NÃO SE ILUDA COM UM SORRISO, A MALDADE ESTÁ NA MENTE...


Caso Kuřim - O caso real em que o filme "A Órfã" foi baseado.


E quando eu penso que já vi os piores casos, eis que tomo conhecimento deste aqui. Não há palavras para descrever tanta maldade. Curioso o sobrenome das "irmãs" Maureová, começar com "MAU". 


Barbora Skrlová

Klara Maureová nasceu em Kurim, Tchecoslováquia, em 1975. 

Tinha distúrbios desde muito jovem, chegou a ser comparada com Joana D`Ark por seu misticismo, dizia ser destinada a servir em uma missão designada por Deus. Sua irmã mais nova, Katerina, era tão perturbada quanto ela. As duas fantasiavam com coisas grandiosas que fariam no futuro. Com o passar dos anos, Klara chegou a estudar em uma universidade, mas nunca conseguiu libertar-se de suas fixações pseudoreligiosas. Não passou muito tempo até que conseguiu ser independente, indo viver junto com um homem com o qual viveu, segundo suas próprias declarações, uma corrida vida sexual. Engravidou e teve dois filhos: Ondrej e Jakub.

Klara Maureová
Klara e os filhos

Devido ao caráter violento e doentio de Klara, o casamento não durou muito tempo. Após a separação, ela ficou sozinha com os filhos. Apesar de suas excentricidades, era uma boa mãe; passava bastante tempo com seus filhos, os amava e zelava por eles. Entretanto, a solidão estava tomando conta dela. Klara procurou sua irmã Katerina, que foi morar com ela e os sobrinhos.

Katerina Maureová
Klara e Katerina conheceram Barbora Skrlová, de 33 anos, que estudava na mesma universidade que Katerina. Esta mulher tinha uma rara doença glandular: sua aparência era de uma menina de doze anos e constantemente ela se aproveitava disso para se passar por menor de idade, assim escapava de sanções e de ações legais. Barbora até havia sido adotada por um casal, que a confundiu com uma menina. (Daí a ideia para o filme “A órfã”) Com caráter violento e personalidade duvidosa, Barbora passou muito tempo de sua vida fazendo tratamento psiquiátrico, esteve também internada, mas conseguiu fugir com facilidade.

Barbora
A presença de Barbora Skrlová nas vidas de Klara e Katerina, mudou tudo. As personalidades delas (que já não eram comuns) foram completamente afloradas pela nova amiga. Segundo declarações do psiquiatra Zdenek Basný, que a atendeu, as mudanças de identidade da mulher com aspecto de criança se deviam a um distúrbio mental: “Toda a história de Barbora Skrlova está rodeada por um enigma em que ela participa de maneira estranha. Não existe uma explicação clara, mas minha hipótese é que se trata de uma distorção psíquica grave com perturbação de identidade.”  

Klara

Barbora

Por influência de Barbora, as irmãs se entregaram a um culto chamado “Movimento Graal”, que afirmava ter centenas de seguidores na Inglaterra, assim como dezenas de milhares de pessoas ao redor do mundo. Este movimento se baseava nas escrituras criadas entre 1923 e 1938 pelo alemão Oskar Ernst Bernhardt, recolhidos na mensagem do santo graal, nos quais era afirmado que o homem pode chegar ao paraíso fazendo coisas boas na terra.
Barbora
Mas um dos preceitos do grupo era que seus integrantes estavam livres de tabus sociais, como o incesto, a antropofagia e o homicídio. Todos recebiam ordens de um líder desconhecido a quem se chamava de “O Doutor”. Ele se comunicava com seus seguidores apenas através de mensagens de texto enviados a seus celulares. “O Doutor” apoiava a escravidão, o maltrato infantil e a promiscuidade sexual, em razão de um suposto sentido libertário.

Barbora

Graças à influência de Barbora, Klara raspou o cabelo e as sobrancelhas. Se vestia com farrapos e parou de tomar banho. Sua irmã Katerina apoiava todas as atitudes de Klara e Barbora. Além disso, Barbora se comportava de maneira dupla: em parte era uma mulher adulta e por outra parte era uma menina. Tinha ciúme da atenção que Klara dava aos seus filhos. Pouco a pouco,ela começou uma leve campanha contra eles. Os acusava de cometer travessuras, quebrar objetos e comportar-se mal.

