NÃO SE ILUDA COM UM SORRISO, A MALDADE ESTÁ NA MENTE...


41 dias no Inferno - A história de horror de Junko Furuta, a “Colegial Concretada"


Este crime ocorreu em Tokyo entre 1988 e 1989, e tem um alto nível de notoriedade no Japão.

Junko Furuta suportou 41 dias de inferno antes de morrer. Ela suportou a dor e o sofrimento mais inimagináveis que realmente fazem você pensar em como seres humanos ainda nos consideramos superiores a outras espécies, quando podemos infligir tanta crueldade para nosso próprio prazer. Esta é a sua história trágica. 

(Há uma controvérsia em relação aos dias de tortura. O mais conhecido é que ela vivenciou 44 dias de torturas, porém, numa conta rápida, de 25 de novembro - dia do sequestro - a 4 de janeiro - dia da morte, totalizam 41 dias, e não 44. Não se sabe ao certo se a maioria das reportagens e publicações sobre Junko estão com a contagem dos dias errados, ou se o sequestro ocorreu dia 22 de novembro, ao invés de 25. Muito provável que a primeira opção seja a correta, pois nos documentos da sentença no tribunal consta que o sequestro teve início em 25 de novembro) 


A vítima: Junko Furuta


    Junko Furuta, nascida dia 18 de janeiro de 1971, era uma adolescente de 17 anos, aluna exemplar da escola Yashio-Minami, em Misato, na província de Saitama, Japão. Se destacava pela boa conduta e interesse nos estudos, e não compartilhava dos mesmos gostos que seus colegas, como sexo, drogas e álcool. 
    Além de ser uma garota exemplo dentro da escola (e também fora dela), Junko Furuta era uma adolescente bonita, simpática e ativa, que gozava de muita atenção por onde passava. Isso despertou ressentimento e inveja nos colegas, e como resultado as pessoas passaram a criticá-la e difamá-la.


   Sua beleza chamava a atenção dos garotos da escola, principalmente de Hiroshi Miyano, um valentão da escola que tinha status e poder, e era temido por ser afiliado à nova geração de uma organização criminosa japonesa, conhecida como Yakuza. Com a reputação intacta, Hiroshi Miyano não ouvia “não” das pessoas, principalmente das garotas. Tinha uma queda por Junko Furuta, e a convidou para sair. Sua arrogância e reputação não agradaram Junko, que, educadamente, recusou com firmeza o convite, enfurecendo Hiroshi. 


Junko Furuta foi raptada, mantida em cativeiro, estuprada, torturada e brutalmente assassinada. 


Os Criminosos

Os criminosos eram menores de idade na época, sendo eles: 


Hiroshi Miyano, com 18 anos na época. Após sair da prisão mudou seu nome para Yokoyama Hiroshi

Jō Ogura, com 17 anos na época. Após sair da prisão mudou seu nome para Jō Kamisaku

Shinji Minato, com 16 anos na época do crime, algumas fontes se referem a ele como Nobuharu Minato

Yasushi Watanabe, com 17 anos na época do crime


O crime

    Em 25 de novembro de 1988, Hiroshi e seu amigo Minato perambulavam por Misato, com a intenção de roubar e estuprar mulheres locais. Às 20h30, eles viram Junko Furuta pedalando para casa depois que ela terminou seu trabalho de meio período. Sob as ordens de Hiroshi, Minato chutou a garota, derrubando-a de sua bicicleta, e imediatamente fugiu do local. Hiroshi, fingindo ser um inocente que por acaso passava ali, se aproximou de Furuta e se ofereceu para levá-la para casa em segurança. 

Uma mulher aponta onde encontrou a bicicleta de Junko caída. 
(retirado do vídeo feito pela TV Japonesa, linkado no final deste post)


    Furuta não sabia que Hiroshi a levava a um armazém próximo, onde ele revelou suas conexões com a Yakuza. Ele ameaçou matá-la enquanto a estuprava no armazém e mais uma vez em um hotel próximo. Do hotel, Hiroshi ligou para Minato e seus outros amigos, Jō Ogura e Yasushi Watanabe, e se gabou sobre o estupro. Ogura supostamente pediu a Hiroshi para mantê-la ali, para que todos pudessem ter uma chance. O grupo tinha uma história de estupro coletivo e recentemente sequestrara e estuprara outra garota, embora ela tenha sido libertada depois. 

    Por volta das 3 horas da manhã, Hiroshi levou Furuta para um parque próximo, onde Minato, Ogura e Watanabe estavam esperando. Pelas informações contidas no caderno de Junko, descobriram seu endereço, ameaçando matar sua família caso não colaborasse e tentasse escapar. Ela foi facilmente dominada pelos quatro garotos e levada para um cativeiro, onde permaneceu por 41 dias, sendo torturada e estuprada em grupo. O Cativeiro ficava na casa de propriedade dos pais de Minato, localizada em Ayase, no distrito de Adachi, Tóquio, e logo se tornou ponto de encontro regular de gangues. 

Casa da família Minato, onde Junko Furuta foi torturada


     Para evitar as buscas pela garota, um deles forçou Furuta a ligar para os seus pais e dizer a eles que ela havia fugido de casa, mas que estava com "um amigo" e que não estava em perigo. Também obrigou a jovem a fingir ser a namorada de um dos garotos enquanto os pais de Minato estavam por perto (eles estavam viajando e retornavam para a casa em algumas ocasiões). Inicialmente, os pais de Minato não tinham conhecimento sobre o que estava acontecendo naquela casa, pensavam que Furuta era namorada de um dos garotos. Porém, Junko Furuta tentou escapar diversas vezes, implorando para que os pais do jovem a ajudassem, o que tornou evidente que era um sequestro, e, mesmo depois de perceber a gravidade do caso, optaram pelo silêncio, pois foram ameaçados por Hiroshi, membro da máfia Yakuza, que ameaçou usar suas conexões com a máfia para matar seus familiares e qualquer um que interferisse. 

    Incapaz de perceber o que estava por vir e com muito medo de permanecer em desacordo, Junko fez exatamente o que lhe foi dito, impedindo qualquer chance de resgate. Ela não podia começar a adivinhar os horrores inimagináveis que a aguardavam pelos próximos 41 dias. De acordo com as declarações dos acusados no julgamento, Junko Furuta foi forçada a suportar um sofrimento indizível. 

   

    A ordem cronológica dos fatos pode não ser exatamente como ocorreu, mas foi elaborado de acordo com os depoimentos dos quatro acusados, e há que se levar em consideração que em diversas ocasiões eles estavam bêbados e/ou drogados, mas todos os fatos descritos abaixo são verdadeiros. 
   
   Furuta foi estuprada todos os dias na vagina e no ânus. Estima-se que durante seu cárcere ela tenha sofrido mais de 500 estupros, por mais de 100 homens diferentes, principalmente membros da Yakuza, pois os jovens os convidaram para participar. Em uma ocasião, foi estuprada coletivamente por 12 homens diferentes em um dia. Eles costumavam usá-la como um banheiro, urinando em cima do seu corpo quando terminavam. 

    Além disso, todos os dias a jovem foi humilhada por ser mantida nua a maior parte do tempo, e frequentemente era forçada a se masturbar na frente dos sequestradores e/ou de seus convidados, para excitá-los enquanto bebiam cerveja. 

Imagem retirada de um filme 

     Nos 10 primeiros dias, Furuta foi espancada inúmeras vezes com golpes de varas de metal e tacos de golfe, suas mãos foram amarradas ao teto e o corpo utilizado como um saco de pancadas, e teve seu rosto empurrado contra o chão de cimento enquanto os criminosos revezavam batendo em sua cabeça. Devido aos espancamentos, Furuta teve seu nariz quebrado e só conseguia respirar pela boca, devido ao acúmulo de sangue em suas cavidades.

Imagem retirada de um filme

    No 11º dia de cativeiro, num momento de distração dos criminosos, Junko Furuta conseguiu alcançar o telefone e ligar para a polícia, mas ela foi descoberta por Hiroshi Miyano antes que ela pudesse dizer qualquer coisa aos policiais. A polícia ligou de volta e Hiroshi disse que ele havia discado por engano. Como punição por tal ato, teve seu braço queimado por cigarros e o restante do corpo queimado diversas vezes com cigarros e isqueiros. Um líquido inflamável foi derramado em seus pés e pernas, queimando-os. 

    Privaram-na de alimentação, e quando a jovem implorou por água e comida, obrigaram-na a comer baratas vivas e beber a própria urina. Halteres (pesos) foram jogados contra seu estômago. Seus órgãos internos traumatizados se recusavam a aceitar comida e água, e quando ela tentou beber, imediatamente vomitou, o que não só a manteve mais desidratada, como também agitou os agressores que a puniram com mais espancamento com tacos de golfe, varas de bambu, barras de ferro, apenas por sujar o tapete. 

   Graves queimaduras nas pernas e músculos gravemente machucados a incapacitaram de andar após 20 dias de cativeiro. Não conseguia mais lidar com nada com as mãos porque seus ossos foram esmagados com pesos e as unhas rachadas. Como era inverno, ela também foi forçada a dormir em uma varanda, exposta a temperaturas baixas. Ela também era forçada a sentar-se por horas no congelador. 

Supostamente, essa imagem foi retirada de um filme 

   Teve vários objetos estranhos introduzidos em sua vagina e ânus, incluindo uma lâmpada, uma garrafa, uma barra de ferro, tesoura, agulhas, espetos de churrasco, causando hemorragias, e também inseriram cigarros em sua vagina e fogos de artifício em seu ânus, provocando queimaduras graves. 

   Após 30 dias de cárcere, teve cera quente espirrada no rosto, pálpebras queimadas por isqueiros e agulhas transpassadas nos seios. Foi obrigada a arrancar o mamilo esquerdo com um alicate, lâmpada quente e tesoura foram inseridas na vagina, causando hemorragia grave. 

