"Nunca acreditei nem por um minuto que ele pretendia mesmo agir. Pensei que fosse só conversa." Onde aconteceu: Fazenda Rivr Valley, Holcomb, Kansas, Estados Unidos. Quando aconteceu: Domingo, 15 de novembro de 1959. O assassinato da família Clutter foi inspiração para o grande sucesso de Truman Capote em 1966, A sangue frio. (preciso comprar esse livro aliás rs)
(família Clutter)
Perry Edward Smith, nascido em Huntington, Nevada, em 27 de outubro de q928, e Richard Hickok, alto, loiro, musuloso, fumante compulsivo, nascido em Kansas City em 5 de junho de 1931, conheceram-se na cadeia. Em 15 de novembro de 1959 eles visitaram a Fazenda River Valley, Holcomb, Texas, que pertencia a Herbert Clutter. Enquanto estava na prisão, Hickok havia sido informado por seu companheiro de cela, Floyd Wells, ex-empregado da fazenda, de que o sr. Clutter mantinha um cofre onde, comentava-se, havia 10 mil dólares. Mais tarde Wells contou às autoridades: "Ele disse que ele e seu amigo Perry iriam até a fazenda e roubariam tudo, matando todas as testemunhas - os Clutters e quem estivesse por lá. Ele me contuo uma dúzia de vezes como faria tudo isso, como ele e Perry amarrariam as pessoas e as fuzilariam. Nunca acreditei nem por um minuto que ele falava sério. Pensei que fosse só conversa".
(Família Clutter)
Perry foi libertado em condicional em 6 de junho de 1959, e Hickok em 13 de agosto. Infelizmente, não era "só conversa" e a dupla invadiu a fazenda e descobriu que não existia nenhum cofre com 10 mil dólares, somente uns parcos "40 ou 50 dólares" Eles torturaram o sr. Clutter para obrigá-lo a contar onde estava o dinheiro, mas ele insistia em dizer que não tinha nenhum. Hickok e Perry assassinaram os quatro membros da família Clutter - Hebert, Bonnie, Nancy e Kenyon - atirando à queima-roupa.
Eles tomaram a precaução de remover os cartuchos disparados da cena do crime. Em 30 de dezembro de 1959 Smith e Hickok foram presos em Las Vegas, Nevada.
No julgamento, que começou em 23 de março de 1960 depois da seleção do júri no dia anterior, Smith admitiu ter atirado em Herbert e Kenyon Clutter na cabeça e à queima-roupa, e ter cortado a garganta de Clutter. Hickok começou dizendo que Smith havia cometido todos os assassinatos em quanto Smith afirmava que Hickok assassinara Bonnie e Nancy Clutter e depois reconheceu que ele também os matara. Os dois homens se negaram a depor em defesa própria.
Condenados em 28 de março depois de o júri ter deliberado por 40 minutos, eles foram sentenciados a morte. Truman Capote entrevistou Smith no Corredor da Morte e os dois homens se tornaram seus amigos. Smith e Hickok foram enforcados em 14 de abril de 1965 na prisão Lansing (oficialmente Penitenciária Estadual de Kansas), Kansas.
Curiosidades:
Quando esperava pelo julgamento, Smith escreveu um diário no qual falava sobre tudo, enquanto Hickok lia romances de Irving Wallace e Harold Robbins. Durante uma estadia anterior na cadeia, Smith havia feito um desenho tão bom de Jesus que o capelão o manteve na capela por 22 anos.
No blog há vários posts sobre eles. Postarei os links nesse post.