Klara, Barbora e os meninos
Klara passou a castigá-los. Entretanto, a frequência de acusações aumentou tanto, que Klara, desesperada pelo suposto mau comportamento dos filhos, pediu conselhos à autora de tudo. Barbora, feliz ao tornar-se dona da situação, lhe sugeriu que construísse uma jaula de ferro para prender as crianças.

ATENÇÃO! A PARTIR DAQUI O TEXTO COMEÇA A FICAR MUITO PESADO, CONTO DETALHES DAS TORTURAS QUE ELAS FAZIAM COM OS PEQUENOS MENINOS. É BEM FORTE! SE VOCÊ SE IMPRESSIONA, NÃO LEIA!!!!

A jaula foi encomendada a um ferreiro da localidade (que não desconfiou de nada). A colocaram no sótão da casa. O que parecia muito natural para Klara e Katerine; e era através das barras que os meninos poderiam receber alimentos e ficariam sem possibilidade de se comportarem mal. Era o ano de 2007. Os meninos foram despidos e presos na jaula. Não sabiam, mas permaneceriam ali por mais de um ano!

Barbora deu novas instruções, que as irmãs seguiram ao pé da letra. Começaram a torturar as crianças. Queimavam-lhes com cigarros nos braços e pernas. Amarravam-lhes e amordaçavam quando recebiam visitas. Espancavam-lhes e davam choques elétricos através das barras de ferro da jaula. Açoitavam-lhes com chicotes e os afogavam. Mantinham-lhes nus o tempo inteiro e jogavam água fria neles para lavá-los uma vez por semana. As crianças tinham que dormir no chão, sem cobertas, junto com sua urina e excrementos. Às vezes lhes davam o que comer. Se choravam, eram golpeados através das barras.

Um dia, Barbora teve uma ideia. Começaram a alimentar os meninos abundantemente. Eles aumentaram de peso e então, Klara pegou uma faca afiada, foi à jaula e pediu para Ondrej lhe estender a perna. Após isso, Katerina e Barbora seguraram o membro do menino enquanto Klara, com a faca, arrancava pedaços de carne do filho. O menino gritava de dor e terror, seu irmão fazia o mesmo. Após cortar vários pedaços, as três comeram na frente deles, não se importando com os gritos dos pequenos meninos.

Seu outro filho, Jakub, permaneceu com medo por um mês. Sabia que cedo ou tarde, aconteceria o mesmo com ele. Assim foi. A sessão seguinte de canibalismo ocorreu com ele. Sua mãe cortou pedaços de seus braços. A partir deste momento, cada mês o sangrento ritual acontecia: as três subiam, Klara arrancava pedaços de carne de um dos meninos e as três "devoravam" ali mesmo.

Barbora teve uma ideia para controlar mais as crianças, essa ideia seria sua condenação. Katerina comprou em uma loja de aparelhos eletrônicos, uma câmera de vigilância sem fio, daquelas utilizadas para supervisionar bebês. Instalou no sótão. Através dela, podiam observar o que os meninos faziam e também assistir quando alguma delas torturava-os.

Ondrej
Jakub
O quarto das torturas

Mas algo inesperado aconteceu. Um homem, sua esposa e filho se mudaram para a casa ao lado e o homem instalou uma câmera igual para monitorar o quarto de seu bebê. Sua surpresa foi extrema (posso imaginar o quanto!) quando, em vez de ver o quarto de seu filho, o que viu foi o ritual das três mulheres, torturando as crianças. Passaram dias até que se deu conta de que o sinal que estava interceptando vinha da casa de suas vizinhas.




O homem gravou um vídeo com as imagens e fez a denúncia para a polícia. Em 10 de maio de 2007 os agentes arrombaram a casa. Klara e Katerina se colocaram ante a porta que conduzia ao sótão, tentando impedir que os agentes entrassem. Os policiais as removeram e levaram a uma viatura. Quebraram os cadeados e entraram. O que encontraram ali lhes causou horror.

O fedor de sangue, urina e fezes era insuportável. O chão estava pegajoso e as paredes estavam cobertas de sangue. Um dos meninos estava desmaiado; o outro estava em estado de choque. Ambos apresentavam feridas horríveis, com os corpos apodrecidos e vários locais em carne viva.