Imagem retirada de um filme 

    Ao final da tortura diária, e ela não conseguia mais controlar os movimentos da bexiga e do intestino, sendo incapaz de urinar adequadamente devido a danos aos órgãos internos e à vulva, provindos de inserção de objetos estranhos e queimaduras de cigarros e isqueiros. Suas mãos e pés estavam tão machucados, com ferimentos tão graves, que demorou mais de uma hora para rastejar pelas escadas até o banheiro. Seus tímpanos ficaram seriamente danificados e houve uma extrema redução no tamanho do cérebro dela. 

   O corpo de Junko Furuta estava tão mutilado e desnutrido, que ela já não conseguia mais se mover, permanecendo esticada no chão por horas, apesar de permanecer consciente durante todo o tempo. Sua aparência física já estava drasticamente desfigurada, sendo incapaz de distinguir suas características faciais devido ao inchaço. Seu corpo também estava gravemente aleijado, emanando um forte odor apodrecido que fazia com que os quatro delinquentes perdessem o interesse sexual por ela. Passou o Ano novo sozinha caída ao chão. 

   Durante os 41 dias em que foi repetidamente torturada, espancada e estuprada, Junko Furuta pediu aos torturadores várias vezes que a matassem e acabassem logo com “aquilo”. Eles não concederam esse favor a ela. No trecho a seguir, traduzido da sentença do juiz Ryūji Yanase, ele explana 
“Até objetos pontiagudos foram introduzidos na infeliz em sua vagina e ânus: eram tesouras e espeto em brasa de uma churrasqueira. Os monstros apagaram cigarros sobre ela e atearam fogo nele. Ela implorou para matá-la, queria se livrar do tormento o mais rápido possível, mas ninguém a ouviu!” 
   Em 4 de janeiro de 1989, os torturadores desafiaram Furuta para um jogo de paciência, chamado Mahjong, no qual ela venceu apesar de seu estado de saúde arruinado, enfurecendo os criminosos. Em consequência disso, ela foi espancada pelos quatro rapazes por uma barra de ferro, tendo seu corpo mutilado. Ela também sangrou pela boca e nariz e teve seu rosto e olhos queimados por uma vela. Por fim, eles jogaram fluídos de isqueiro em suas pernas, braços, rosto e estômago, e depois atearam fogo. A jovem lutou contra as chamas por duas horas enquanto seus algozes riam e jogavam Mahjong. 

  Com o corpo bastante machucado, desidratado e desnutrido, entrou em choque, tendo sérias convulsões, Junko Furuta morreu naquele mesmo dia, agonizando e sozinha. Há fontes que dizem que Junko estava grávida quando morreu. 

Supostamente, essa imagem foi retirada de um filme 


Um dia depois, em 5 de janeiro de 1989, como se tivessem tudo planejado, os delinquentes embrulharam seu corpo em cobertores e depois puseram o corpo de em um tambor de metal de 55 litros, encheram-no de concreto e o descartaram em Koto, Tóquio. O tanque foi recuperado em 29 de março, e Furuta foi identificada através de impressões digitais. 

Tambor com o corpo de Furuta

Momento da abertura do tambor de 55 litros



Corpo de Junko Furuta no concreto


    A autópsia determinou todos os danos que causaram a ela. Quando a mãe de Junko ouviu a notícia e os detalhes do crime, desmaiou e teve de se submeter a um tratamento psiquiátrico ambulatorial. 


Ela poderia ter sido salva 

    Alguns momentos foram cruciais para uma possível fuga de Junko Furuta. 

  Como já citado acima, ocorreu no 11º dia, onde Junko Furuta conseguiu alcançar o telefone e ligar para a polícia, mas ela foi descoberta por Hiroshi Miyano antes que ela pudesse dizer qualquer coisa ao telefone. Ele a puniu cruelmente por tal ato. 

    O segundo momento foi quando Koichi Ihara, um dos convidados chamado por Hiroshi, que participou de uma das sessões de estupro, chocado com tamanha crueldade, foi embora e contou o que acontecia para seu irmão mais velho. O irmão contou aos pais, que ligaram imediatamente para a polícia. Dois policiais bateram à porta da casa de Minato e conversaram com seus pais, que disseram que não havia nenhuma garota presa em casa, e até mesmo convidaram os oficiais a entrarem. Os policiais ficaram surpresos e consideraram isso o suficiente para assumir que, realmente, não havia nada, e então recusaram o convite e foram embora sem checarem a casa. Se os policiais tivessem entrado, poderiam ter salvado Junko 16 dias após o sequestro. 

   Outro fato crucial que poderia ter influenciado positivamente no destino de Duruta é que, além dos pais de Minato, um irmão de Shinji Minato estava morando na mesma casa. Seu irmão não fez nada, exceto alertar Minato que Furuta poderia morrer. Seus pais não intervieram porque tinham medo das tendências violentas de seu filho, da sua afiliação a Yakuza e de perderem sua reputação na comunidade. 


Descoberta do corpo e Prisão dos criminosos 

   Em 20 de Janeiro de 1989, os rapazes foram levados à delegacia pelo sequestro e estupro de outra garota. Nove dias depois, dois policiais foram à casa de Hiroshi para interrogá-lo, e acharam peças íntimas femininas dentro da casa. Durante o interrogatório, um dos policiais levou Hiroshi a pensar que sabia do assassinato de Furuta. Pensando que Jō Ogura havia confessado o crime, Hiroshi admitiu o crime à polícia, e afirmou que sabia onde encontrar o corpo de Furuta. O tanque foi recuperado no mesmo dia, 29 de março, e Furuta foi identificada através de impressões digitais. 

Local onde o tambor com o corpo foi encontrado

Local onde encontraram o corpo dentro do tambor


    O local onde o corpo de Junko foi abandonado foi desenvolvido desde então e agora é o parque Wakasu. 




   Todos eles confessaram o crime, contando com extrema frieza todos os detalhes e onde ironicamente alegaram que não tinham conhecimento de que a garota estava gravemente ferida, e que acreditavam que ela estava fingindo. Todavia, todos os quatro principais criminosos que sequestraram, torturaram, estupraram e assassinaram Junko Furuta foram pegos e julgados. Mas, como todos eram menores de idade quando o crime foi cometido, eles deveriam ser julgados como jovens, e acabaram sendo julgados e sentenciados como adultos devido à gravidade e repercussão do crime. Porém, os quatro criminosos foram protegidos por disposições especiais aplicadas aos menores infratores, tendo seus nomes retidos e ocultados pela corte japonesa. 

De acordo com a Constituição Civil do Japão na época, criada em 1898, ainda no século 19, a maioridade penal era a partir dos 20 anos, e o nome de um réu juvenil não podia ser divulgado publicamente. (Em 2018 o governo japonês aprovou a lei que muda a maioridade penal de 20 para 18 anos, colocando-a em vigor em 13 de janeiro de 2020). No entanto, na época os jornalistas da revista Shūkan Bunshun divulgaram amplamente os seus verdadeiros nomes em sua edição de 20 de abril de 1989, informando que, 
"Os direitos humanos não são necessários para os animais. Depois do que fizeram com Junko Furuta, eles não merecem anonimato e ninguém que defenda seus direitos humanos" 
Edição de 20 de abril de 1989

No trecho a seguir, traduzido da sentença do juiz Ryūji Yanase, ele afirma: 
“Nesses casos, a gravidade do incidente, a brutalidade e a desumanidade podem ser vistas com clareza, e diante da punição está a razão da realização da justiça social, e a Lei de Menores. É um crime brutal, e sua crueldade são difíceis de encontrar no passado. Eles foram socialmente egocêntricos não importando com os sentimentos e sofrimentos de “E” (Junko Furuta)! Extremamente cruéis e implacáveis com estupros e humilhações extraordinárias!” 
   Os rapazes se declararam culpados (a fim de tentar reduzir a pena) de "cometer lesões corporais que resultaram em morte", ao invés de assassinato. Eles foram culpados por seqüestro e morte de Junko Furuta, mas não por estupro, pois examinadores forenses encontraram sêmen e pelos pubianos nos órgãos genitais e reto de Junko que pertenciam a mais de 100 homens. Sendo assim, mais alguns nomes foram relacionados à tortura e assassinato dela, entre eles Kōichi Ihara e Tetsuo Nakamura. 


Sentenças e punições dos criminosos 

   Apesar da gravidade do crime, as sentenças que foram proferidas foram bastante baixas em relação a monstruosidade do crime. 


Hiroshi Miyano (ou Hiroshi Yokoyama)


    Em julho de 1990, Hiroshi Miyano, o suposto líder do crime, com 18 anos na época, foi condenado a 20 anos de prisão, a pena mais alta possível abaixo de prisão perpétua. Em 2004 ele tentou obter liberdade condicional, mas devido a um incidente, foi negado. Depois que foi libertado da prisão em 2009, mudou seu nome para Hiroshi Yokoyama. 

   A mãe de Miyano supostamente enviou 50 milhões de ienes aos pais de Furuta, depois de vender a casa de sua família. 

A mãe de Hiroshi evitando um repórter da TV Japonesa em 1989 - (Vídeo no final do post)


       Em Janeiro de 2013, 4 anos após sua libertação, Miyano foi preso por suspeita de fraude. No entanto, ficou calado durante seu depoimento, e como não havia provas suficientes foi libertado sem mais acusações ou sentenças. 


Jo Ogura (ou Jo Kamisaku)



   Jō Ogura, com 17 anos na época, foi julgado como um sub líder por sua participação no crime, sentenciado entre 5 e 9 anos de prisão. Cumpriu 8 anos em uma prisão juvenil antes que ele fosse solto, em agosto de 1999. Após sair da prisão mudou seu nome para Jō Kamisaku. 