Na sexta-feira, 8 de agosto de 1969, a temperatura na califórnia beirava os 33ºC. A onda de calor já durava três dias, e os moradores de Los Angeles estavam preocupados. Em uma casa no número 10.050 de Cielo Drive, alugada pelo diretor de cinema Roman Polanski, residiam Sharon Tate, esposa do diretor e grávida, seu ex-namorado Jay Sebring, o amigo de Polanski Wojiciacj "Voytek" Frykowski e sua namorada, a herdeira do café Abigail Anne "Gibby" Folger. Por volta das 18:00 horas, Debbie Tate, 16 anos, telefonou perguntando se podia ir visitá-la, mas Sharon disse que não e também cancelou um jantar a que compareceria naquela noite. Depois de comer em um restaurante mexicano os quatro voltaram pra casa. Folger foi para seu quarto, tomou o estimulante MDA e começou a ler. Frykowsky também fez uso da droga e ficou na sala ouvindo musica. Sharon Tate deitou-se na cama vestindo um biquíni, conversando com Sebring. Ele bebia cerveja e fumava maconha. Do lado de fora da casa haia quatro indivíduos vestidos de preto, membros da chamada "Família" de Charles Manson formada por hippies e desajustados. Eram eles a ex-dançarina de topless, ladra e praticante do satanismo Susan "Sadie" Atkins, Charles "Tex" Watson, a ex-professora de escola dominical e corretora de seguros Patrícia "Katie" Krenwinkel Patrícia "Katie" Krenwinkel, e Linda Drouin Kassabian que mais tarde se tornou testemunha da promotoria. Depois de cortar as linhas de telefone, eles assassinaram primeiro Steven Parent, 18 anos, o caseiro. Watson arrombou uma janela e invadiu a casa, abrindo a porta da frente para os cúmplices. Charles "Tex" Watson acordou Frykowski, dizendo a ele: "Sou o diabo. Estou aqui para fazer o trabalho do diabo". Depois ele o chutou na cabeça. Susan Atkins percorria a casa e viu Folger lendo na cama. A herdeira do café ergueu os olhos. sorriu e acenou. Atkins respondeu ao cumprimento e seguiu adiante até encontrar o quarto de Sharon, e só então voltou para relatar suas descobertas a Tex Watson. Ele deu uma corda a Atkins, e ela amarrou Frykowski, indo em seguida buscar Folger, Sharon e Sebring. Watson pegou outra corda, amarrou os pulsos de Sebring e depois passou a corda em torno de seu pescoço antes de jogá-la por cima de uma viga. A outra ponta ele amarrou no pescoço de Sharon. Os quatro receberam ordens para se deitarem de bruços, e Sharon começou a chorar. Sebring protestou contra o tratamento dado a sua ex-amante e foi atingido por um tiro lançado por Watson na axila esquerda. Ele então amarrou as mãos de Folger com um pedaço da corda que estava no pescoço de Sharon. Em seguida, ele passou a mesma corda pelo pescoço de Sebring e, quando a puxou, Sharon e Folger tiveram de ficar em pé para não serem estrangulados. Quando Sebring gemeu, Watson se aproximou dele e começou a chutá-lo e agredi-lo até ele ficar em silêncio. Frykowski tentou fugir, mas foi capturada no gramado, onde levou 51 facadas e dois tiros. Folger foi esfaqueado 28 vezes, o que tingiu suas roupas de vermelho. Seu corpo também foi encontrado no gramado da frente da casa. Sharon suplicou por sua vida e pela do bebê que esperava. Susan Atkins gritou para ela: "Escute aqui, vadia, não me importo com você! Não me interessa se vai ter um bebê! É melhor se preparar. Você vai morrer, e eu não sinto nada por isso". Watson usou a faca no rosto de Sharon, e Atkins começou a esfaqueá-la. Ela segurou o corpo inerte de Sharon, aninhando-o nos braços, pôs a mão sobre seu seio e lambeu o sangue nos dedos.
A cena do crime Tate.
Os quatro já haviam saído da casa quando se lembraram das instruções de Manson. Eles então retornaram e escreveram a palavra "PIG" (porco) com o sangue de Sharon na porta da frente. Os médicos avaliaram que o bebê de Sharon, Richard Paul, viveu por 20 minutos depois da morte da mãe. Por volta das 8:30 horas da manhã seguinte, a empregada da casa, Winifred Chapman, encontrou os corpos. A polícia foi chamada às 9:14 horas. Naquela noite os quatro assassinos, além de Manson e Leslie Sua Van Houten, também membro da família, planejavam criar mais tumulto em Los Angeles. Eles mataram a facadas o empresário e dono de supermercado Leno LaBianca e sua esposa, Rosemary, na casa do casal em Waverley Drive, 3301, perto de Griffith Park. Apesar da inscrição "Morte aos porcos" feita no local com sangue de LaBianca, a polícia não relacionou os dois casos. Eles acreditavam que o assassinato de Tate estivesse ligado à então crescente cultura das drogas, e que o assassinato dos LaBianca fosse obra de imitadores. No meio de agosto a polícia certou o Rancho Family's Spahn e 26 pessoas foram detidas, mas