Klara
Prisão
As irmãs Maureová
Parada em frente à jaula estava uma menina segurando um ursinho de pelúcia. Ao ver os agentes, correu para seus braços. Disse-lhes que se chamava Anika, tinha 12 anos e que era filha adotiva de Klara. Os agentes a levaram dali rapidamente. Uma vez na rua, a suposta menina aproveitou que os policiais tentavam desesperadamente abrir a jaula de ferro, para fugir: se tratava de Barbora.

O caso foi um escândalo. As crianças foram hospitalizadas e um deles não resistiu. O outro pode declarar em juízo contra sua mãe e sua tia, narrando os horrores vividos naquele sótão durante um ano. As duas mulheres responsabilizaram Barbora, mas quando a polícia emitiu ordem de prisão à mulher, não a localizaram.

O pai dos meninos

Não querendo julgar, mas já julgando. Onde é que ele esteve esse tempo todo? Nem sequer quis visitar as crianças! Relacionamentos amorosos acabam, mas paternidade é para sempre. Se ele fosse presente, mesmo divorciado da mulher, isso não teria acontecido. É só minha opinião, que sei que muitos dos leitores não gostam quando posto, reclamam nos comentários, mas me desculpem, o blog é meu e dou minha opinião de vez em quando sim. Fiquem a vontade para dar a opinião de vocês nos comentários. 

Continuando: Barbora havia fugido para a Noruega, onde assumiu outra identidade falsa: dizia ser um menino, chamar-se Adam e ter 13 anos. Um casal norueguês a adotou. Ela passou a frequentar a escola primaria.  Nas fotos que vocês viram dela careca, era ela se passando por menino.

Passou-se quase um ano até que a polícia conseguisse encontrá-la. Foi presa na Noruega, ante o olhar surpreso de seus pais adotivos que não podiam compreender por que uma criança era capturada como uma criminosa. Quando lhes contaram que não era uma criança de 13 anos, mas sim uma mulher de 36, entraram em choque.

Barbora foi extraditada para a República Checa onde foi julgada junto com Klara e Katerina. 


Sua doença e  sua estranha personalidade inspiraram um filme de terror: A Órfã, que conta a história de uma mulher que engana as pessoas se passando por uma criança e cometendo crimes terríveis.

Assisti ao filme e não tem nada a ver com o caso real, única coisa é a patologia dela que é igual.


Klara declarou em juízo: “Ocorreram coisas terríveis e só agora me dou conta disso. Não consigo entender como deixei que acontecessem”. As irmãs alegaram que Barbora havia feito uma "lavagem cerebral" nelas e que não tinham noção do que estavam fazendo quando torturavam os meninos. 

Em março de 2009, o Tribunal Superior de Olomouc condenou Klara Mauerova a 9 anos de cárcere e 10 anos para sua irmã Katerina Mauerova. Sobre a condenação de Barbora não há informações exatas até hoje.

O caso ficou conhecido como o pior caso de maltrato infantil da história do país.

Abaixo, alguns videos sobre o caso (alguns precisam ativar as legendas):

Klara Mauerová - A mãe Canibal - [Mentes Diabólicas]

Barbora Skrlová - A devoradora de crianças (em espanhol)


A verdade por trás do filme "A Orfã"


Fontes: 




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Theresa Knorr


Theresa Knorr

Theresa Knorr nasceu Theresa Jimmie Cross em Sacramento, Califórnia, em 14 de março de 1946, dos pais Swannie Gay (née Myers) e James Cross. Ela era a caçula da família e muito dedicada à sua mãe. Quando sua mãe morreu, em 1961, Theresa entrou em depressão. Aos 16 anos, casou-se com Clifford Clyde Sanders. Eles tiveram um filho, Howard Clyde Sanders, em 1964. Seu casamento terminou quando Knorr matou Sanders com um tiro, no verão de 1964, ele tinha 22 anos, enquanto eles estavam vivendo em Galt, Califórnia. Ela foi julgada, mas absolvida do crime, tendo alegado auto-defesa. Ela estava grávida na época e em breve daria a luz ao seu segundo filho, uma menina, Sheila Gay Sanders, em 1965.


