Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Wolfgang Priklopil ( O Caso Natascha Kampusch )



Captor de austríaca era violento, diz ex-colega.

Wolfgang Priklopil, o seqüestrador da jovem Natascha Kampusch, encontrada na quarta-feira (23/08/2006) perto de Viena depois de oito anos em cativeiro, era um homem considerado como "estranho, tacanho e violento", segundo declarações de um antigo companheiro de trabalho do captor.

Segundo as declarações da fonte [que pediu anonimato], Priklopil era extremamente tacanho, costumava vestir roupas muito velhas e baratas e que se gabava de matar gatos a tiros e depois pendurá-los em árvore".

O ex-colega afirmou que Priklopil era uma pessoa muito estranha e no trabalho, às vezes comentavam que ele deveria ser internado.

Um dia Wolfgang comentou ao ex-colega que tinha se metido no meio de uma briga entre dois grupos de torcedores de futebol e que tinha se divertido quebrando a cara de um jovem estendido no chão.

Em março de 1998, Priklopil seqüestrou Natascha Kampusch, na época com 10 anos, e a manteve presa até esta quarta-feira em um cativeiro sob a garagem de sua casa.

Segundo o ex-colega, ele nunca teve uma namorada e sempre falava muito mal das mulheres.

A polícia não comentou se a menina sofreu abusos sexuais durante o tempo em que foi mantida como refém.

Herança

O suspeito, que se suicidou jogando-se na linha de um trem ao norte de Viena, trabalhou durante três anos, no fim dos anos 80, em uma empresa de telecomunicações que instalava linhas de telefone analógicas em todo o país, antes de ser demitido em 1991.

A fonte consultada contou ainda que Priklopil era extremamente tacanho, e que, por exemplo, nas viagens de trabalho, em vez de consumir as refeições que eram pagas pela empresa, enchia o porta-malas do seu carro com comidas em conserva.

Segundo a fonte, Priklopil trabalhava por expresso desejo de seu pai [já morto], que só lhe pagaria uma milionária herança se ele trabalhasse por pelo menos três anos em um emprego estável.

A herança pode explicar como este homem viveu durante tantos anos sem trabalhar em uma grande casa nos arredores de Viena e com um automóvel de luxo da marca BWM, apreendido ontem pela polícia austríaca.


Wolfgang Priklopil suicidou-se pulando na frente de um trem depois que Natascha, 18 anos, conseguiu escapar, em 23 de agosto de 2006. Ele havia sequestrado a jovem quando ela ia para a escola em 1998, e a manteve trancada em um cubículo debaixo de sua garagem.

"Kampusch chegou com seus tutores ao Instituto de Medicina Legal em Viena ", disse Helmut Greiner, um porta-voz da polícia criminal de Viena.
"Ela ficou alguns minutos sozinha ao lado do caixão para se despedir". A mãe (do sequestrador) estava lá para o funeral".


A polícia disse ter isolado o cemitério durante o funeral para evitar mais do frenesi da mídia que o caso já provocou.

Wolfgang Priklopil foi enterrado em um cemitério ao sul de Viena, mas a localização exata permanece em segredo.
Natascha Kampusch decidiu despedir-se dos restos mortais do homem que a manteve em uma pequena cela por oito anos, antes que a mãe dele o enterrasse sob um falso nome , informou a polícia austríaca.

Amigo do sequestrador conheceu Natascha mas não desconfiou do crime.

Um amigo de Wolfgang Priklopil, o austríaco que sequestrou Natascha Kampusch, deu ontem uma conferência de imprensa para contar que conheceu a jovem este Verão. Contudo, nunca suspeitou tratar-se da menina sequestrada há oito anos.

Estavam os dois à minha espera. Ele apresentou-me a jovem, mas não referiu o seu nome. Apertamos as mãos. Ela disse-me 'Bom Dia'. Pareceu-me simpática e feliz", afirmou, acrescentando ter ficado na dúvida se seria sua namorada ou apenas amiga.

Ernst Holzapfel conhecia o raptor há 20 anos, tiveram negócios juntos, e esteve várias vezes na sua casa nos arredores de Viena, ajudando em obras, mas nunca se apercebeu de nada estranho. Foi a ele a quem Wolfgang Priklopil telefonou antes de se suicidar. "Estava muito alterado. Pediu-me para o ir buscar. Disse que tinha sido apanhado a conduzir com álcool, mas que tinha fugido e estava com medo de ficar sem carta." Só descobriu o que sucedera quando a polícia o abordou pedindo-lhe que reconhecesse Priklopil a partir de uma fotografia. "Foi horrível", recorda.

''Sempre pensei que quando trabalhamos durante anos com uma pessoa a ficamos a conhecer bem... Mas durante todo o tempo, nunca suspeitei de nada", acrescentou.

O testemunho do amigo de Wolfgang Priklopil vem confirmar a tese de que Natascha saiu de casa várias vezes ao longo destes oito anos.