todas foram libertadas no dia seguinte. Um golpe de sorte levou à captura da Família e eles começaram a falar sobre as mortes. Em 1º de dezembro de 1969 Watson, Krenwinkel e Kasabian foram acusados. O julgamento começou em 15 de junho de 1970 e todos foram condenados à morte em 19 de abril de 1971. Antes do cumprimento das sentenças, porém, o estado da Califórnia aboliu a pena de morte e todos foram então sentenciados à prisão perpétua. Doris Tate, mãe de Sharon, compareceu às audiências de condicional de Tex, Watson e Susan Atkins. Watson, que teve três filhos desde que foi preso, teve negado o pedido de condicional em 1985. Atkins, como Watson, alegava ter encontrado Deus, mas a sra Tate disse a ela: "Você é uma excelente atriz - a maior depois de Sarah Bernhardt". Em 1990 Watson entrou com novo pedido de condicional, e mais uma vez a sra. Tate compareceu à audiência. Para espanto de todos, uma das defensoras da aprovação de condicional era a filha de Rosemary LaBianca. Doris Tate lembrou os presentes das palavras ditas por Watson quando ele entrou na casa de sua filha: "Eu sou o diabo. Estou aqui para fazer o trabalho do diabo". "Na minha opinião, sr. Watson", ela acrescentou, "ainda está em franca atividade. Qua misericórdia teve por minha filha quando ela implorou para não ser morta? Por 21 anos, desejo perguntar a esse prisioneiro 'por quê?' Ele não conhecia minha filha. Como um indivíduo destituído de sentimentos pode matar uma mulher grávida de oito meses? E minha família? Quando Sharon terá chance de conquistar sua condicional? Quando eu terei essa chance? Pode me dizer? As vítimas sairão do túmulo se você obtiver sua liberdade condicional?" A soliciação de Watson foi negada. Todos os assassinos ainda estão presos, e a Família Tate tem dedicado seu tempo e sua energia ao esforço de garantir que essa situação permaneça inalterada.
Charles Starkweather Raymond (24 de novembro de 1938 - 25 de
junho de 1959) foi um assassino americano adolescente (rebelde) que matou 11 pessoas,
todos, exceto um, durante uma viagem de dois meses com sua namorada de 14 anos
de idade, Caril Ann Fugate, em Nebraska e Wyoming. O casal foi capturado em 29
de janeiro de 1958. Starkweather foi executado 17 meses mais tarde, enquanto
Fugate ficou 17 anos na prisão.
início da vida
Starkweather nasceu
em Lincoln, Nebraska, em 24 de novembro de 1938 e foi apelidado "Little
Red" (Vermelhinho) por causa da baixa estatura, do cabelo vermelho e das
pernas tornas, o terceiro de sete filhos com Guy e Helen Starkweather. Os
Starkweathers eram uma família respeitável com os bem-comportados filhos de
classe trabalhadora. A família era pobre, mas eles sempre tiveram o básico. Guy
Starkweather era conhecido por ser um homem bem-educado, ele era um carpinteiro
que ficou muitas vezes desempregado devido a artrite reumatóide em suas mãos.
Durante os períodos de desemprego, a mãe de Starkweather complementava a renda
da família, trabalhando como garçonete.
Starkweather estudou na Saratoga Elementary School, Everett Junior High
School, e Lincoln High School, em Lincoln. Em contraste com a sua vida familiar, Starkweather não possuía
lembranças amáveis do
seu tempo de ir à escola. Starkweather nasceu com geno varo, um defeito de
nascença leve que causou as pernas disformes. Ele também sofria de um problema
de fala, o que levou a provocação constante por colegas de classe. Ele era
considerado um aluno lento e foi acusado de não ser aplicado, embora em sua
adolescência, descobriu-se que ele sofria de miopia severa que tinha
drasticamente afetado sua visão para a vida toda.
O único aspecto de escola em que ele se sobressaiu foi no
ginásio. Foi na aula de ginástica que ele encontrou uma saída física para a sua
raiva crescente contra os que o intimidavam. Starkweather usou de seu físico para
começar o bullying com os que haviam intimidado ele, e logo a sua raiva se
estendia além daqueles que haviam intimidado-o a qualquer pessoa a quem ele
passou a não gostar. Starkweather logo deixou de ser considerado um dos
adolescentes mais bem-comportados na comunidade para um dos mais conturbados.
Seu colega de escola Bob von Busch diria mais tarde:
"Ele podia ser a pessoa mais gentil que você já viu.
Ele faria qualquer coisa por você, se ele gostasse de você. Ele era muito
divertido de estar ao redor também. Tudo era apenas uma grande brincadeira para
ele. Mas ele teve esse outro lado. Ele podia ser mau como o inferno, cruel. Se
ele visse um cara pobre na rua, que era maior do que ele, com melhor aparência,
ou melhor vestido, ele ia tentar levar o pobre coitado para baixo dele.”