Em 1966, quando grávida de sete meses de seu terceiro filho, ela se casou com o pai da criança, Robert Knorr. A criança, Suesan Marlene Knorr, nasceu em setembro do mesmo ano,  em 1967 teve um filho chamado William Robert Knorr, e, em 1968, outro filho, Robert Wallace Knorr, Jr. Em 1970, Teresa deu à luz uma filha, Theresa (Terry) Marie Knorr, em homenagem a ela mesma.
Nenhum dos filhos de Knorr foram poupados de seus abusos físicos, verbais e psicológicos. No entanto, Knorr tinha um ódio especial pelas suas filhas Suesan e Sheila, alimentada pelo ciúme e inveja pelo florescimento e juventude das meninas, enquanto ela enfrentava a perspectiva de envelhecer e perder a sua aparência, de acordo com uma entrevista com a filha sobrevivente, Terry, em um episódio de Cold Case Files A & e (intitulado "Regras da mamã"). Uma das torturas aplicadas nas meninas era obrigá-las a comer em excesso. Terry disse mais tarde em “mulheres mortais” (Deadly Women) do Investigation Discovery que Theresa Knorr  acreditava que Suesan e Sheila eram bruxas que a lançaram feitiços para que ela ganhasse peso e se torna-se feia. Durante anos, Knorr abusou e torturou os filhos de várias maneiras, incluindo queimando-os com cigarros e batendo neles. Knorr focou sua raiva, principalmente em suas filhas e treinou seus filhos para bater, disciplinar e conter suas irmãs.


A morte de Suesan:

Suesan 

Durante uma discussão acalorada em 1983, Knorr pegou uma pistola calibre 22 e atirou no peito de Suesan. A bala ficou alojada, mas Knorr recusou-se a procurar ajuda médica e deixou Suesan algemada numa saboneteira e para morrer na banheira. Ela sobreviveu, por isso Knorr começou a tratá-la para que ela melhorasse.
Ela finalmente se recuperou com absolutamente nenhum tratamento profissional. Em 1984, Suesan decidiu contar à mãe que queria sair de casa. Knorr concordou sob a condição de que Suesan a deixasse retirar a bala, no chão da cozinha, usando cápsulas Mellaril e bebidas alcoólicas como anestésico.  Knorr ordenou que Robert retirasse a bala com um estilete.
Rapidamente se percebeu os sinais de infecção generalizada, a pele de Suesan ficou amarela de icterícia, ela se tornou delirante e logo entrou em coma.  Knorr permitiu as outras crianças a caminhar sobre ela enquanto ela estava deitada (morrendo) no chão. Knorr disse a seus outros filhos que a doença de Suesan foi resultado de posse por Satanás e que a única maneira de limpar o demônio era com fogo. Ela coagiu Robert e Will a ajudá-la a eliminar Suesan. Eles a levaram a Sierra Nevada,  Interstate, fora de Truckee, a colocaram no chão, jogaram gasolina e a queimaram viva.

A morte de Sheila:

Sheila

Após a morte de Suesan, Theresa Knorr focou o peso de sua tortura e brutalidade em Sheila. De acordo com Terry, Knorr forçou Sheila a se tornar uma prostituta e depois acusou-a de transmitir uma doença sexualmente transmissível para ela via um assento sanitário. Depois disso, o abuso a Sheila aumentou. Sheila ficava trancada em um armário e morreu de desidratação e fome, mas não antes de dizer a Terry que ela seria a próxima na “lista negra” de sua mãe. Seu corpo foi embalado em uma caixa de papelão e despejado ao lado de uma estrada. Elas (as duas meninas mortas) não foram identificadas por muitos anos.

Fuga de Terry:
Terry



Posteriormente, Terry afirmou que sua mãe a obrigou a queimar o apartamento da família em Sacramento, na esperança de destruir qualquer evidência de que pudesse implicá-la na morte de Sheila. Terry disse mais tarde que ela sobreviveu abuso de sua mãe, porque ela a enfrentou para que ela a deixasse sair de casa. Terry tentou falar com as autoridades várias vezes nos anos que se seguiram, mas afirmou que a história dela soou tão rebuscada (pretensiosa) que ninguém acreditava nela.

Conclusão:

Theresa Knorr

William

Robert




Knorr e seus filhos foram presos em 1993, quando Terry contactou as autoridades depois de assistir a um episódio de American Most Wanted, segundo ela. Em 15 de novembro de 1993, Knorr foi acusada de dois crimes de homicídio, duas acusações de conspiração para cometer assassinato, e dois encargos circunstâncias especiais: assassinato múltiplo e assassinato por tortura. Knorr inicialmente se declarou inocente, mas, em seguida, quando descobriu que seus filhos contaram tudo, fez um acordo com a promotoria. Ela se declarou culpada na condição de que seus filhos não fossem processados​​. Em 17 de outubro de 1995, ela foi condenada a duas penas de prisão perpétuas consecutivas. Ela será elegível para liberdade condicional em 2027.

