quarta-feira, 4 de março de 2009

CARL PANZRAM



Filho de imigrantes, com 6 irmãos, Carl entrou cedo na vida criminal: aos 8 anos. Um ano antes, seu pai abandonou a mãe. Aos 11 anos, foi enviado para um reformatório, onde passou dois anos, na companhia de cerca de outros 300 jovens. Lá, apanhou e foi sodomizado várias vezes, inclusive por líderes religiosos. “Then I began to think that I would have my revenge just as soon and as often as I could injure someone else.” Em 1905, ao sair, deixou um dispositivo armado para incendiar a instituição. “Fui ensinado pelos Cristãos a ser um hipócrita, e aprendi mais sobre roubar, mentir, odiar, queimar e matar. (...) E que um reto pode servir para outros propósitos.”

Na adolescência, tinha comportamento piromaníaco e fantasiava promover homicídios em massa. Passou, aos poucos, a não gostar da mãe.
Na escola, um professor o agredia. Um dia, aos 14, Carl levou uma arma e queria mata-lo, mas, numa briga com ele, acabou perdendo a arma. Poucos dias depois, ele pegou um trem e caiu no mundo. Roubava, mendigava, dormia em qualquer lugar. Em um episódio, foi violentado por quatro homens. Após outro crime, foi novamente para um reformatório. Tinha fala de criminoso nato e um policial implicava com ele. Carl resolveu mata-lo. O fez com um pedaço de madeira, atingindo sua cabeça, pelas costas. Passou a ser ainda mais observado e resolveu fugir. Com um colega, fugiram, adquiriram armas e “roubavam tudo o que podiam”, inclusive igrejas, as quais queimavam depois, um de seus crimes favoritos. “Eu amo tanto Jesus que quero crucificá-lo novamente.” Logo se separaram e Panzram começou a usar outros nomes.
Em 1907, mentiu sua idade e entrou no Exército. Logo no primeiro dia, recebeu punição, e assim foi várias vezes. Roubando lá dentro, foi condenado a três anos de serviços forçados em uma penitenciaria federal. Tinha 16 anos. As regras eram rígidas e Carl vivia sendo punido. Um dia, queimou uma parte da prisão, mas não foi descoberto. Por outras razões, tinha que carregar uma bola de ferro presa ao pé, mesmo quando trabalhava 10 horas por dia, 7 dias por semana, quebrando pedras. Saiu em 1910. Foi preso mais algumas vezes, em alguns outros locais, mas fugia. E mantinha o seu comportamento incendiário.
Sobre suas vítimas, disse que não era seletivo, importava apenas que fossem seres humanos. Estuprou mesmo um policial que tentou extorqui-lo. Não desenvolveu um interesse maior por mulheres. Nas prisões, por ter um porte avantajado e por suas características psíquicas, sodomizava colegas.
1915
Em uma destas prisões, preencheu na sua ficha de admissão a profissão: “ladrão”. Apesar de punições cada vez maiores, seu comportamento não mudava.
Uma ocasião, roubou a casa de William H. Taft, ex-presidente dos EUA. Arrecadou muito com o que vendeu, e comprou um iate. Mas passou a usar o 45 que roubou. E, como não poderia deixar de ser, invadiu e roubou alguns outros.