   A mãe de Ogura supostamente vandalizou o túmulo de Furuta, afirmando que ela arruinou a vida de seu filho. Também foi relatado que Ogura gastou as economias de seu pai (dinheiro originalmente destinado à família de Furuta), comprando e consumindo uma série de produtos de luxo, vivendo uma vida extravagante. Ogura se casou com uma chinesa em algum momento e depois se divorciou dela. 

   Em julho de 2004, ele foi preso novamente, sendo condenado a 7 anos de prisão por espancar um cara que ele acreditava estar tentando "roubar" sua namorada e que estaria supostamente usando o fato de ele ter participado do assassinato para isso, pois ele se gabava de sua infâmia anterior. Ele foi condenado a um mandato de quatro anos, que concluiu em 2009. 


Shinji Minato (ou Nobuharu Minato)



   Shinji Minato, cuja casa era o local onde Junko Furuta foi torturada e assassinada, tinha 16 anos na época do crime, e foi condenado a 5 a 9 anos de prisão. Os pais e o irmão de Minato não foram condenados. Ele Saiu da prisão em 1999, e depois que foi libertado, mudou seu nome para Nobuharu Minato, e foi morar com sua mãe. Frequentava uma regularmente uma academia de Kick Boxing. Em 2006, ele se casou com alguém da Romênia e teve uma filha. Mais tarde, sua esposa se divorciou dele e ganhou a custódia de sua filha. 


    Em agosto de 2018, Minato, de 45 anos, foi preso por tentativa de assassinato. Ele supostamente bateu em um homem de 32 anos no ombro direito com um cassetete expansível de 41 cm e cortou sua garganta com uma faca. Felizmente, a vítima de 32 anos escapou por pouco da morte e chamou a polícia, afirmando que havia sido atingido por um cassetete e esfaqueado no pescoço. A polícia correu para encontrar a vítima que estava sangrando, mas Minato havia fugido do local. Após sua prisão, Minato negou as acusações de assassinato. "Eu venci [a vítima], mas não pretendia matar." 

     A casa dos Minato, onde Junko foi forçada a passar os últimos 41 dias de sua vida, foi demolida após o assassinato, substituída por uma nova casa e pertence a uma família diferente. 

Casa da família Minato foi demolida


Yasushi Watanabe



    Yasushi Watanabe tinha 17 anos na época do crime, e foi sentenciado de 5 a 7 anos de prisão. Ele é o único dos 4 jovens que evitou novos conflitos com a lei após sair da prisão. Não há muitas notícias sobre ele desde que foi libertado da prisão em 1996, mas há suposições de que ele vive recluso morando com sua mãe. 

   Cada um dos quatro agressores foi protegido por disposições especiais aplicadas aos menores infratores. Acredita-se que a afiliação dos quatro meninos à quadrilha criminosa Yazuka tenha contribuído para a lentidão da investigação e sua sentença branda. 

     Durante o processo judicial, duas pessoas no tribunal desmaiaram ao ouvir os detalhes do estupro e tortura brutais. A mãe de Furuta também teve um colapso mental, que exigiu tratamento psiquiátrico. Durante a sentença, o juiz comentou que a 
“A violência infligida à vítima foi excepcionalmente grave e atroz (...) Assassinada de maneira tão brutal na tenra idade de 17 anos, que sua alma deve estar vagando em tormento”. 
   Os pais de Junko estavam consternados com as frases recebidas pelos assassinos de sua filha, e ordenaram um processo civil contra os pais do menino em cuja casa os crimes foram cometidos. Não foi apenas a família de Furuta que ficou indignada com a sentença. Cartas telefônicas reclamando das sentenças leves inundaram o Tribunal Distrital de Tóquio e a promotoria. A maioria exigia a pena de morte. A mídia informou que a sentença foi uma falha grave na lei juvenil do Japão. 


O Funeral 

O funeral de Junko Furuta foi realizado no dia 2 de abril de 1989. 

Funeral de Junko Furuta - Foto tirada do documentário linkado ao final do post)

    Se ela não tivesse sido assassinada, no dia seguinte (segunda-feira, 3 de abril) teria sido seu primeiro dia de trabalho em tempo integral. O empregador para quem Furuta trabalhava meio período antes de seu sequestro e assassinato, presenteou os pais de Furuta com o uniforme que ela iria usar como funcionária em tempo integral. O uniforme foi colocado em seu caixão. 


   


Há sites com memoriais online. Visite “findagrave” e digite o nome de Junko Furuta, ou acesse Memorial Junko Furuta

Outro site que contem Memorial de Junko Furuta é Forever Missed Junko Furuta




Junko Furuta na Mídia e Cultura Popular

   Em face da grande repercussão do crime no Japão, e também no mundo, o verdadeiro nome de Junko, sua história e detalhes sobre a sua vida pessoal e sobre o crime foram divulgados exaustivamente na mídia à época. 

Livros e Mangá 

Pelo menos três livros de língua japonesa foram escritos sobre este caso. 

- A dramática história de Junko também é relatada em um mangá de Waita Uziga (autor do Daily Life de Mai-chan), chamado Shin Gendai Ryōkiden (As verdadeiras Histórias Modernas do Bizarro), no capítulo "Estudante Dentro do Concreto", com muito mais conteúdo violento, grotesco e bruto. 

- Seiji Fujii escreveu um romance sobre o caso, 17-sai ("Seventeen years old"), que foi ilustrado e transformado em um mangá por Yōji Kamata. Ao contrário do que realmente aconteceu, o romance mostra um final feliz para a menina, que sobrevive e seus sequestradores são condenados à prisão por muitos anos.  Para acessar o conteudo do mangá, clique aqui.

Mangá 17-sai


Filmes 

- O filme (filme B) "Concrete - Encased High School Girl Murder Case" (título em portugues: "Concreto - O caso da garota do ensino médio assassinada") inspirado neste crime foi rodado pelo diretor Katsuya Matsumura, em 1995. Yujin Kitagawa (membro da banda Yuzu) atuou no papel do principal culpado no filme. 



- "Juvenile Crime - aka School Girl in Cement" (traduzido "Crime Juvenil - A estudante no Cimento"), de 1997, é um filme de Gunji Kawasaki, e também foi baseado no caso de Junko Furuta.



- "Concrete - Schoolgirl in Cement" (em portugues: "Concreto - Estudante no cimento"), dirigido por Hiromu Nakamura, foi feito em 2004, baseado em um dos livros sobre o caso. Tem o filme completo no YouTube, assista aqui. Ou veja um pequeno trecho dele aqui.

As fotos do corpo machucado de Junko postadas acima foram retiradas deste filme (exceto as fotos do tambor e do corpo no concreto, essas são reais). Há quem diga que os criminosos filmaram as torturas e que as imagens são reais, mas aparentemente isso não é verdade. 




- O filme "Junko", de 2017, escrito e dirigido pelo indiano Abhinav Thakur, lida tanto com os fatores sociais que produziram os quatro agressores de Furuta quanto com o sofrimento de Furuta em suas mãos.

Assista ao trailer aqui ou assista ao filme completo, neste link.




Musica 

A música "Junko Furuta" da cantora indonésia Danilla Riyadi é uma homenagem a ela.


"Eu li seu novembro, torturado por sabotadores, 
acabado de feridas e enterrado no subsolo.

Segundos de medo não seriam esquecidos. 
A felicidade foi desmaiada pela dor que pintou.
Gritos que você cantou como suas orações,
Com os gritos para esculpir seus estilhaços.

"Não desista...(Ganbare)", você disse
Queimado pela cana de açúcar
"Aguente firme...", você disse
Deixe a pó permanecer

Dias de uma 'boneca repentina' que dormia com dores
A última impotente se arrastou em correntes sangrentas

Como você pôde se vingar enquanto acalmava seu coração?
Como você pode despertar o seu ódio enquanto a morte é a nova cama?"


- Em 2006, a banda japonesa Visual Kei/rock band "The GazettE" lançou uma música no seu álbum NIL chamada "Taion" (temperatura corporal); a música é um tributo a Junko. 




- A música "44 Days", do músico Mr. Kitty, também é sobre o incidente, apesar do título ter o período incorreto do cativeiro de Furuta, onde ela foi mantida em cativeiro por 41 dias. 




- Em novembro de 2017, um álbum intitulado Don't Be Afraid of Dying foi lançado pelo músico Sewerslvt como uma homenagem à morte de Junko Furuta, com cada letra no início de cada música soletrando seu nome. 




Fábula para crianças no Japão

    No Japão, sua história é contada como uma espécie de "fábula" para crianças travessas. Lá a cultura é bem diferente que aqui no Brasil. Claro que isto é bem distorcido e até macabro, mas estou relatando o que vi em artigos.


O Documentário e vídeos sobre o caso

Para finalizar, veja abaixo alguns vídeos de documentários raros, produzidos pela TV japonesa, logo após a descoberta do crime. A qualidade da imagem não é boa e está sem tradução (tem a opção de traduzir automaticamente), porém as imagens valem mais que mil palavras.

- Programa de TV falando sobre "O caso do assassinato da garota do ensino médio concretada", em 1989. Contém imagens do funeral de Junko Furuta.




- Segmento de notícias após a descoberta do corpo de Furuta Junko em um tambor cheio de concreto em Tóquio. A mídia divulgou o nome e a imagem de Furuta por toda parte, apesar do pedido de seu pai para manter sua identidade privada. 




- Cobertura do Funeral de Junko Furuta, em 02 de abril de 1989. Durante o funeral, colegas de classe a homenagearam, e uma amiga de Furuta fez um memorial dizendo: 
“Jun-chan, bem vindo de volta. Eu nunca pensei que veríamos você dessa maneira. Você deve ter sofrido tanta dor, tanto sofrimento. O 'happi' (?) que todos fizemos para o festival da escola parecia muito bom para você. Nós nunca vamos te esquecer. Ouvi dizer que o diretor lhe entregou um certificado de graduação. Então nos formamos juntas - todos nós. Jun-chan, não há mais dor, não há mais sofrimento. Por favor, descanse em paz...” 