Após a exibição do filme Rebel Without a Cause, Starkweather
desenvolveu uma fixação por James Dean e começou a escovar o seu penteado e
vestir-se como Dean. Starkweather relacionou-se a persona de Dean tela rebelde,
acreditando que ele tinha encontrado uma alma gêmea de sorte, alguém que sofreu
tormento semelhante ao seu próprio a quem pudesse admirar. Starkweather
desenvolveu um complexo de inferioridade grave que tornou-se auto-aversão,
acreditando que ele era incapaz de fazer qualquer coisa corretamente e que suas
próprias falhas inerentes iriam levá-lo a viver na miséria
Relacionamento com Caril Ann Fugate
(Fugate)
Em 1956, ele então com 18 anos de idade, foi apresentado a,
Caril Ann Fugate, 13 anos de idade. Starkweather saiu da Lincoln High School, em
seu último ano e tornou-se empregado de um armazém de jornal Western Union. Ele
procurou emprego lá porque o depósito era localizado perto de Whittier Junior
High School, em Lincoln, onde Caril era estudante. Seu emprego permitiu-lhe visitá-la
todos os dias depois da escola. Starkweather foi considerado um trabalhador
ruim e seu empregador recordou mais tarde: "Às vezes você tinha que dizer
algo duas ou três vezes pra ele. De todos os funcionários do armazém, ele foi o
mais idiota que trabalhou aqui.”
Starkweather ensinou Fugate a dirigir, e um dia ela bateu
seu Ford 1949 em outro carro. O pai de Starkweather pagou os danos, como ele
era o proprietário legal do veículo. Isso causou uma briga entre Starkweather e
seu pai. Recusando-se a tolerar o comportamento de seu filho, ele baniu o filho
da casa da família.
Starkweather largou o emprego no depósito e foi trabalhar
como um coletor de lixo por um salário mínimo. Starkweather começou a avançar
em direção a seus pontos de vista sobre a vida niilista, acreditando que sua
situação atual foi o determinante final de como ele iria viver o resto de sua
vida. Ele usou a rota de lixo para começar a planejar assaltos a bancos e,
finalmente, concebeu sua filosofia pessoal pela qual ele viveu o resto da sua
vida: “Mortos estão todos no mesmo nível"
Os crimes:
Em 1º de dezembro de 19 de 1957 ele matou o frentista de
posto de gasolina Robert Colvert, 21 anos, depois de ele se recusar a vender um
brinquedo de pelúcia a crédito. No mês seguinte ele começou sua série de
assassinatos. Foi visitar Fugate, mas não a encontrou em casa. Enquanto
esperava por sua volta, ele ficou brincando com um rifle de caça calibre 22, o
que irritou a mãe da jovem, Velda Bartlett, 36 anos. Ela o mandou parar, e a
resposta foi um tiro na cabeça dela. Em seguida, Charlei matou Marion Bartlett,
57 anos, padrasto de Fugate.
Quando Fugate voltou, ela viu Starkweather estrangular e
esfaquear sua irmã de 2 anos de idade, Betty Jean. Depois de esconder os corpos
pela casa, ele e Fugate permaneceram no local por seis dias, prendendo à porta
uma mensagem que dizia: “Fique longe, todo mundo aqui está doente com a Gripe”.
A avó de Fugate, Pansy Street, tentou entrar, mas foi
impedida por Fugate. Ela desconfiou de alguma coisa e chamou a polícia. Os
policiais chegaram em 27 de janeiro, quando o casal já havia partido. Eles
foram de carro para Bennett, Nebraska, onde pararam na fazenda de um amigo da
família Starkweather, August Meyer, 70 anos. Starkweather o matou com um tiro
na cabeça. Eles abandonaram o carro ali, e os adolescentes Robert Jensen, 17, e
Carol King, 16, ofereceram carona aos dois. Starkweather recompensou a
generosidade dos dois roubando o carro e matando-os, embora tenha alegado que
Fugate é quem havia matado e mutilado a Srta. King.
Depois disso eles foram à casa do rico empresário C. Lauer
Ward, 47 anos. O casal esfaqueou a esposa dele, Clara Ward, 46 anos, e sua
criada Lilian Fencl, 51 anos. Quando o Sr. Ward voltou para casa do trabalho
naquela noite, também foi esfaqueado por Starkweather. A próxima vítima faltal
foi o vendedor ambulante de sapatos Merle Collison, 37 anos, que morreu em seu
carro. Starkweather disse que Fugate havia matado Collison, porque a arma dele
emperrara.