Filme baseado na história de Knorr.


                                      
Adoro esse programa do ID, Most Evil Crimes, fala de outros casos também, vale a pena assistir.



                                  

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Brenda Spencer - "I don't like Mondays"


"Não gosto de segunda-feira."


Brenda Ann Spencer nasceu em 3 de abril de 1962. 
Aos 16 anos, ela baixinha e muito magra, tinha o cabelo vermelho brilhante. Um colega descreveu-a como "muito feia". Ela não gostava da escola, mas se destacou nas aulas de fotografia.
Seus pais se separaram, e ela viveu com seu pai na pobreza, eles dormiam em um colchão de solteiro no chão da sala de estar. Mais tarde, a polícia encontrou várias garrafas de bebidas alcoólicas (meio vazias) por toda a casa. Em 2001 ela acusou seu pai, Wallace Spencer, de ter submetido-a a espancamentos e abuso sexual enquanto estava bêbado. Ele disse que as acusações não eram verdadeiras.
No início de 1978, os funcionários da escola em que ela estudava, disseram a seu pai que ela era suicida. No verão Spencer foi presa por atirar para fora das janelas da escola com uma arma de chumbinho, e por roubo. Em Dezembro sua oficial de condicional recomendou que ela fosse internada em um hospital psiquiátrico por causa de seu estado de depressão, mas o pai se recusou a dar permissão. No Natal de 1978, ele deu a ela uma Ruger 10/22, rifle semi-automático calibre .22 com mira telescópica e 500 cartuchos de munição. Spencer disse mais tarde:. "Eu pedi por um rádio e ele me comprou uma arma.” Quando perguntado por que ele poderia ter feito isso, ela respondeu: "Eu senti que ele queria que eu me matasse."



Um mês depois de ganhar a arma, na segunda-feira dia 29 de janeiro de 1979, ela conquistou fama quando começou a atirar contra a escola Grover Elementary School, em San Diego, de sua casa, do outro lado da rua. 
Spencer atirou contra o diretor Burton Wragg, 53 anos, quando ele tentava proteger as crianças. Mike Suchar, zelador, 56 anos, morreu quando tentava salvar o Sr. Wragg, que também morreu.


Spencer matou duas pessoas e feriu oito crianças e um policial. Vinte minutos após o inicio dos tiros, a polícia cercou a casa de Spencer e permaneceu ali por mais de sete horas. Enquanto ainda estava dentro da casa, um jornalista conseguiu falar com ela via telefone, ele perguntou em quem ela queria atirar, e a resposta foi: "Gosto de jaquetas vermelhas e azuis". Quando questionada sobre o motivo dos tiros, ela disse: "Não gosto de segunda-feira. Isso anima o dia...Não houve motivo, e foi só uma grande diversão...Como atirar nos patos em um lago...{As crianças} pareciam um rebanho de vacas andando por lá; foi fácil acertá-las."
Ela se entregou depois de mais de sete horas, os policiais encontraram várias garrafas de bebida pela casa, mas ela não parecia estar embriagada. 


Spencer foi julgada como adulta e confessou ter cometido dois assassinatos e uma agressão com arma mortal e foi condenada a 25 anos de prisão, com possibilidade de perpétua. Na prisão Spencer foi diagnosticada como uma epiléptica, ela recebeu medicação para tratar a epilepsia e depressão. Fez quatro pedidos de condicional desde sua prisão e todos os pedidos foram negados. Depois do pedido de condicional em 2005, ela alegou que na época dos crimes havia bebido e usado pó de anjo (PCP), e também pela primeira vez disse ter sido sexualmente abusada pelo pai. "Tive de dormir na cama do meu pai até os 14 anos", ela relatou.


A Cleveland Elementary School foi fechada em 1983 por ter poucos alunos. Hoje é a Magnolia Science Academy. Há no local uma placa em memória das vítimas.