Ontem, a polícia retomou os interrogatórios a Natascha, depois de quatro dias de pausa para a preservar e não a sobrecarregar de perguntas. De acordo com um porta- -voz da polícia judiciária austríaca, o objectivo foi perceber como ocorreu o sequestro e o que se passou naquele dia. A jovem continua a afirmar que Priklopil actuou sozinho, mas há uma testemunha que garante ter visto duas pessoas quando ela foi raptada, no caminho para a escola, em 1998. ( Supostamente esta segunda pessoa seria a prória mãe de Natascha ) !

As buscas na casa continuam e ontem foram recolhidos da cave vídeos e livros que, segundo a polícia, são "inocentes" e não têm conteúdos sexuais. Mas as perguntas sobre como viveu a jovem durante os últimos oito anos continuam quase todas por responder.

As investigações confirmaram que a cave foi construída cinco anos antes de a menina ter sido sequestrada. O que levanta dúvidas sobre se antes dela terão havido outros sequestrados a habitar o espaço. A polícia revistou também o jardim em busca de qualquer tipo de provas enterradas. De acordo com a informação divulgada, terão também sido encontrados vestígios na cama de Priklopil que levantam a suspeita de que uma segunda pessoa terá ali dormido.

Natascha, que está protegida num local não divulgado, continua a recusar contactos com a família - com que apenas falou por telefone - e com os media.
O pai afirmou ontem uma rádio que o sequestrador terá contado à jovem que a família se tinha recusado a pagar o resgate. "Ele queria que lhe desses 940 mil euros e tu recusaste", disse Natascha ao pai, numa conversa telefónica.


(
PS: esta nóticia é antiga de 31 de Agosto de 2006 )

Austríaca seqüestrada durante 8 anos escreve carta à imprensa.

data desta notícia. 28/08/2006.


Cinco dias após fugir de seu seqüestrador, que a manteve em cativeiro por mais de oito anos em um porão nos arredores de Viena (Áustria), Natascha Kampusch, 18, escreveu nesta uma carta dirigida à imprensa e à opinião pública.

O seqüestrador, Wolfgang Priklopil, 44, raptou Natascha em 2 de março de 1998 e cometeu suicídio na última quarta-feira (23/08/2006), poucas horas após a fuga de sua vítima.

A carta diz:

"Estimados jornalistas, repórteres, estimada opinião pública! Estou consciente do poderoso impacto que os eventos dos últimos dias provocaram.

Posso facilmente imaginar como estarão comovidos e alarmados com o fato de que algo desse tipo possa ser possível.

Além disso, estou consciente de que demonstram curiosidade sobre mim e que certamente querem saber mais detalhes sobre as condições em que vivi.

Quero lhes assegurar antecipadamente de que não responderei a nenhuma pergunta sobre intimidades ou detalhes pessoais.

Não irei tolerar qualquer tipo de tentativa de atravessar essa fronteira. Aquele que tentar, pode ir se preparando. Cresci como uma jovem menina com interesses na educação e também com necessidades humanas.

O ambiente: o recinto onde vivia estava adequadamente equipado. Era meu e não era destinado a ser mostrado ao público.

A vida diária: Era regulada. Na maioria das vezes havia um café da manhã em conjunto, já que ele quase nunca trabalhava. Eu fazia as tarefas do lar, lia, assistia televisão. Nós conversávamos e eu cozinhava. Foi assim durante anos, sempre com o temor de me deixar sozinha.

Sobre a relação: ele não era meu amo e senhor. Eu era igualmente forte. Ele me mimava e ao mesmo tempo me humilhava. Mas não mandava em mim, e sabia disso. Ele organizou o seqüestro sozinho, tudo já estava preparado. Arrumamos juntos o quarto em que fiquei, que media mais de 1,60 metro de altura. Obviamente, não chorei após fugir.

Não havia motivos para me sentir infeliz. Do meu ponto de vista, sua morte não era necessária. O mundo não teria afundado se o tivessem castigado. Era parte da minha vida. Por isso, de certo modo, me sinto afligida por sua morte.

Naturalmente, minha juventude foi diferente da de muitos outros, mas em princípio não tenho a sensação de que tenha me faltado nada. Fui poupada de uma série de coisas. Não comecei a fumar, nem a beber, e não tive maus amigos.

Mensagem à imprensa: a única coisa que quero da imprensa é que me deixe em paz e que pare de inventar calúnias e faltar com o respeito para com a minha pessoa.

Atualmente me sinto bem onde estou. Mas decidi entrar em contato com minha família apenas por telefone. Eu decidirei por conta própria o momento de falar aos jornalistas.

Sobre minha fuga: quando tive que limpar e passar o aspirador no automóvel, ele se afastou enquanto o aparelho fazia barulho. Essa foi minha oportunidade --simplesmente deixei o aspirador ligado.

Nunca o chamei de 'amo e senhor', embora ele assim o quisesse. Apesar de achar que ele queria [ser chamado assim], não acho que tenha levado isso realmente a sério.

Tenho um advogado de confiança que resolve todos os meus problemas jurídicos. Tenho boa relação com a advogada especializada em juventude, [Monika] Pinterits, que é de minha confiança, com o doutor Friedrich [Max, chefe da clínica universitária para neuropsiquiatria de menores do Hospital Clínico de Viena] e com o doutor Berger [da clínica de psiquiatria de menores].