- TV Japonesa noticiando o caso, entrevistando advogados e investigadores




- Vídeo "A garota no concreto", feito em memória de Junko Furuta.
As cenas entre 1:33 - 1:53 minutos são de um filme, o restante é autêntico. A trilha sonora do vídeo é a música "Taion", da 
banda japonesa "The GazettE", também um tributo a Junko. 



- Seguimento de notícias da TV Japonesa, com relatos do crime (dividido em 3 partes):

Relato 1

Relato 2

Relato 3



- Testemunho do vizinho à TV Japonesa, em 1989 




- Hiroshi Miyano é condenado e sua casa vai para venda






Fontes acessadas para elaborar a matéria:

- Wikipédia - Junko Furuta

- 44 dias no inferno - A história de Junko Furuta - Japan Insides

- O limite da crueldade humana. Junko Furuta, torturada e morta após 41 dias de cativeiro - O Protagonista Político

- Tribunais no Japão. "控訴 審判 決 本文 (PDF)". 第 高等 裁判 所 刑事 第 10 部 (1991 年 7 月 12 日). 

- O caso Junko Furuta e suas reprecursões jurídicas - Lex Magister

- "A nomeação da mídia de criminosos adultos com antecedentes criminais juvenis: o caso de assassinato embalado em concreto de 1989 e o caso de agressão de 2004 (parte 1)." 谷 原 圭 亮 、 嶋 聡 、 中 寛 寛 水 野 剛 也. 第 大学 情報 学部 『研究』 第 33 号 2005 年 7 月.

- Assassino de Junko Furuta novamente em julgamento: 
Caos no tribunal - Tókyo Reporter

- Nakano, Kenji. "Junko Furuta: Assassino preso por tentativa de assassinato três décadas depois." Tokyo Reporter, 10 de setembro de 2018.

- YouTube



Fortunato Botton Neto "O Maníaco do Trianon"



Entre 1986 e 1989, uma série de misteriosos assassinatos assustou a cidade de São Paulo. Um decorador, um psiquiatra, um diretor de teatro e um professor figuravam numa longa lista de mortos. Todos eram homossexuais. Todos foram brutalmente assassinados com métodos que levaram a polícia a apostar na existência de um serial killer.

Fortunato Botton Neto, um garoto de programa que atuava no Parque Tenente Siqueira Campos (Trianon), conhecido ponto de prostituição masculina na região da Avenida Paulista matou estes homens, com idades entre 30 e 60 anos, com requintes de EXTREMA crueldade.

No dia 17 de agosto de 1987; a empregada do psiquiatra Antonio Carlos Di Giacomo chegou para trabalhar e encontrou um cenário de horror. Com pés e mãos amarrados e uma meia na boca, estava o médico formado pela Escola Paulista de Medicina.

A frieza com que Neto relatou este e os demais crimes chocou até os mais experientes policias que trabalhavam no caso. Em de seus depoimentos, o maníaco diz: "Matar é como tomar sorvete: quando acaba o primeiro, dá vontade de tomar mais, e a coisa não para nunca".

Depois de combinar o preço do programa, ele seguia para o apartamento das vítimas, onde bebia com elas até que ficassem totalmente alcoolizadas. Amarrava os tornozelos e os pulsos, amordaçava e matava por estrangulamento, golpes de faca ou chave de fenda.

Houve um caso em que chegou a pisotear a vítima até que os órgãos internos saíssem pela boca, ouvidos, nariz e ânus. Terminado o serviço, ele vasculhava o apartamento da vítima à procura de dinheiro e objetos valiosos que pudessem ser vendidos facilmente sem levantar suspeita. 

O Maníaco do Trianon foi condenado por três dos sete crimes que confessou. Morreu na prisão em fevereiro de 1997, de broncopneumonia decorrente da AIDS.



Read more: http://gente-estranha.blogspot.com/2011/01/serial-killers-brasileiros-v-o-maniaco.html#ixzz1ZXzKxguF




Aqui tem o link de um documentário do Discovery Channel. http://www.youtube.com/watch?v=kFsBmQGHVik Não deu pra incorporar no blog, mas é muito bom.





                                          

Adriano da Silva "O Monstro de Passo Fundo"




O serial killer da região de Passo Fundo Adriano, a quem se atribuíram 12 mortes, embora ele admita apenas oito, foi preso no Município de Maximiliano de Almeida, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, em janeiro de 2004.

Na Polícia e em Juízo, Adriano, também conhecido como Monstro de Passo Fundo, revelou detalhes sobre as mortes dos meninos, revelando - sem demonstrar nenhuma emoção - como imobilizava suas vítimas. Garantiu também que só abusava sexualmente dos meninos depois de matá-los.

Nunca, segundo o depoimento, levava nada das crianças, nem roupas ou objetos. Adriano já tinha sido condenado por latrocínio, roubo seguido de morte, formação de quadrilha e ocultação de cadáver, no Paraná. Silva era procurado desde 2001, quando teria escapado da cadeia no Paraná, onde cumpria pena de 27 anos pela morte de um taxista. Desde então, circulou pelo interior gaúcho sob nomes falsos e vivendo de bicos. Interrogado pelos policiais, Silva confessou os crimes.

Dos 27 anos de detenção que tinha para cumprir, fugiu depois de seis meses. Durante as investigações feitas pela Polícia gaúcha do RS chegou a ser preso, mas foi solto por falta de provas. O assassino carregava luvas e um lenço, para não deixar impressões digitais.

Questionado sobre tamanha brutalidade, Silva falou de "uma vontade íntima, de um vício". Um detalhe espantoso nesse caso é que, nos últimos meses, antes de ser definitivamente acusado e confessar as oito mortes, o presidiário chegou a ser detido três vezes - uma por furto, outra por estar com uma faca e a terceira quando o avô de um dos meninos mortos suspeitou dele.

Mas acabou solto em todas as ocasiões porque a polícia não sabia estar diante de um foragido. Silva disse aos policiais ter perdido os documentos e se identificou como Gabriel, nome de seu irmão. A desculpa foi suficiente para enganar a polícia, mas já se sabe que nada teria acontecido ainda que Adriano da Silva fosse identificado. Durante muitos meses, a Secretaria de Segurança do Paraná, Estado de onde ele fugiu, deixou de alimentar o sistema nacional de informações policiais. Ou seja, não haveria como saber que se tratava de um bandido foragido. (Brasil, meu Brasil brasileiro)

Em liberdade, Silva mataria uma vez mais. Novamente, a polícia o capturou com a ajuda de uma testemunha que viu a vítima com o assassino. Entrevistado em 2010 ele alegou que só cometeu um dos 12 homicidios e que foi forçado a confessar os demais crimes, alegando que uma rede cometia os assassinatos e que se ele se negasse a confessar, a familia dele correria riscos.

Fonte:


Entre os meses de março de 2003 a janeiro de 2004, surgiram na cidade de Passo Fundo, RS, boatos de que um assassino serial estaria agindo pela cidade.
Mês a mês, em casos até então tratados como isolados, outro e mais outro menino era morto e violentado em algum ponto da periferia da cidade. A cada novo crime, aquilo que parecia boato ganhava contornos de realidade. Novos relatos chegavam de outras cidades da região, espalhando temor na população. Dez meses se passaram, com um total de 14 meninos assassinados ou desaparecidos na região. A polícia insistia que não havia ligação entre os casos. O medo transformou-se em revolta no fatídico 6 de janeiro de 2004, quando um paranaense de nome Adriano da Silva foi preso, assumindo a autoria de 12 homicídios, seis na cidade e outros seis em Soledade, Lagoa Vermelha e Sananduva (mais tarde, mudou o depoimento e assumiu oito crimes).

Terminava ali a saga de sangue e dor espalhada pelo Monstro de Passo Fundo, um psicopata doentio e terrível, que escolhia suas vítimas, sempre meninos com idade entre 8 e 13 anos, entre a população pobre das periferias das cidades por onde andava.

As várias versões do Monstro:

Na primeira versão apresentada, Adriano confessava o assassinato de 12, dos 14 meninos encontrados mortos na região norte do estado do Rio grande do Sul naquela época.

O depoimento provocou alvoroço nas autoridades policiais da cidade, já que o criminoso confessava crimes até então atribuídos a outras pessoas. “A polícia de toda a região está sendo surpreendida, pois Adriano assumiu a autoria de crimes considerados esclarecidos, com inquéritos policiais encerrados e com pessoas já indiciadas”, dizia o jornal “O NACIONAL”, de Passo Fundo, em uma de suas edições.

Prova disto é que a prisão de Adriano trouxe a Passo Fundo o delegado João Paulo Martins, então chefe do Departamento Estadual de Investigações Criminais.
Foi ele quem concedeu a primeira entrevista coletiva, quando contou detalhes do depoimento do maníaco.

Adriano disse à polícia que era procurado desde 2001, quando teria escapado de uma cadeia no Paraná, onde cumpria pena de 27 anos pela morte de um taxista. Desde então, circulou pelo interior gaúcho sob nomes falsos e vivendo de bicos.

Com frieza e sem demonstrar, em nenhum momento, arrependimento, confessou os crimes. Ele dizia apenas que o autor dos crimes não era ele, mas outro homem que estava dentro de seu corpo. Disse que teria cometido o primeiro da série de crimes contra meninos em agosto de 2002.
A vítima escolhida foi Éderson Leite, 12 anos, que vendia rifas na cidade de Lagoa Vermelha. Depois, passou por Soledade, onde matou o menino Douglas de Oliveira Hass, 10 anos, cujo corpo foi escondido sob a churrasqueira de uma casa abandonada e encontrado apenas após a confissão do assassino.