Quase exatamente 10 anos mais tarde, houve outro tiroteio em outra escola chamada Cleveland Elementary, só que esta fica em Stockton, Califórnia. Cinco estudantes foram mortos e 29 ficaram feridos. O evento foi um "lembrete sombrio" para os sobreviventes do tiroteio de 1979, que disseram terem ficado "chocados, tristes, horrorizados" com as semelhanças estranhas à sua própria experiência traumática.

Curiosidade:
O comentário de Spencer, "Não gosto de segunda-feira", inspirou Bob Geldof a escrever a canção numero 1 dos Boomtown Rats com esse nome. (vide video abaixo)





 

                                          


                                         

não consegui incorporar o clipe, mas segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=-Kobdb37Cwc 

                      

David Lashley



    "Você é um homem assustadoramente perigoso"

A loira e bela herdeira Janie Shepherd, australiana, 24anos, parecia ter tudo. Às 20:40 horas de uma sexta-feira, 4 de fevereiro de 1977, ela deixou o numero 103 de Clifton Hill, em St.John's Wood, Londres, uma casa luxuosa onde vivia com a prima, Camilla Sampson, Alastair. Janie estava ansiosa para começar o final de semana que passaria com o namorado Roddy Kinkead-Weekes, jogador de cricket do MCC. Eles ficariam no apartamento dele em Lennox Garden, Knighstbridge. Janie parou no supermercado Europa, em Queensway, para comprar truta, endívia, tomates e iogurte para o jantar. Depois disso desapareceu.



No dia seguinte, às 3:15 horas, o desaparecimento foi denunciado, e em 8 de fevereiro seu carro foi encontrado em Elgin Crescent, Notting Hill, coberto de lama. Ele havia sido rasgado por dentro com uma faca e multado duas vezes por estacionamento proibido. Porém, havia poucas pistas no carro. A polícia esperava por um pedido de resgate, mas nada aconteceu. A mãe e o padrasto de Janie chegaram da Austrália dois dias mais tarde para conduzir a própria busca, mas não havia pistas, e semanas se passaram sem que houvesse nenhuma notícia. A polícia interrogou todos os criminosos sexuais conhecidos naquela região. Os pais de Janie retornaram à Austrália em 12 de abril, e seis dias depois dois colegas encontraram o corpo dela em Devil's Dyke, Nomansland Common, sul de Harpenden em Hertfordshire.
Dez semanas e seis dias haviam se passado desde o desaparecimento.

Uma autópsia revelou que Janie havia morrido por compressão do pescoço, mas o perito não conseguiu determinar se a compressão havia sido manual ou por pressão de objeto. O corpo foi encontrado vestido com roupas diferentes daquelas que ela usava no dia em que desapareceu. A decomposição não permitiu afirmar se ela sofreu abuso sexual. A polícia tomou 825 depoimentos, mas não estava nem perto de capturar o assassino quando o júri pericial anunciou o veredicto de assassinato por autor desconhecido.


O principal suspeito do caso era um boxeador chamado David Lashley. Em 13 de dezembro de 1977 ele foi preso por 18 anos por vários crimes, inclusive tentativa de assassinato e dois estupros (um deles de uma jovem loira). Pouco antes da data em que terminaria de cumprir sua pena, Lashley contou a outro detento, Daniel Reece, como havia enganado Janie em Queensway antes de sequestrá-la, estuprá-la e assassiná-la. Às 7:00 horas de 17 de fevereiro de 1989, Lashley foi solto da prisão de Frankland e preso pela morte de Janie Shepherd. Em 19 de março de 1990, depois de uma deliberação de duas horas e quinze minutos, o júri decidiu que Lashley era culpado de assassinato, e ele foi preso com pena perpétua. O juiz Alliott disse: "Você é um homem assustadoramente perigoso, tanto que a verdadeira questão é se a lei pode algum dia permitir que você seja libertado enquanto for vivo."

                     

Susan Smith

"Senti que tinha de pôr fim à nossa vida para poupar-nos de sofrimento ou dano."



Susan Leigh Vaughan Smith (nascida em 26 de setembro de 1971) é uma americana que foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato de seus próprios filhos. Nascida em Union, South Carolina, ex-aluna da University of South Carolina Union, ela foi condenada em 22 de julho de 1995 por assassinar seus dois filhos, um de 3 anos de idade, Michael Daniel Smith, nascido em 10 de outubro de 1991, e um de 14 meses de idade, Alexander Tyler Smith, nascido em 5 de agosto de 1993.  O caso ganhou atenção mundial pouco depois de desenvolvido, devido à sua alegação de que um homem negro havia roubado seu carro e sequestrado seus filhos. Mais tarde, ela alegou que ela sofria de problemas de saúde mental que a fazia perder o juízo.