Eles foram capturados quando tentavam fugir.
Starkweather no começo assumiu a responsabilidade por todas
as mortes, mas disse que Fugate estava envolvida. “SE EU FRITAR NA CADEIRA
ELÉTRICA, CARIL ESTARÁ SENTADA NO MEU COLO”. Ela alegou tê-lo ajudado somente
porque ele ameaçou matar sua família (e disse que não sabia que eles já estavam
mortos).
Charles Starkweather foi executado na cadeira elétrica na
penitenciária do Estado de Nebraska em 25 de junho de 1959. Caril Ann Fugate
foi condenada à prisão perpétua. Ela saiu em condicional em junho de 1976.
O caso inspirou os filmes: Badlands (1973) e Assassinos por Natureza (1994) Bruce Springsteen também fez uma canção inspirada no caso: NEBRASKA é o título da canção.
Há muito tempo queria postar este caso, mas é que ele me é tão chocante. Para cabeças fracas pode ser um motivo para falar mal de homossexuais. (Claro que se eu for pensar nisso, é mais fácil deletar o blog, ignorantes e homofóbicos sempre vão existir, assim como existem racistas até hoje). Mas que fique claro que assim como há gays e lésbicas maus, também há muitos e muitos heterossexuais tão maus quanto. Não liguem o gênero ao caso. Toda forma de amor é aceitável para mim. Neste caso (assim como em muitos casos diversos e de orientação sexual tanto homo quanto hétero) o amor virou algo doentio.
PS: Já to até imaginando os tipos de comentários que vão aparecer nesta postagem. rs
Quem já viu o filme sabe o quão pesado é o caso, ao menos pra mim foi bem chocante a cena do assassinato. Ainda é difícil rever.
(Pauline e Juliet)
"Mamãe está ferida, coberta de sangue."
O caso do assassinato Parker Hulme, começou na cidade de
Christchurch, na Nova Zelândia em 22 de junho de 1954, quando Honora Rieper
(também conhecida como Honorah Rieper e Honorah Parker, seu nome legal) foi morta por sua
filha adolescente, Pauline Parker, e de sua “amiga” Juliet Hulme.
O assassinato é a base do livro de não-ficção "So Brilliantly Clever" (tão
brilhantemente inteligente), escrito por Peter Graham, advogado nascido na Nova Zelândia.
A história também inspirou o filme “Almas Gêmeas (Heavenly Creatures) de Peter Jackson 1994, que inspirou peças de
teatro, romances, roteiros e destaque em vários livros sobre o crime.
Antes do início do julgamento, foi descoberto que Honora
Rieper nunca tinha se casado legalmente com Herbert Rieper, que ainda estava
legalmente casado com outra. Parker veio de um fundo da classe trabalhadora,
enquanto Juliet Hulme era filha de Brit Hulme Henry, um físico que foi o reitor
da Universidade de Canterbury, em Christchurch.
Pauline Yvonne Parker nasceu ilegítima em 26 de maio de 1938
em Christchurch, Nova Zelândia, e viveu entediada na Gloucester Street, 31, até
conhecer Juliet Marion Hulme. Recém chegada da Inglaterra, Hulme nascera em
Blackheath, Londres, em 28 de outubro de 1938. Seu pai era o físico Dr. Henry
Hulmes. As duas moças tornaram amigas próximas, mas essa amizade transbordou
para a paixão física, e elas consumaram a união e “representaram como os santos
fariam amor”. Elas “anotavam em livros de exercícios efusões que chamavam de
romances, passando muito tempo na cama juntas”. Os pais das jovens tentaram
romper o relacionamento, que não consideravam saudável.
(Juliet Hulme)
Quando crianças, Parker sofria de osteomielite e Hulme tinha
sofrido de tuberculose, a última foi enviada por seus pais para as Bahamas para
se recuperar. As meninas inicialmente ligadas por suas respectivas doenças,
mas, como a sua amizade desenvolvida, elas formaram uma vida de fantasia
elaborada em conjunto. Elas frequentemente fugiam e passavam a noite representando
as histórias envolvendo os personagens fictícios que haviam criado. Seus pais
acharam isso perturbador e ficaram preocupados que seu relacionamento pudesse
ser sexual. A homossexualidade na época era considerada uma doença mental (grave),
por isso os dois conjuntos de pais tentaram impedir as meninas de ver uma a
outra.
Em 1954, os pais de Juliet se separaram, seu pai renunciou
ao cargo de reitor de Canterbury College e planejava voltar para a Inglaterra.