Outras três crianças foram mortas naquela cidade na época, mas os crimes foram atribuídos a traficantes.
Com o cerco apertando contra ele em Soledade, Adriano mudou-se para Passo Fundo, onde teria chegado no início de 2003, quando passou a freqüentar locais como o Parque da Gare, onde se alimentava e dormia com moradores de rua. Mais tarde, alugou uma casa no bairro Santa Marta, região em que aconteceram quatro, dos seis crimes cometidos pelo maníaco na cidade.

O maníaco contou aos delegados que só atacava meninos de origem humilde, geralmente encontrados nas ruas, e empregava a mesma técnica para matá-los: atraía os adolescentes até locais desertos com a promessa de que ganhariam dinheiro em troca de pequenos serviços.
Chegando ao local escolhido, geralmente os nocauteava com golpes de muay thai, uma das paixões do assassino serial. Com as vítimas inconscientes, Adriano as estrangulava com pedaços de corda.

Em pelo menos três, dos doze casos atribuídos a ele, manteve relações sexuais com o cadáver da vítima. A mente criminosa e perversa o traía, já que com isso Adriano estava deixando no corpo dos meninos a prova que a polícia precisava para prendê-lo, o próprio DNA. 

Em certo depoimento, quando perguntado por um delegado sobre porque agir com tamanha brutalidade, Adriano teria respondido que sentia “uma vontade íntima, um vício de matar”.


Read more: http://gente-estranha.blogspot.com/2011/02/serial-killers-brasileiros-vii-o.html#ixzz1ZXrqMtjw




Marcelo Costa de Andrade "O vampiro de Niterói"




Marcelo Costa de Andrade:

Marcelo Costa de Andrade, O Vampiro de Niterói, foi um serial killer brasileiro, acusado de ter matado cerca de 14 meninos nas redondezas de Itaboraí, cerca de 30 quilômetros de Niterói, no Rio de Janeiro, no ano de 1991.

Infância problemática:

Marcelo viveu parte da sua infância na Rocinha, uma favela do Rio de Janeiro. Vivia num lar desestruturado, e sua mãe, uma empregada domestica, apanhava constantemente do marido. Foi mandado por um período para a casa dos avós, no Ceará, local onde disse que apanhava muito. Tempos depois foi mandado de volta para o Rio de Janeiro, onde constantemente era vitima de maus tratos pelos novos companheiros da mãe, os pais haviam se separado. Foi nesse período que foi abusado sexualmente por um homem mais velho.

Adolescência conturbada:

Foi então internado em um colégio para meninos, mas não tinha bom desempenho nas aulas. Lá era hostilizado pelos colegas e chamado de retardado. Aos 14 anos, foi mandado embora do internato, pois a instituição só acolhia jovens de 6 a 14 anos.

Assim que saiu do internato, passou a se prostituir. Segundo Marcelo, sempre era passivo durante seus programas, mas certa vez um homem mais velho o teria obrigado a ser ativo, o que o perturbou muito. Nessa época ele tentou cometer suicídio. Tempos depois ele foi enviado para a FUNABEM, mas meses depois fugiu e voltou a se prostituir, sendo que aos dezesseis anos foi morar com outro homem, Antônio Batista Freire, que começou a sustentá-lo e o apresentou à Igreja Universal do Reino de Deus.



Mesmo com o sustento do companheiro, Marcelo continuava a se prostituir, até que se separou do porteiro e voltou para a casa da família.
A partir daí, largou a prostituição e começou a trabalhar formalmente, ajudando a família nas contas e nos afazeres domésticos.

Marcelo freqüentava os cultos da seita a cerca de dez anos na época, além de assistir as celebrações pela TV diariamente. Segundo ele, foi num desses cultos que ouviu que quando as crianças morrem, elas vão para o Céu.
Segundo a lógica do assassino, ele não matava adulto, pois poderia os estar mandando para o inferno.
A seita da igreja era uma parte importante da vida de Marcelo. Quando não estava lendo as pregações do bispo Edir Macedo, (que como todos sabem constantemente é acusado e investigado por estelionato) estava lendo revistas pornográficas. Gostava de ouvir músicas da Xuxa e de outros ídolos infantis da época. A mãe de Marcelo conta que ele tinha o estranho hábito de ficar ouvindo uma fita gravada de quando o irmão mais novo estava chorando.

Crimes descobertos:

No dia 16 de dezembro de 1991, Altair Medeiros de Abreu, de 10 anos, teria saído com seu irmão, Ivan Medeiros de Abreu, até a casa de um vizinho, que lhe havia prometido oferecer um almoço. Na época o pré-adolescente morava numa zona de pobreza do bairro Santa Isabel, em São Gonçalo, município vizinho de Niterói. Os dois eram filhos de Zélia de Abreu, empregada doméstica que possuía mais cinco filhos. 

Quando os dois garotos passavam pela estação central de Niterói, os dois foram abordados por Marcelo, que, segundo Altair, teria lhe oferecido cerca de quatro mil cruzeiros para que os dois o ajudassem a realizar um ritual religioso católico. Os três pegaram um ônibus e foram parar numa praia deserta, nos arredores do Viaduto do Barreto. Nesse momento, Marcelo tentou beijar o garoto mais velho, que fugiu assustado, mas sendo capturado em seguida e derrubado no chão; atordoado, ele viu seu irmão Ivan ser abusado sexualmente por Marcelo, que após o ato, o enforcou, dizendo a Altair que seu irmão estava dormindo.

Assustado, Altair passou a fazer tudo o que Marcelo queria, sendo depois levado pelo assassino até um posto de gasolina onde se limpou sobre os olhos atentos de Marcelo. Os dois dormiram em um matagal, e na manhã seguinte partiram para o Rio de Janeiro. Segundo consta, durante o trajeto, Marcelo teria se oferecido para morar com Altair, que teria concordado imediatamente. Nos depoimentos após o crime, Marcelo disse que teve piedade do garoto, pois ele teria sido "bonzinho" e prometido ficar com ele. Na época, Marcelo trabalhava como distribuidor de panfletos, e teria que aparecer no trabalho para buscar seus papéis. Assim que se distraiu, Altair aproveitou e fugiu do assassino.

Quando chegou em casa, por carona, Altair não revelou que seu irmão havia sido morto, só revelando o crime para uma das irmãs mais velhas dias depois. Marcelo não teria tentado procurar Altair nem tentado esconder o corpo, voltado no local do crime tempos depois para modificar a posição do corpo, corpo esse que foi encontrado por policiais horas depois. Segundo consta, as mãos do garoto estavam dentro dos shorts, o que afastou a tese inicial de afogamento, sendo constatado o abuso sexual no IML.
Quando o corpo foi identificado pela mãe de Ivan, Altair levou os policiais até o trabalho de Marcelo, que confessou o crime imediatamente, não demonstrando surpresa.


Em série:

Na delegacia, Marcelo confirmou ser o autor de mais doze assassinatos. Ele revelou um dos seus primeiros crimes. Segundo o próprio, em junho do ano de 1991, ele havia acabado de descer de um ônibus quando viu o garoto Odair Jose Muniz dos Santos, de onze anos, pedindo esmolas na rua. Marcelo então o convenceu supostamente a ir com ele até a casa de uma tia e pegar cerca de 3000 cruzeiros para dar ao garoto. Mas na verdade Marcelo o atraiu até um campo de futebol e tentou abusar do menino, como não conseguiu, o enforcou.

“(...)Não reparei se ele estava vivo ou morto quando o estuprei. Não consegui me satisfazer. Apertei sua garganta mais uma vez para garantir que a alma dele fosse para o céu.” 

Logo após, Marcelo foi para casa jantar e voltou mais tarde, onde decapitou o corpo do garoto. Marcelo afirmou que fez isso com o garoto para se vingar do que faziam com ele durante a época que viveu no internato. Além disso, o assassino disse que se inspirava para cometer crimes nos cultos da seita da Igreja Universal do Reino de Deus.


Seu primeiro crime ocorreu em abril de 1991. Ele estava voltando do trabalho quando viu um garoto vendendo doces na avenida. Inventou a mesma história do dinheiro e do ritual religioso e o levou para um matagal. Tentou fazer sexo com o garoto, mas esse resistiu. Marcelo o agrediu com pedras e depois o asfixiou e o estuprou. Segundo ele foi a partir daí que não conseguiu mais parar de cometer crimes. No seu segundo crime, matou Anderson Gomes Goulart, 11 anos, estraçalhou sua cabeça, bebeu o seu sangue enquanto o estuprava e depois quebrou seu pescoço. 







Edson Izidoro Guimarães "O anjo da morte brasileiro"



Edson Izidoro Guimarães, "o enfermeiro da morte", é um ex-auxiliar de enfermagem que assistia no setor de emergência do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro, responsável direto pela morte de pelo menos cinco pessoas. Estima-se que o número verdadeiro de suas vítimas, porém, seja superior a 100 (cem), o que o transformaria num dos maiores assassinos em série do Brasil e do mundo.


Prisão:

Edson Izidoro Guimarães foi preso em 07 de maio de 1999, quando trabalhava no plantão do Hospital Salgado Filho. No dia 21 desse mês ele foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe; emprego de asfixia e veneno; e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas).
Ele ficou conhecido como o "enfermeiro da morte" por ter desligado os aparelhos respiratórios das pacientes terminais Márcia Garnier Pereira, Maria Aparecida Pereira, Francisca Teresa Coutinho de Oliveira.

Ele também foi condenado por ter injetado cloreto de potássio em Matias Gomes, matando-o por embolia pulmonar. Os assassinatos ocorreram em 7 de maio de 1999, no mesmo dia em que acabou sendo preso. Izidoro confessou que matava os pacientes terminais para receber comissão de funerárias. Ele chegou a ser acusado de outras 126 mortes ocorridas durante seus plantões.

