESTE MUNDO GERADO POR ELAS É APENAS UMA COISA,OU MELHOR,SÓ PODE SER UMA COISA: FORMAS PENSAMENTO! ELES CRIARAM FORMAS PENSAMENTO TÃO PODEROSAS,QUE MESMO HOJE,MAIS DE SESSENTA ANOS DEPOIS DO CRIME,ESTAS FORMAS PENSAMENTO AINDA ESTÃO ATIVAS NO MUNDO! O MAIOR PERIGO DE JULIET E PAULINE,É JUSTAMENTE,QUE AQUILO.QUE ELAS IMAGINAM,ASSUME VIDA E SE ESPALHA PELO PLANETA! ELAS DOTADAS DE UMA TELEPATIA MONSTRUOSAS. MUITO PROVAVELMENTE ELAS SÃO INDIGOS.DOS GERADOS NA DECADA DE 30!

Anónimo disse...

so 4 anos, e eu achava que o Brasil era o pais da impunidade, e esse monstro ainda escreve um livro dizendo de como ajudou a matar a mãe da amiga, e ainda faz sucesso.Que mundo doido meu.

Alessandra Sousa disse...

Elas ficaram pouco tempo encarceradas por serem menores de idade na época, no final do filme isso é contado. Algum Filósofo já disse certa vez que qualquer coisa vivida intensamente, vira um vício, que pode ocasionar tragédias. Além disso, parece que em dado momento elas começaram a viver uma realidade paralela. Juntando-se isso à idade... Fato é que ambas se arrependeram, e se isso for verdade, nada é pior que a dor da culpa, ainda mais para Pauline.

Anónimo disse...

na boa o que que e indigo????????