Decidiu-se então que Juliet seria enviado para viver com parentes na África do
Sul, ostensivamente para sua saúde, mas também para que as meninas permanecessem
separadas. Pauline disse à mãe que ela queria acompanhar Juliet, mas a mãe de
Pauline deixou claro que não seria permitido. As meninas então formaram um
plano para assassinar a mãe de Pauline e sair do país para os Estados Unidos,
onde elas acreditavam que eles iriam publicar seus textos e trabalhos no
cinema.
(Pauline Parker)
As duas jovens decidiram matar Honora Parker, de 45 anos. Em
22 de junho de 1954, elas colocaram meio tijolo dentro de uma meia calça (sei
que o texto ta meio repetitivo, mas é para deixar bem claro) Hulme derrubou uma
pedra ornamental, de forma que a Sra Parker abaixasse para pegá-la, e então elas
a golpearam várias vezes na cabeça com o
pedaço de tijolo. Quando a polícia encontrou o corpo, foram encontrados 45
ferimentos na cabeça da vítima. As jovens foram presas.
Pauline Parker mantinha um diário e nele havia referências
sobre “atormentar” sua mãe. Parker e Hulme foram a julgamento em 23 de agosto
de 1954 por assassinato e foram condenadas em 29 de agosto. Ambas foram soltas
em 1958. Dizem que houve a condição de que elas nunca mais se encontrassem ou
fizessem contato uma com a outra, mas Sam Barnett, o então secretário da
Justiça, disse aos jornalistas que não havia condição.
As duas se mudaram para a Grã-Bretanha. Parker tornou-se
católica devotada, mudou seu nome para Hilary Nathan e viveu no pequeno
vilarejo de Hoo, perto de Strood, Kent, onde administrava uma escola de
equitação para crianças. Ela expressou forte remorso por ter matado sua mãe,
mas por muitos anos se recusou a dar entrevistas sobre o assassinato.
Hulme se mudou para os Estados Unidos, onde se tornou mórmon
antes de instalar-se em Portmahomack, Escócia, com sua mãe.
Ela mudou o nome para Anne Perry e escreve com grande
sucesso Thrillers de crimes. Seu primeiro livro, The Cater Street hangman, foi
publicado em 1979.
Eis o que o site Wikipédia fala sobre ela:
Anne Perry, pseudónimo de Juliet Hulme (Blackheath, Londres,
12 de Outubro de 1938), é uma escritora inglesa do gênero policial, sendo
considerada uma das mais conceituadas em nossos dias. Suas histórias retratam
uma Inglaterra vitoriana bastante hermética, seguindo regras sociais de conduta
muito rígidas.Geralmente, seus livros são divididos em séries. A primeira delas
traz como detetives Thomas Pitt, proveniente de uma classe menos abastada da
sociedade, e Charlotte, uma jovem que, ao contrário de Pitt, pertence a uma
classe social mais influente. A segunda série apresenta o detetive William
Monk, o qual sofre de amnésia. Para criar seu mundo ficcional, a autora
inspira-se em personalidades da época e as tramas narradas trazem resquícios de
crimes realmente ocorridos nos períodos em questão.
Atualmente, depois de alguns anos morando no exterior, vive
em Portahomack, na Escócia.
Vida
Anne também é conhecida pelo filme Almas Gêmeas, que conta
sua história e de sua amiga e grande amor, Pauline Parker, e de como ela ajudou
no assassinato da mãe de Pauline.
Obras:
·Uma Morte Súbita e Terrível
·O Rosto de um Estranho
·Um Luto Perigoso
·O Estrangulador de Cater Street
·O Mistério de Callander Square
·Defesa e Traição
·O Crime de Paragon Walk
Deixo aqui o Trailer do filme e um video que mostra a cena chocante do assassinato.
Derek William Bentley (30 de junho de 1933 - 28 de janeiro de 1953)
Christopher Craig (Tinha 16 anos na época do crime)
"Acerte-o, Chris!"
Saúde e desenvolvimento mental
Derek Bentley teve uma série de problemas de saúde e de
desenvolvimento. Durante a Segunda Guerra Mundial, a casa em que viveu foi
bombardeada e caiu em torno dele, Bentley teve ferimentos graves na cabeça e
concussão.
Em dezembro de 1948, a idade mental da Bentley foi estimada
em 10 anos, sua idade real era de 15 anos. Bentley marcou 66 em um teste de QI
em dezembro de 1948 e 77 em 1952. Outros testes foram feitos e Bentley foi
descrito como tendo "borderline, desordem mental", com uma pontuação
de 71 verbal e um QI de escala de 77.