 Ela está presa na prisão Leath da Carolina do Sul, perto de Greenwood.

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Ela trabalhava na Conso Products, a maior empregadora em Union, Carolina do Sul, e depois de se separar do marido começou um romance com um colega de trabalho, Tom Findlay, solteiro e rico, 27 anos, filho do dono da Conso Products. Porém, ele não queria criar os filhos dela e escreveu várias cartas para Susan, e em uma delas dizia: “Susan, eu poderia me apaixonar de verdade por você. Reconheço que tem qualidades encantadoras, e acho que você é uma pessoa fantástica. Mas, como já disse antes, algumas coisas em você não são apropriadas para mim, e, sim, refiro-me aos seus filhos”.



 Oito dias mais tarde, às 21:12 de 25 de outubro de 1994, ela disse à policia que havia sido assaltada em seu carro por um homem negro, e que o assaltante levara o automóvel com os filhos. Ela fez apelos lacrimosos na televisão pedindo pelo retorno dos filhos. Também foi feito um pedido pela internet. Após nove dias de investigação policial, (eles desconfiavam que ela estava mentindo, mas queriam acreditar que as crianças pudessem estar vivas), Smith, então com 23 anos, confessou no dia 3 de novembro. Nunca existira assalto nem homem negro.


Ela havia dirigido até o lago John D. Long, trancara o carro com os filhos pequenos nele e empurrara o carro para dentro do lago, onde as crianças se afogaram. Susan escreveu uma “explicação” para sua atitude: “Fiquei muito perturbada emocionalmente. Não queria mais viver! Sentia que não podia mais ser uma boa mãe, mas não queria que meus filhos crescessem sem mãe. Senti que tinha de pôr fim à nossa vida para poupar-nos de sofrimento ou dano...Estava muito apaixonada por alguém, mas ele não me amava, nunca me amou. Era muito difícil, para mim, aceitar tudo isso. Quando estive no lago John D Long, senti um medo e uma insegurança como jamais sentira antes. Queria muito acabar com a minha vida... e... desci do carro e fiquei ali parada, uma pilha de nervos. Desci ao ponto mais baixo quando deixei meus filhos descerem aquela rampa sem mim... Amava meus filhos como todo o meu { coração}. Isso nunca vai mudar...Meus filhos, Michael e Alex, agora estão com o Pai Celestial, e sei que eles nunca mais serão machucados. Como mãe, isso é mais importante para mim do que as palavras podem expressar...Depositei minha total confiança em Deus, e ele vai cuidar de mim”.



O julgamento de Smith começou em 19 de julho de 1995 no Tribunal de Union County. Às 19:55 de 22 de julho, depois de deliberar por duas horas e meia, o júri anunciou o veredicto de condenação por homicídio. Às 14:45 de 27 de julho, Smith foi sentenciada a trinta anos de prisão (na verdade prisão perpétua, mas poderá pedir condicional depois de ter cumprido 30 anos). Com mais exatidão: ela poderá pedir condicional em 4 de novembro de 2024.

(Os anjinhos que nasceram de um monstro)



Curiosidade: Smith manteve relações sexuais com pelo menos dois carcereiros, e em 2003 postou um anúncio em um website para condenados.
Só eu que achei ou ela parece um pouco com a Ana Carolina Jatobá? (caso Nardoni)





 Comentem! Obrigada.


Este video é da serie Most Evil Crimes. Mostra vários casos de mulheres assassinas e Susan está entre elas.

                                         O pai das crianças fala sobre o caso 15 anos depois.


Aqui mostra ela falando em rede nacional. (Claro que a policia desconfiou, ta na cara que ela ta mentindo)


                                 
Quando ela fez apelação por um novo julgamento


                                   
dois dias depois do assassinato


                                     
Cena do crime

Há vários videos sobre ela no youtube. 

Devido a algumas reclamações de leitores, retirei um comentário do meio do texto. Eis que vocês adoram comentar; mas eu, pelo visto, não posso. rs retirei para evitar mais reclamações. Passem bem e fiquem a vontade para criticar, elogiar, enfim... adoro ler os comentários.