Condenações e julgamentos:

Em 17 de fevereiro de 2000, Edson Izidoro Guimarães foi condenado a 76 anos de prisão, resultado da soma das quatro penas de 19 anos pelas mortes dos quatro pacientes do Hospital Municipal Salgado Filho. A defesa apelou, e no dia 13 de março de 2001, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em decisão unânime, reformou a sentença por entender que houve crime continuado e não concurso material de crimes. Na ocasião, a Câmara fixou a pena de Edson Izidoro em 31 anos e oito meses de reclusão, permitindo à defesa protesto por novo júri, igualmente aceito por unanimidade.

Em 27 de setembro de 2001 Guimarães foi novamente julgado, agora pelo III Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. 
Atualmente, Edson permanece preso nas celas da Polinter, no Rio de Janeiro, e, ao que tudo indica, não abandonou a profissão de enfermeiro. Segundo policiais, o auxiliar de enfermagem é requisitado “sempre que um interno sente-se mal”. É ele quem presta os primeiros socorros na carceragem, a pedido dos próprios policiais e detentos.
Além disso, Izidoro é considerado preso de bom comportamento e desfruta de “algumas regalias”. Por ser classificado como “faxina” — detento que presta serviço ou ajuda na prisão —, ele, que já dividiu espaço com outros 31 presos, ocupa uma cela com cerca de sete condenados, equipada com televisão, fogão, geladeira e colchões.
Conforme informaram alguns policiais, esse tipo de tratamento é dispensado aos presos primários, de bom comportamento, sem nenhum tipo de ligação com facções criminosas. 

Repercussão:
O caso serviu para tornar pública uma prática que até então era muito comum nos hospitais do Rio de Janeiro e possivelmente do restante do país: a máfia das funerárias. Com a prisão de Edson Izidoro Guimarães foi confirmado um esquema no Hospital Salgado Filho, onde as empresas funerárias agiam livremente pagando comissões a quem indicasse seus serviços. As investigações mostraram que o auxiliar de enfermagem chegava a lucrar entre cem e mil reais, dependendo do tipo de morte.
As mortes naturais rendiam menos que aquelas produzidas por acidentes de trânsito. Estas últimas envolviam um esquema de seguro.

Súbito, um desdobramento: foi descoberto que a ação da máfia das funerárias não se restringia ao Rio de Janeiro. A prefeitura de São Paulo também admitiu que sua população estava sendo vítima da ação criminosa de agentes funerários, não ficando provado que a máfia paulista chegasse ao extremo das similares no estado onde Edson operava.

Indenizações aos parentes das vítimas:

Em 23 de agosto de 2009, a 11ª Câmara Cível do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) condenou o município do Rio de Janeiro a pagar indenização moral de R$ 50 mil a Sebastiana Barbosa, viúva de Jorge Barbosa, morto por Edson em abril de 1999.

De acordo com o processo, Jorge foi internado no Hospital Albert Schweitzer depois de sofrer convulsões e, logo após, foi transferido para o Hospital Salgado Filho, no Méier. Como Jorge estava medicado e as crises controladas, Sebastiana resolveu retornar para casa. Ao voltar ao hospital, no dia seguinte, descobriu que ele havia falecido. Sebastiana é a primeira parente de uma vítima do "enfermeiro da morte" a receber indenização.

Francisco das Chagas Rodrigues de Brito


FRANCISCO DAS CHAGAS BRITO

O mecânico de bicicletas Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, de 45 anos, foi condenado, em julgamento encerrado dia 27/08/09, a 36 anos e 6 meses de prisão. Francisco era acusado dos homicídios de duas crianças na cidade de São José do Ribamar, cidade na região metropolitana de São Luís (MA).

Também foi condenado por ocultação de cadáver e vilipêndio (atitude desrespeitosa com os corpos).
Estes crimes ocorreram no ano 2000. Duas crianças, de 10 e 11 anos, foram mortas. Contudo, não foi a primeira vez que Francisco das Chagas foi julgado. Em 2006, Francisco já havia sido condenado a mais de 20 anos de prisão pelo homicídio de um adolescente de 15 anos – a pena seria maior, mas foi reduzida porque Francisco foi considerado semi-imputável, isto é, considerou-se que ele possui um transtorno mental (o transtorno de personalidade anti-social) que reduz sua capacidade de controlar seus impulsos.

Durante os interrogatórios afirmava que a policia podia revirar sua casa que não ia encontrar nada; permanecia calmo e mantinha sua história. Seu tom era irônico e seu riso era cínico. Francisco disse para a polícia frases como essas: "Doutor, se eu devesse eu tinha ido embora"; "To pagando por uma coisa que eu não fiz"; "Só Deus sabe que eu sou inocente"; "Isso não pode estar acontecendo comigo, meu Deus!"; "Meu advogado é Deus", "Eu não sou doido da cabeça", "Um dia a verdade vem", "Nunca matei ninguém".

Neste julgamento atual, a pena também foi reduzida, pelo mesmo motivo, em um terço.
Na verdade, suspeita-se que Francisco das Chagas tenha matado mais de 40 crianças e jovens do sexo masculino, entre 1989 e 2003, o que o tornaria um dos assassinos em serie brasileiros mais agressivos.  –  teriam sido 30 vítimas no Maranhão (também na cidade de Paço do Lumiar) e 12 no Pará.


Observações da Fita da polícia.

É desembaraçado e representa o diálogo.
Ansioso para falar sua versão e justificar as negativas das testemunhas.
Quer adivinhar a resposta certa.
Nega enfaticamente ser homossexual.
Exige provas científicas de sua culpa (digital na bicicleta).
Ironiza a psicóloga, dizendo que só falta acreditar que ela lê a mente das pessoas.


Linhas de Investigação:

Para cada crime, uma autoria diferente.
Órgãos genitais usados em rituais de magia negra, terreiros de macumba e/ou seitas secretas.



As Provas

Chagas foi visto com Jonnathan no dia de seu desaparecimento.
Chagas foi visto com duas bicicletas, sendo que uma delas seria a do menino desaparecido.
Chagas morou em Altamira/PA entre 1989 e 1993, época em que ocorreram os casos dos Meninos Emasculados de Altamira.
No ano de 1991, ocorre o primeiro caso em São Luís do Maranhão, no mesmo mês em que Chagas vem para esta cidade acompanhando uma cunhada doente. Ele só retornou para Altamira após o carnaval de 1992 (março).

Em 1994, Chagas passa a morar definitivamente em São Luís/MA.
Os locais onde Chagas morou são os mesmos locais onde ocorreram os crimes.
A baladeira (estilingue) do menino Siba, feita com a borracha de uma chuteira, foi reconhecida pelo pai.
Nos locais de encontro de cadáver foram encontradas algumas camisetas cortadas à 10cm da gola. Na casa de Chagas também.
Chagas residiu ou freqüentava a localidade onde ocorreu a maioria dos crimes de meninos emasculados. Os corpos foram encontrados sempre numa distância entre 50m e 200m de onde o mecânico morou.

Ilana Casoy no caso. (É ela contando):

“Recebi material sobre 26 crimes contra crianças em São Luís. Trabalhando em conjunto com o Médico Legista e bacharel em Direito André Ribeiro Morrone, definimos apenas 23 como sendo da mesma autoria. Três casos foram excluídos.”

“Foi elabora o perfil psicológico do tipo de individuo que cometeria estes crimes em série e confrontado como o perfil psicológico de Francisco das Chagas. Concluímos que se tratava da mesma pessoa.”

“De acordo com o perfil de Chagas e do tipo de serial killer que estava em ação, havia uma enorme possibilidade deste assassino ter enterrado parte de suas vítimas em sua casa ou quintal. Pedi ao Dr. Diniz que efetuasse nova perícia na casa e foi requisitado novo mandado para que isso fosse possível.”

“Enquanto esperávamos ordem legal para procurar o “troféu” que Chagas levava de cada morte, supostamente ossos e roupas, foi solicitado ao Delegado Diniz que observasse Chagas em sua cela. Não posso relatar detalhadamente o que deve ser observado, para que outros criminosos não saibam o que devem ou não esconder, mas dentre outras coisas, sono REM, matutino/vespertino, masturbação compulsiva, etc.”

“Com base nestas observações, foi planejada uma estratégia de interrogatório a ser utilizada no momento em que estivéssemos de posse das provas científicas contra Francisco das Chagas.”

“Na quinta-feira, dia 25 de março, às 9 horas da manhã, recebi o telefonema do Dr. Diniz contando que havia encontrado três ossadas no chão da casa de Chagas, além de algumas roupas.”

“Durante várias horas, acompanhei as escavações por telefone, juntamente com o Dr. André Morrone. Ficou a cargo do Médico Legista do IML de SP orientar a perícia de São Luís sobre o acondicionamento das provas, para que nada se perdesse.”

“Neste mesmo dia à noite, conforme estratégia anteriormente planejada, Chagas começou a ser interrogado. Durante semanas, em trabalho conjunto com a psicóloga forense Maria Adelaide de Freitas Caíres, foi feito o acompanhamento dos trabalhos, com mudanças de estratégia quando necessário. Francisco das Chagas confessou assim todos os seus crimes, mas afirmava não se lembrar o que acontecia durante os assassinatos.”

“Foram feitas as reconstituições dos assassinatos, uma delas acompanhada por mim pessoalmente. Chagas entrava na mata do local de encontro de cada cadáver e mostrava exatamente onde havia matado tal criança.”

“Os locais eram bem ermos e foi bastante difícil chegar até eles, pois se tratavam de mata fechada. Munido de GPS, o perito criminalístico Wilton Carlos Rego Ribeiro marcava então o local exato apontado por Chagas, que depois era comparado ao local apontado pelos peritos, por ocasião dos laudos de local. A margem de erro de Chagas.mesmo nos crimes mais antigos, era de 50cm.”