Em dezembro de 1948, Bentley tinham uma idade de leitura de
4 anos. Ele ainda estava "completamente analfabeto" no momento de sua
prisão em novembro de 1952.
Bentley também era epilético.
Em fevereiro de 1952, Bentley foi submetido a um exame
médico para o serviço nacional, onde ele foi julgado "mentalmente
inferior" e inapto para o serviço militar.
O Crime:
Às 21:15 do domingo, 2 de novembro de 1952, Derek Bantley e Christopher Craig, um delinquente juvenil, invadiram o depósito de atadista de doces Barlow & Parker's em Croydon, Surrey, Inglaterra. Bentley tinha uma faca e Craig, cujo irmão mais velho cumpria pena de doze anos por assalto à mão armada, um revólver.
Uma menina de nove anos de idade, em uma casa do outro lado da estrada avistou tanto Craig quanto Bentley escalando o portão e um cano de esgoto até o telhado do armazém. Ela alertou a mãe, que chamou a polícia.
Quando os policiais chegaram, os jovens ficaram presos no telhado. O detetive Frederick Fairfax subiu e prendeu Bentley. A polícia afirma que Bentley, já dominado, teria gritado, "Acerte-o, Chris!", (fato que Craig negou e continuou negando 40 anos após o crime) e Craig atirou, ferindo Fairfax e atingindo o soldado Sydney George Miles, de 42 anos, na cabeça.
Resultado:
Em um julgamento que durou dois dias e meio (de 9 a 11 de dezembro de 1952) em Old Bailey, diante do juiz Goddard, o estado mental de Bentley não foi revelado. Ele foi sentenciado à morte depois de o júri ter passado 75 minutos deliberando. O júri recomentou misericórdia para Bentley, e Craig (que na época era menor de idade) foi condenado à detenção pelo tempo que determinasse Sua Majestade. Ele passaria dez anos e meio preso (foi libertado em maio de 1963 e se casou dois anos mais tarde). O secretário de Estado Sir David Maxwell Fyfe recusou-se a recomendar que a rainha exercesse sua prerrogativa de conceder misericórdia. Bentley foi executado na prisão Wandsworth às 9:00 horas de quarta-feira, 28 de janeiro de 1953, enquanto uma plateia furiosa esperava do lado de fora. Sua irmã mais velha, Iris, começou uma campanha para limpar o nome do irmão. Em 1966 o cadáver de Bentley foi desenterrado na prisão e transferido para o Cemitério Croydon numa sexta-feira, 4 de março. Inicialmente a lápide não foi permitida, mas o governo mudou de ideia em julho de 1994, e a lápide tem a inscrição "Uma vítima da Justiça Britânica". Em 29 de julho de 1993 o secretário Michael Howard concedeu perdão parcial, admitindo assim que havia sido um erro executar Bentley, mas manteve o veredito de culpa.
Cinco anos mais tarde, e um ano depois da morte de Íris, a condenação de Derek Bentley foi removida em 30 de julho de 1998. Existe agora uma discussão sobre se alguma coisa foi mesmo dita a Craig, muito menos as palavras beligerantes que sentenciaram Bentley à morte. A fábrica Barlow & Parker's foi demolida em 1977 e substituída por casas.
"Meu marido precisa de vocês urgentemente." O dr. Pierre Chevallier era membro do gabinete francês quando foi assassinado pela esposa, Yvonne, 40 anos. Eles se conheceram e se casaram quando ele estudava medicina, e tiveram dois filhos, Mathieu em 1940 e Thugal em 1945.