Teve também a ideia de atrair marinheiros, oferecendo trabalho. Então, os violentava, matava e jogava no mar. A embarcação bateu e naufragou, um dia. Dois marinheiros ajudaram a resgata-lo.
Em 1921, foi parar em Angola. Em 1922, com 31 anos, estuprou e matou violentamente um garoto de 12 anos – esmagou sua cabeça com uma pedra. “I`m not sorry. My conscious doesn`t bother me. I sleep sound and have sweet dreams.” Ele dizia odiar a humanidade. Em uma ocasião matou seis de uma só vez, sem motivo, e jogou os corpos aos crocodilos. Teve que fugir porque muitas pessoas tinham visto ele com os negros. Foi para Portugal mas lá já era procurado. Rumou para os EUA. Continuou a roubar, matar, fugir etc. Roubou outra embarcação. De um comissário da polícia. Repintou e mudou o nome. Usando a arma que achou neste barco, matou mais uma pessoa – além de ter sodomizado outra, que o denunciou. Foi preso pouco depois. Arranjou um advogado dizendo que no seu barco havia muito dinheiro e que lhe daria após sair. foi posto em liberdade e fugiu. O advogado foi tentar registrar o barco, e descobriu que era roubado.
Carl continuou sua vida, e numa dessas prisões, disse muito do seu passado, mas foi desacreditado. Porém, investigou-se e descobriu que era verdade. E, por sinal, quis receber uma recompensa oferecida em outra localidade por sua captura...
1923
Foi para outra prisão, muito rígida. Em uma fuga alguns meses depois, quebrou as pernas e foi pego. Meses depois foi submetido a uma cirurgia, onde acabaram por retirar-lhe um testículo. Além disso, ficou na solitária por meses. Passava o tempo pensando como matar o maior número de pessoas. Inteirados 5 anos nesta prisão, em 1928 voltou às ruas.
Nas primeiras duas semanas, já tinha matado um.
Foi preso, mais uma vez. Tinha o peito tatuado: “Liberdade e Justiça”. Pela primeira vez, deu seu nome verdadeiro. Foi lá que teve contato com Henry Lesser, um guarda que se interessou por suas histórias. Lesser perguntou o seu crime, e ele respondeu: “O que eu faço é reformar as pessoas.” Ele então começou a falar de seus crimes. E logo aceitou escrevê-la para Lesser. “Why am I what I am? I`ll tell you why. I did not make myself what I am. Others had the making of me.” (v. Camus)
Nestes escritos, também dizia que o sistema penal só fazia piorar as coisas.
“A minha vida inteira eu tenho quebrado cada lei que já foi feita pelos homens ou por Deus. E se tivessem feito mais, eu as quebraria também.”
Os processos pelos crimes anteriores começaram a andar com suas confissões. Sem nenhum remorso, diga-se de passagem. Aliás, dizia que se fosse solto mataria mais 22.
Em um julgamento, ameaçou uma vítima: “Você me conhece?” E fez gestos de atacar um pescoço: “Ë isto que acontecerá com você.” Foi condenado a vários anos de prisão, e deveria voltar à prisão federal. Lá, avisou ao chegar: “Eu vou matar o primeiro homem que me incomodar.” Um guarda denunciou uma infração sua, e foi para a solitária. Ao sair, matou o guarda, na lavanderia da prisão. Outros presos tentaram fugir dali, mas Panzram ainda quebrou o braço de um e aterrorizou os outros. Voltou para a solitária, e aguardava outro julgamento. Continuou a se corresponder com Lesser. E disse que estava surpreso, porque agora ninguém encostava nele. “Cheguei à conclusão que se desde o começo tivesse sido tratado como agora, então tantas pessoas não teriam sido roubadas, estupradas e mortas.”
Em 1930, foi a julgamento pelo caso do guarda. Estava desafiador e pouco cooperativo.
- Você tem um advogado?
- Não, e eu não quero um.
Foi condenado a morrer, em Setembro do mesmo ano. Panzram ouviu quase sorrindo.
“Eu certamente quero agradece-lo, juiz, apenas me deixe colocar as mãos em volta do seu pescoço por 60 segundos e você nunca mais sentará como juiz em um tribunal.”
Foi levado rindo.
Durante o julgamento, Panzram foi avaliado por um psicólogo. “Eu quero ser enforcado e não quero nenhuma interferência sua ou de tipos como você. Eu sei tudo sobre o mundo e sobre a natureza diabólica do homem, e não quero bancar o hipócrita. Estou orgulhoso de ter matado alguns e arrependo-me de não ter matado mais.” Dr. Menninger tentou falar sobre sua vida anterior, mas ele foi ficando furioso. “Estou dizendo que sou responsável e culpado e quanto mais rápido me enforcarem melhor será e mais contente ficarei. Então não tente interferir nisso!” Menninger também culpou o reformatório e as prisões por tudo o que aconteceu.
Uma associação contra a pena de morte tentou reverter o quadro, ma isso enfureceu Panzarm. “Eu não quero reformar a mim mesmo! Meu único desejo é reformar as pessoas que tentaram me reformar e eu acho que o único meio de reformar as pessoas é matando-as.”
Escreveu uma carta ao presidente dizendo que não queria outro julgamento, e que estava plenamente satisfeito com aquele e com a pena. “Eu me recuso absolutamente a aceitar um perdão ou uma mudança na pena.”
Na noite anterior à execução, passou acordado, andando pela cela e cantando uma curta canção pornográfica que ele mesmo compôs.
Menninger escreveu: “Eu nunca vi um indivíduo cujos impulsos destrutivos eram tão completamente aceitos pelo seu ego consciente como Panzram.”

I was so full of hate that there was no room in me for such feelings as love, pity, kindness or honor or decency
Vivendo em vários locais diferentes, matou nos EUA, na Escócia, na América do Sul, na África.
Passou por várias prisões, onde era comum sofrer tortura, agressões físicas. Ele atribuía a esses eventos boa parte de seu comportamento. E muitos têm aceito esta explicação como suficiente. Carl afirma que seus pais e irmãos eram trabalhadores, esforçados – mas batiam muito nele. “Eu tenho sido um animal desde que nasci. Eu era um ladrão e um mentiroso.”
“Anda logo, bastardo, eu poderia matar dez homens enquanto you`re fooling around.” Mas ele não era um narcisista típico. Embora tenha escrito uma autobiografia.
Tirado de : http://oserialkiller.blogspot.com/2008/07/serial-killer-carl-panzram-historia.html




PANZRAM TEASER TRAILER

3 comentários:

Anónimo disse...

Demais

Anónimo disse...

Ele se parece com o meu dentista! :o

Gisah Nicolla disse...

cada historia que agente nao acredita que existem mentes tao possuidas assim