“Chagas foi entrevistado por mim na Delegacia de Homicídios de São Luís, juntamente com o psicólogo forense Christian Costa. Começamos aqui a conhecer o homem por trás dos crimes.”


Alguns relatos de Chagas para Ilana Casoy e Dr. Christian Costa.

Chagas: - Bom, o que eu vi...é ... há alguns fatos que vocês precisam entender né ..Que aliás nem eu mesmo sei....isso que aconteceu...que aconteceu já....nem eu sei direito. E...Fica uma coisa que me deixa ainda meio perturbado.

Ilana: - É lógico.

Chagas: - Esse negócio...Por que que um negócio desses acontece comigo né. Por quê?

Christian: - Você gostaria de entender também?

Chagas: - Eu gostaria de entender, que eu não sei...Tem hora até que me fere até as palavras...Bom, pra dizer a verdade, o que mudou na minha vida foi só que...por causa disso aí é a mesma coisa que eu estar sozinho no mundo.

Christian: - Você se sente só?

Chagas: - É, me sinto só.

...

Ilana: - Você apanhou muito Chagas?

Chagas: - Apanhei muito.

Ilana: - Apanhava de quê? De cinta, de chinelo?

Chagas: - Era de cipó mesmo de jatobá. Tirava assim aquele cipó de três pernas e tem que tirar a folha, porque se não tirasse a folha a velha (a avó de Chagas) mandava buscar outro. Ajoelhava nos pé dela e ela batia e se brigasse muito, se estrebuchasse muito, ela...Daí dava no chão, pisava no pescoço e levantava a perna do moleque. Ela pisava no pescoço, estendia a perna e metia um tapa.

Ilana: - De ponta cabeça?

Chagas: - Era.

Christian: - Ela batia aonde?

Chagas: - Por onde pegasse. E aí quando...depois...quando feria né, porque, às vezes, feria, e aí ela pegava e ia passar água de sal. Às vezes eu quero que Deus perdoe isso né, porque por mim ta perdoado...Agora só que valeu, porque eu sempre fui uma pessoa que nunca pegou uma agulha de ninguém. Porque lá em casa quando a gente chegava com um brinquedo diferente ia deixar onde achou debaixo de tapa. Aí eu aprendi isso...Eu nunca peguei uma agulha de ninguém. Eu não sei, não me sinto bem...

Christian: - Porque que ela batia?

Chagas: - Ela batia porque naquele tempo a criação não era que nem hoje. Hoje em dia o filho não respeita mais o pai, o pai ta conversando com uma visita ele chega, toma a conversa,”foi assim e tal”...No meu tempo não era assim. Minha mãe tava conversando, se a gente dissesse “minha mãe, isso assim, assim”, ela não dizia nada, só olhava com um olho ruim. Às vezes, chegava visita pra conversar com ela e a gente ia brincar bem longe pra não atrapalhar ela e nem passar pelo meio.


Sua história ficou conhecida como “o caso dos meninos emasculados do Maranhão e de Altamira (PA)”, pois o assassino mutilava os órgãos sexuais da maioria das vítimas.
Porém, este não era o único ato bárbaro de Francisco. As mortes eram por asfixia ou com uso de objetos cortantes. Antes, ele abusava sexualmente dos garotos. Depois de mortos, de alguns ele cortou a cabeça ou dedos, de outros queimou o corpo.

Segundo o promotor do caso atual, Francisco, que está preso desde 2004 (ano em que foram encontradas duas ossadas enterradas em sua casa), confessou os crimes e colaborou com as investigações, mas às vezes se divertia fazendo um “jogo” testando a capacidade dos policiais em desvendar a história.


Uma das Vítimas de Francisco.
Jonatham Silva Vieira é o nome de um jovem de 15 anos que Francisco das Chagas Brito matou em 2003, no Maranhão. Jonatham foi o primeiro dos homicídios de Francisco a ser levado a julgamento, em 2006.

Jonnatham freqüentava a oficina de bicicletas onde Chagas trabalhava (fazia bico) e comentou com sua irmã que foi convidado por ele para ir apanhar juçara (açaí) na mata. Chagas foi visto com Jonnathan no dia de seu desaparecimento. Também foi visto empurrando duas bicicletas na Estrada de Santana. Mesmo diante dessas "provas circunstanciais", ele negava firmemente o crime.

Do garoto só se encontrou a ossada, sendo impossível determinar se ele havia sido emasculado.
Neste julgamento, Francisco chorou ao ser interrogado pelo juiz, contando que, na infância, além de ter sido espancado pela avó “até sangrar”, também foi violentado por um adulto, de nome “Carlito”. Francisco disse que, ao matar Jonatham, estava vendo no jovem o seu agressor, Carlito. Anteriormente Francisco tinha negado o crime, dizia que as mortes eram provocadas por “uma força superior”.

A irmã de Francisco, ao depor, disse que ele realmente apanhava da avó. O advogado de Francisco contou que o assassino lhe disse que sua avó mantinha, em uma parede, uma lista de atitudes que eram proibidas. Assim que Francisco atingisse oito “pontos”, era surrado.

Infância e vida:
A mãe de Francisco abandonou o esposo quando a criança tinha quatro anos. O pai, dois anos depois, o deixou com a avó que batia nele.
Às vezes o pai aparecia com uma mulher a tiracolo, mas esta não aceitava Francisco como filho. Morando com a avó, Francisco trabalhava vendendo bolos na rua.
O assassino, já adulto, chegou a morar com uma mulher, com a qual teve duas filhas. Francisco morou no Pará, em Altamira, onde é acusado de ter matado 12 meninos. E no Maranhão, onde pesa sobre ele a acusação de 30 homicídios.

Francisco diz que, apesar de ter parentes, era solitário. Sua “diversão” era ficar só, à noite, jogando pedras em gatos.
Durante várias fases dos processos, Francisco já assumiu os crimes, já os negou, já deu várias declarações confusas e contraditórias. Em uma entrevista, tentou negar que tivesse extirpado os órgãos sexuais dos garotos, assim: “Se eu tivesse feito isso, tinha dinheiro. Não moraria humildemente.” (querendo sugerir que poderia ter vendido os pênis para traficantes de órgãos…). Ou: “A pessoa, quando morre, começa a diluir, a desmanchar.”

Modus operandi:

As vítimas de Francisco das Chagas eram meninos entre 10 e 14 anos, geralmente.
A exceção, aparentemente, é um garoto de 4 anos, parente de sua ex-mulher.
As crianças eram pobres e moravam perto de onde Francisco residia. Muitos eram vendedores ambulantes, como Francisco já havia sido.
Francisco as atraía para uma mata fechada, geralmente com algum convite como irem pegar frutas. Durante as investigações, Francisco conseguiu apontar com exatidão onde estavam vários corpos.
A negligência das investigações gerou ao Brasil e ao Maranhão um processo na OEA (Organização dos Estados Americanos). Por intermédio da OEA, as famílias das vítimas passaram a receber uma pensão.


Retirado e Adaptado de:
e










David e Catherine Birnie


David John Birnie (16 de Fevereiro 1951 - 7 Outubro de 2005) e Catherine Margaret Birnie (nascida em 23 de maio de 1951) foram um casal de australianos assassinos em série. Eles assassinaram quatro mulheres na faixa etária de 15-31 em sua casa ( 3 Moorhouse Street em Willagee um subúrbio de Perth na Austrália Ocidental) na década de 1980, e tentaram assassinar uma quinta. Esses crimes foram referidos na imprensa como os assassinatos Moorhouse, por causa do endereço dos Birnies.

David Birnie:

David Birnie era o mais velho de cinco filhos. Em seus anos de formação, viveu no bairro semi-rural de Wattle Grove, ao leste de Perth.
Amigos da escola e paroquianos da Grove Wattle Igreja Batista, lembram da família como particularmente disfuncional. Rumores abundam sobre a promiscuidade da família, o alcoolismo e que eles se engajaram em incesto.

Quando os pais de Birnie pediram ao padre local para realizar a sua cerimônia de casamento, ele expressou preocupações sobre eles como indivíduos e como um par em potencial, em termos gerais dizendo que ele sentiu que era uma união que nunca poderia levar a algum bem, um par incomum e aparentemente inadequado, o pai era um homem de estatura muito baixa e aparência pouco atraente, enquanto a mãe era conhecida por sua maneira grosseira, linguagem e comportamento, muitas vezes trocando favores sexuais com os motoristas de táxi como pagamento de tarifas.

Amigos de David da escola também comentaram que ele era despenteado e sujo, e disseram que a família nunca tinha refeições regulares juntos. Os pais nem sequer preparavam as refeições para as crianças.

Um amigo da escola afirmou que a porta da geladeira de Birnie sempre era deixada aberta, para que as crianças e o cão da família pudessem comer à vontade, sempre que estivessem com fome.

No início dos anos 60, os pais de Birnie decidiram mudar a família para outro subúrbio de Perth, onde ele conheceu Catherine através de amigos em comum. Aos 15, David deixou a escola para se tornar um aprendiz de jóquei. Durante seu tempo como aprendiz, ele muitas vezes fisicamente machucava os cavalos e desenvolveu tendências de um exibicionista. Em uma noite especial, David entrou no quarto de uma senhora idosa, nu com meias na cabeça e tentou cometer seu primeiro estupro.

Nos tempos de adolescência, ele tinha sido condenado por vários crimes e tinha passado um tempo dentro e fora da cadeia por contravenções e crimes. Quando adulto, ele era conhecido como um viciado em sexo e pornografia, e parafílico. Ele casou com sua primeira esposa aos 20 anos e teve uma filha.