Em 1950, romance e afeição não faziam mais parte do casamento. Os filhos dos Chevallier fizeram amizade com os três filhos dos vizinhos, Jeanne e Leon Perreau. Leon era baixinho, careca e barrigudo, mas sua esposa era uma ruiva glamourosa, quinze anos mais nova que ele. Ele era gerente de uma loja de departamentos em Orleans, o que o mantinha longe da esposa seis dias na semana. Em pouco tempo começaram a circular rumores sobre madame Perreau ter vários amantes. O Dr. Chevallier logo passou a ser contado entre eles. A esposa dele, Yvonne, era ansiosa com relação ao marido, a própria aparência e a família. Ela visitou um médico, que receitou medicamentos que deveriam ajudá-la, mas ela se tornou dependente de Maxiton, uma anfetamina, e Veronal, um barbitúrico. Em 1951 ela recebeu uma carta anônima informando que seu marido estava tendo um caso com Jeanne Perreau. Ela vasculhou o guarda-roupas do marido e nele encontrou uma carta de amor de Jeanne. A mensagem era encerrada com "Sem você a vida não teria beleza ou significado para mim, Jeannette." Yvonne foi encontrar Leon Perreau, que disse a ela que sabia sobre o envolvimento de sua esposa com o marido dela, mas não se incomodava com isso. Em 11 de agosto de 1951, o Dr. Chevallier fez o juramento de ministro da educação, juventude e esportes. Enquanto isso, em casa, os Chevallier discutiam, e ela se atirou sobre o marido implorando pelo fim do relacionamento extraconjugal. Ele se negou a terminar o romance. Ela saiu correndo da sala para ir buscar uma arma que comprara recentemente, e ameaçou se matar. Ele disse a ela que se matasse. Ela, então, disparou, mas não contra si mesma. Depois do quarto tiro, Mathieu, então com 10 anos, entrou no quarto dos pais para ver o que estava acontecendo. Yvonne, levou Mathieu para baixo e pediu à empregada da família para que cuidasse dele, voltou então ao quarto para dar o quinto disparo nas costas do marido moribundo. Ela ligou para a polícia e disse: "Meu marido precisa de vocês urgentemente." O caso ocorreu em Orleans, França, em 11 de agosto de 1951. Quando foi a julgamento (o local foi mudado de Orleans, onde o Dr. Chevallier havia sido um prefeito popular, para Rheims) em 5 de novembro de 1952, Yvonne alegou ter cometido um crime passional, mas uma pausa entre o quarto e quinto disparos contradizia essa versão. Na corte, Leon Perreau mostrou gostar do Dr. Chevallier, dizendo: "Eu me dava muito bem com ele." Foi quando madame Perreau depôs que a opinião publica passou a apoiar Yvonne, e ela foi absolvida. A igreja Católica a absolveu pelo assassinato. Ela foi à Africa para trabalhar com os pobres e acredita-se que tenha morrido nos anos 1970.
Em 23 de Outubro de 1943 Patricia Lonergan, uma socialite de 22 anos, herdeira de uma cervejaria e de uma fortuna de 6 milhões de dólares, foi encontrada nua e morta em seu apartamento depois de ir a uma festa. Ela havia sido agredida com um candelabro e estrangulada.
Na época de sua morte ela estava separada do marido, Wayne Lonergan, um atraente e alto (1,82m) aviador da Força Aérea Real Canadense e três anos mais velho que ela.
A polícia entrou em contato com o comandante de Lonergan e descobriu que ele havia estado de licença em Nova York no final de semana em que Patricia foi morta. Ele foi encontrado em Toronto e voltou espontaneamente à Nova York. Foi interrogado por 84 horas e supostamente confessou ter matado Patricia durante uma discussão. Ele também falou da vida sexual do casal, ou da falta dela, provocando especulações sobre sua suposta homossexualidade. Infelizmente, boa parte desse interrogatório vazou para a imprensa, o que resultou em Lonergan sendo rotulado como um assassino antes mesmo de um Tribunal tê-lo julgado. Em seu julgamento, em março de 1944, foram lançadas dúvidas sobre sua confissão e, embora a polícia pudesse provar que ele realmente estava em Nova York no momento do assassinato, não foi possível provar que ele estivera na cena do crime.
(Patricia e Wayne Lonergan)
O assistente da Promotoria Jacob Grumet atestou que Lonergan havia confessado (a confissão sem assinatura foi rejeitada pelo réu e por seus advogados) ter relações homossexuais, antes e depois do casamento. Um dos homens envolvidos era William Burton, pai de Patricia, que havia instalado o jovem em seu apartamento e o sustentado. Quando o Sr. Burton morreu, em outubro de 1940, Lonergan passou a cortejar a filha dele e os dois se casaram em 30 de julho de 1941. Grumet também relatou que Lonergan teria dito sentir "uma certa satisfação" com a vida de casado, mas que a separação era resultado de "tédio mútuo". Um psiquiatra de Manhattan falou sobre a "promiscuidade financeira, promiscuidade sexual e superficialidade emocional" de Lonergan. Estranhamente, considerando o vazamento inicial de informações para a imprensa, o juiz James Garrett Wallace impediu a entrada de espectadores, exceto jornalistas, no Tribunal.
Lonergan foi condenado por assassinato em 17 de abril de 1944 e sentenciado a trinta anos de prisão.
Depois de passar 22 anos em Sing Sing, Lonergan foi libertado em 2 de dezembro de 1965 e deportado para o Canadá.