A equipe do senhor [Johann] Frühstück [chefe das investigações] me tratou muito bem. Envio a eles minhas carinhosas saudações, embora tenham sido um pouco curiosos. Creio que isso faz parte da profissão.

Questões íntimas: todos querem sempre fazer perguntas íntimas, que não dizem respeito a ninguém. Talvez alguma vez as revele a uma terapeuta ou a outra pessoa, se sentir necessidade de fazê-lo, mas talvez não a sinta nunca. A intimidade pertence somente a mim.

Ao senhor H. [amigo de Priklopil, que o transportou em seu veículo pouco antes de o seqüestrador cometer suicídio]: não se sinta culpado. Você não podia fazer nada, Wolfgang [Priklopil] foi o único responsável por decidir se atirar na linha do trem.

Um sentimento de empatia me une à mãe de Wolfgang. Posso imaginar sua situação atual e seus sentimentos. Nós duas pensamos nele. Mas também quero agradecer a todas as pessoas que tanto me acompanham em meu destino.

Por favor, concedam-me um descanso nos próximos dias. O doutor Friedrich explicará tudo com esta nota. Muitas pessoas se ocupam comigo. Peço tempo até que eu mesma possa contar o que ocorreu.

Natascha Kampusch"


Natascha Kampusch



Natascha Kampusch (Viena, 17 de fevereiro de 1988) é uma garota austríaca que foi seqüestrada quando tinha dez anos de idade em 1998, permanecendo sob custódia de seu raptor por mais de oito anos, até sua fuga em 23 de agosto de 2006. O caso foi descrito como um dos mais dramáticos da história criminal da Áustria.
Natascha deixou sua residência no distrito vienense de Donaustadt dia 2 de março de 1998 para ir à escola, mas não voltou para casa. Inicialmente foi levantada a hipótese que o desaparecimento fosse fruto de discussões da criança com sua mãe, Brigitte Sirny. Todavia, testemunhas declararam ter visto Natascha subir num microônibus de cor branca. Intensas buscas foram levadas a cabo em seguida, não obtendo êxito.
Em 2001, um político da região da Estíria, Martin Wabl, acusou a família da menina de cumplicidade no caso. A polícia federal austríaca, entretanto, não encontrou nenhuma prova para tal afirmação.
Em agosto de 2006, Natascha aproveitou-se de um momento de distração de seu seqüestrador para escapar; na fuga, pediu ajuda a uma mulher, que avisou as autoridades. A garota foi identificada por uma cicatriz no corpo, bem como por seu passaporte, deixado no porão do cativeiro, onde ficou, durante todos os anos, em poder do criminoso.
Assim que o raptor, de 44 anos de idade, Wolfgang Priklopil, soube que a polícia o estava buscando, matou-se, saltando na linha de um trem de subúrbio em Viena.
Após a fuga, Natascha recebeu acompanhamento
Psicológico, demonstrando fortes sinais de simpatia e afeto
por seu seqüestrador, o que foi diagnosticado como síndrome de Estocolmo.


Diário

A jovem disse que Priklopil "não era meu dono, apesar de ele querer ser - eu era tão forte quanto ele". Ela disse que "a morte dele não era necessária". "Ele era parte de minha vida, por isso estou de luto, de certa forma". Kampusch está em um local seguro, onde conta com apoio psicológico. A polícia diz que ela não pediu para rever os pais após o breve reencontro que eles tiveram.
Natascha escreveu um diário contando todos os seus momentos no cativeiro subterrâneo, revelou o site do jornal inglês "The Times".
Rupert Leutgeb, porta-voz da família, confirmou que Natascha guardou centenas de páginas com o registro de seu tempo presa no subterrâneo. Ele acrescentou que nenhum detalhe será revelado até que ela decida o que fazer com o diário.

Televisão

Ainda se adaptando à vida em liberdade depois de ter passado mais de oito anos em cativeiro até fugir em 2006, Natascha Kampusch começou no dia 2 de junho de 2008 uma nova carreira como entrevistadora na tevê austríaca. "Natascha Kampusch Conversa..." é a mais recente atração do canal fechado Puls4. O primeiro convidado do novo programa foi o campeão mundial de Fórmula 1 Niki Lauda. O programa é mensal.





Welcome to Priklopil's House


Natascha Kampusch - Das interview


Natascha Kampusch subtitled #1 of latest interview


Natascha Kampusch New TV programme on plus4


Existem varios videos no youtube sobre Este caso.

3 comentários:

Anónimo disse...

não dá nem pra imaginar o terror que essa linda menina Natascha passou durante tanto tempo nas mãos desse maniaco!que deus abençoe e ilumine e dê paz pra essa garota!Marcos Punch.

Ana Cláudia Marques disse...

Foi mesmo um milagre ele não te-la usado como escrava sexual, apesar de roubar oito anos de sua vida mantendo-a contra a sua vontade.

Robertta Polianna disse...

simplesmente vitoriosa,que DEUS abençoe esta menina que tanto sofreu.