No final de 1986, David Birnie trabalhava em uma loja de carros local. Por mais de um ano, David e Catherine tinham praticado como fazer suas fantasias sexuais de estupro e assassinato em realidade, ele estava a semanas de cometer seu primeiro crime horrível.

Catherine Birnie:

Catherine Birnie (Nee Harrison) também nasceu em 1951. Ela tinha 2 anos quando sua mãe, Doreen, morreu ao dar à luz ao seu irmão, que morreu dois dias depois. Incapaz de lidar com ela, seu pai Harold mandou-a embora para viver com os avós maternos. Na idade de dez anos, houve uma disputa de custódia, que terminou com o pai de Catherine ganhando a custódia total de Catherine.

Na idade de 12 anos, ela conheceu David Birnie, e pela idade de 14 ela já estava em um relacionamento com David. Harold implorou a Catherine, em várias ocasiões que deixasse David devido ao fato de que ela estava se metendo em confusão com a polícia local o tempo todo. Mas a desaprovação de seu relacionamento só fortaleceu sua união.

Seu tempo na prisão ao longo de sua adolescência deu a Catherine a chance de romper com David Birnie. Incentivada por um agente da condicional, Catherine começou a trabalhar para a família McLaughlin como uma guardiã da casa. Ela se casou com Donald McLaughlin em seu aniversário de 21 anos.

Ela e McLaughlin tiveram sete filhos; seu primogênito, um menino, foi atropelado e morto por um carro na infância.
Quatro semanas depois do nascimento do seu sétimo filho, ela abandonou McLaughlin e começou a conviver com Birnie, que a localizou no hospital depois que ela tinha tido uma histerectomia. Ela tinha seu sobrenome mudado legalmente por votação de ação para combinar com o dele, e supostamente era emocionalmente dependente dele.



Crimes

David e Catherine Birnie assassinaram as seguintes mulheres:

Denise Brown e Mary Nielson

Mary Nielson, aos 22 anos
Susanah Candy, aos 15 anos
Noelene Patterson, aos 31 anos
Denise Brown, aos 21 anos

Sua vítima final, Kate Moir, de 17 anos, sobreviveu.

Mary Nielson:

Em 6 de outubro de 1986, com 22 anos, a estudante apareceu na casa dos Birnies para comprar alguns pneus de carro, porque ele vendia mais barato. Ao chegar até a casa dos Birnies, foi amordaçada, acorrentada à cama e estuprada por David, enquanto Catherine observou.
Catherine disse que se ele não quisesse ser pego teria que matá-la. Ela foi levada para o Gleneagles National Park perto de Albany e implorou por sua vida, ela foi estuprada novamente e estrangulada com um fio de nylon, caindo morta aos pés de David. Em seguida, ele a esfaqueou, sabendo que teria que acelerar a decomposição, como ele tinha "lido isso em um livro em algum lugar".Eles enterraram em uma cova rasa. No ano seguinte, ela teria recebido seu diploma de psicologia da “University of Western Austrália”. Este assassinato foi, aparentemente, não planejado.

Susannah Candy:

O segundo assassinato foi em 20 de outubro, quando eles sequestraram uma menina de 15 anos chamada Susannah Candy, enquanto caminhava ao longo da estrada Stirling em Claremont. Em poucos segundos ela já estava dentro carro, e tinha uma faca em sua garganta e as mãos presas. Ela foi levada de volta para a casa de Birnie, onde ela foi forçada a enviar cartas para a família dela dizendo que ela havia fugido de Queensland com seus amigos antes de ser amordaçada, acorrentada à cama e estuprada. Depois que David Birnie tinha acabado de estuprá-la, Catherine Birnie entrou na cama com eles. David Birnie em seguida, tentou estrangular Candy com um cordão de nylon, mas ela ficou histérica. O Birnies a forçaram a tomar pílulas para dormir para acalmá-la, e uma vez que Susannah adormeceu, David colocou a corda de nylon no pescoço e Catherine apertou  lentamente até que ela parasse de respirar. Enterraram Susannah em outra cova rasa na Floresta Estadual.


Noelene Patterson:

Em 1 de novembro, viram Noelene Patterson de 31 anos, em pé ao lado de seu carro na estrada Canning, tinha acabado a gasolina do carro dela, enquanto estava a caminho de casa para seu trabalho como gerente de bar no Golf Nedlands Club. Uma vez dentro do carro, ela tinha uma faca em sua garganta e David disse para ela não se mover. Ela foi levada  para Moorhouse Street, onde David Birnie a estuprou repetidas vezes depois que ela foi amordaçada e acorrentada à cama. 
Tinham inicialmente decidido matá-la naquela noite mesmo, mas David Birnie a manteve prisioneira em casa por três dias e havia sinais de que ele havia desenvolvido sentimentos emocionais por Patterson. Rápido, Catherine deu o aviso prévio, por ciúme ela fez um ultimato: David teria que matar Patterson ou ela iria matá-la sozinha. Ele imediatamente forçou uma overdose de pílulas para dormir em sua garganta e a estrangulou enquanto dormia. Eles levaram seu corpo para a floresta e enterraram-no junto com os outros. 
Catherine Birnie supostamente teve grande prazer em jogar areia no rosto de Patterson.

Denise Brown:

Em 5 de novembro, eles sequestraram  Denise Brown, 21 anos, enquanto ela estava esperando por um ônibus na Rodovia Stirling. Ela aceitou uma carona dos Birnies; com uma faca na garganta, Denise foi levada para a casa em Willagee, acorrentada à cama e estuprada. Na tarde seguinte ela foi levada para a plantação de pinheiros em Wanneroo. 
Por segurança no isolamento da floresta, David Birnie estuprou Denise Brown no carro, enquanto o casal esperava a escuridão. Quando eles arrastaram a mulher do carro, David Birnie agrediu novamente Denise, e mergulhou uma faca no pescoço dela enquanto ele a estava estuprando. Convencido de que a menina estava morta, eles cavaram uma cova rasa e colocaram seu corpo nela, mas Brown sentou-se na sepultura; David Birnie então pegou um machado e a golpeou duas vezes em pleno vigor no crânio antes de enterrar seu corpo.


Kate Moir:

Sua última vítima, e a vítima que sobreviveu aos seus ataques, tinha 17 anos de idade, Kate Moir. Ela correu nua e chorando em um supermercado em 10 de novembro de 1986 e insistiu em ver a polícia. Quando a polícia chegou, ela alegou que ela havia sido sequestrada no ponto de ônibus e ameaçada com uma faca por um casal que em seguida, a tinha levado para a casa deles e a acorrentado a uma cama, e que o homem a havia estuprado repetidamente, enquanto a mulher observada. Na manhã seguinte, enquanto o homem estava no trabalho, a mulher forçou-a a telefonar para seus pais para dizer que ela tinha passado a noite na casa de um amigo e estava bem. A mulher então a levou de volta para o quarto, a menina fugiu pela janela. Ela disse à polícia o endereço do casal que a tinha raptado.
Quando a menina e os policiais chegaram na residência do Birnies, Catherine Birnie admitiu que ela reconhecia a menina, mas se recusou a responder a mais perguntas sem o marido. Quando a polícia trouxe David para casa  algemado, o casal alegou que a menina não tinha sido raptada, mas tinha vindo em casa para compartilhar um manage com eles, e que toda a atividade sexual foi consensual.


Apreensão e condenação:

O Birnies foram detidos pela polícia, que tentou forçá-los a confessar os crimes pelos interrogatórios intensos. 
Perto do anoitecer, o Detective Sergeant Vince Katich disse de uma forma brincando com David Birnie, "Está ficando escuro. Melhor tomarmos a pá e desenterrá-los." Birnie respondeu: "Tudo bem. Existem quatro deles." O Birnies teriam ficado muito animados, até mesmo orgulhosos, para mostrar à polícia a localização dos túmulos de suas vítimas.

Quando foi enviado a julgamento, David Birnie se declarou culpado de quatro acusações de assassinato e uma acusação para cada rapto e estupro. Quando perguntado por que ele se declarou culpado, ele apontou para as famílias das vítimas e disse: "É o mínimo que eu poderia fazer." Ele foi condenado a quatro penas consecutivas de prisão perpétua. Depois de ser encontrada sã o suficiente para ser julgada, Catherine Birnie também foi condenada a quatro penas consecutivas de prisão perpétua pelo Supremo Tribunal da Austrália Ocidental, nos termos da legislação da época, ambos foram obrigados a servir 20 anos antes de serem elegíveis para liberdade condicional.




Inicialmente, David Birnie foi para o Presídio de segurança máxima Fremantle, mas logo foi transferido para uma cela isolada para preveni-lo de vir a ter danos causados ​​por outros presos. Ele ficou lá até que a prisão foi fechada em 1990. 
Na prisão, o Birnies trocaram mais de 2.600 cartas, mas não foram autorizados a ter qualquer outra forma de contato.
David Birnie foi encontrado morto em sua cela na Prisão de Casuarina em 7 de outubro de 2005. Ele havia cometido suicídio por enforcamento.
Catherine Birnie está presa na prisão de Bandyup, onde ela era anteriormente a bibliotecária chefe. 
Ela foi impedida de comparecer ao funeral de David, um pedido deliberdade condicional em 2007 foi rejeitado, e o então procurador-geral da Austrália Ocidental, Jim McGinty, disse que sua libertação era improvável, enquanto ele permanecesse no cargo.

Seu caso era para ser novamente revisto em janeiro de 2010, no entanto, em 14 de março de 2009, o Procurador Geral de Western Australian,  Christian Porter, revogou o período de não condicional para Catherine Birnie, fazendo dela a terceira mulher australiana (depois de Katherine Knight e Byers Patricia) para ter seus documentos marcados como "nunca ser liberada da prisão". Seu apelo desta decisão foi rejeitado março 2010 por Porter.

Os videos abaixo contém simulações chocantes. Se você se impressiona, NÃO ASSISTA!